quinta-feira, março 31, 2016

Olho...

... para a data do último post por aqui, 24 de Agosto de 2014, e até me assusto com todas as mudanças que ocorreram na minha vida desde então. Quem me acompanhava na altura, poderá lembrar-se que eu andava por aqueles dias em processo de escrita criativa para o mestrado e que muito do meu tempo era passado entre livros, artigos, ficheiros de SPSS e de Word. Muitos dados, muitas palavras escritas... E o mestrado concretizado no ano seguinte da melhor forma possível!

O meu mundo mudou muito desde então... E tudo à minha volta está agora consideravelmente diferente... Continuo a mesma sonhadora, com mil projectos e muita vontade de ver sempre o mundo o mais colorido possível...

Este post... Cerca de um ano e meio depois do último escrito por aqui... Assinala as últimas palavras por aqui neste À minha volta... Porque a vida dá muitas voltas e o meu mundo agora está pincelado de uma outra cor... A cor azul de um pequeno príncipe que vem a caminho e ao qual irei dedicar um cantinho. Um cantinho onde pretendo continuar a partilhar as minhas divagações (porque a mãe continua a adorar escrever sobre tudo e sobre nada) e tudo o que esteja relacionado com o pequeno que aí vem.

Obrigada por todo o tempo que me dedicaram a ler neste cantinho... Foi criado em 2005 e foram cerca de nove anos a escrever neste cantinho que sempre foi um pouco a minha casa, onde escrevia sobre tudo e sobre nada...

Se me quiserem acompanhar, passem a procurar pela Nerd Mum e pelo Little Jedi em http://nerdmumandalittlejedi.blogspot.com/. Em breve começarão a ser escritas palavras por lá...

Até breve,

Fiona

segunda-feira, agosto 25, 2014

Uma...


... nova semana pede música bem animada para ser encarada com toda a energia!

Uma boa semana para todos!

segunda-feira, agosto 18, 2014

Em...

... fases de escrita criativa como aquela em que me encontro, gosto de me inspirar nas frases que vou lendo nas minhas pesquisas. Gosto de guardar algumas delas para as usar mais tarde, em jeito de abertura daquilo que vou escrevendo. Esta foi a que mais recentemente me ficou na retina...
The more the military services adapt to family needs, the more committed will be both service members and their families to the institution
Segal (1986)

Se existe algo que acho, infelizmente que as organizações portuguesas ainda não dão o devido valor é à componente familiar de quem nelas trabalha. Por mais que se diga, em muitos ditados, que os assuntos de trabalho devem ficar à porta de casa e vice-versa, é-nos, em determinada fases das nossas vida, difícil de o concretizar. E que ache que nunca o fez que atire a primeira pedra...

A família e o trabalho são, infelizmente, indissociáveis por mais que tenhamos a capacidade de nos conseguir abstrair dos problemas de uma e de outra realidade. O ser humano é assim. Por mais distanciado que possa pretender parecer, lá no seu insconsciente, o que vai acontecendo vai deixando as suas marcas e vai fazendo com que a forma de estar seja alterada e nem sempre da melhor forma...

O quanto eu gostava que a nossa realidade laboral desse mais atenção a isto, que não tem nada de pormenor, e que poderia muitas vezes contribuir para termos melhores profissionais e melhores ambientes familiares.

terça-feira, agosto 12, 2014

Hoje...


... o teu bom dia não foi dito com a mesma energia nem a mesma velocidade alucinante e difícil de copiar. Hoje fizeste o mundo acordar mais triste, sem o som de uma gargalhada ou sem o sorriso de quem parecia estar sempre pronto para dar uma palavra de apoio sempre pincelada com pitadas de boa disposição. Hoje deixaste muitos dos teus alunos à deriva sem o seu Captain. Hoje deste um novo significado à palavra Carpe Diem...

Faz confusão e entristece que possas ter partido deste mundo por tua própria vontade, cansado de lutar contra um buraco negro mas nunca transparecendo isso para os restantes habitantes deste planeta. Ou pelo menos para a sua maioria. Aquilo que vai no mais profundo de nós nem sempre transparece para quem nos rodeia e não é por estarmos permanentemente com uma gargalhada na ponta da língua que somos felizes por dentro. Que nos sentimos preenchidos e realizados.

Hoje acordaste o mundo de uma forma mais triste. Para sempre recordaremos a forma como marcaste os teus alunos em Dead Poets Society. O filme que mais marcou a minha adolescência e aquele a quem eu e amigas minhas chamamos de "o nosso filme". Serás sempre o nosso Captain. Para sempre recordaremos também a forma inconfundível com que disseste "Good Morning, Vietnam!". Marcaste outra geração de forma indelével. Recordaremos também para sempre o teu delicioso Peter Pan. Quem sabe, talvez esta seja a tua personagem que mais mostrava aquilo que eras: uma eterna criança inconformada em corpo de adulto e que não cruzava os braços nem se importava em dar uma boa gargalhada.

Conforme um amigo meu escreveu hoje: "Seize the eternity, Robin!"

Vais fazer-nos falta, Robin...

sexta-feira, agosto 08, 2014

É...

... impressionante como as pessoas que nos conhecem há muito tempo têm a capacidade de conseguir perceber como nós estamos. Mesmo antes de nós próprios tomarmos a consciência de que assim é...

No meu local de trabalho, exista uma pessoa que me conhece desde o primeiro diz que comecei a trabalhar. Numa conversa ontem dizia-me que me achava assim mais cansada e que a minha cara não enganava. Diz que são muitos anos a ver-me todos os dias (ainda que com um interregno de algum tempo) e que sabe reconhecer quando se passa alguma coisa... Lá tive que confirmar que o trabalho, por esta altura, era mais do que muito e isso fazia com que pudesse andar um pouco menos faladora ou com um pouco menos energia do que o habitual...

Curiosamente, ainda não me havia dado conta do quanto esta fase final do projecto que tenho em mãos está  dar nas vistas. Sinto-me um pouco cansada, é um facto, mas não ao ponto de ter de deixar de fazer aquelas coisas de que gosto. Não ao ponto de não ter energia para conseguir continuar com os meus treinos de corrida que tanto prazer me dão. Mas o que é certo é que os momentos no meu sofá têm sido bastante reduzidos nos últimos tempos. Não me sinto cansada por aí além mas este comentário funcionou como um wake up call para mostrar que o esforço que estou a imprimir em mim própria nos últimos tempos está já a conseguir alterar a minha expressão de todos os dias.

Será que tenho que dosear melhor este meu esforço? Se calhar sim... O que me vale é que as férias começam já a meio da próxima semana e, ainda que tenha muita coisa a que me dedicar deste projecto até ao final de Setembro, acho que as duas semanas e meia de férias que me esperam vão, de certa forma, conseguir ajudar-me a retemperar forças e iniciar o próximo mês com novas energias, principalmente porque tenho uma recta final pela frente.

E venha o descanso...

domingo, agosto 03, 2014

Tudo...


... pronto. Secretária arrumada, bibliografia e apontamentos organizados, chá de menta a acompanhar... Só falta mesmo uma música muito bem disposta a acompanhar para começar este Domingo de escrita. 

Porque os nossos sonhos merecem todo o nosso empenho e o deadline começa a aproximar-se a passos largos. Faltam apenas 58 dias...

Toca a escrever! Bom Domingo para todos!

sexta-feira, agosto 01, 2014

Existem...

... notícias que me entristecem. Ver locais de sempre desaparecerem neste nosso País faz-me sentir impotente e pensar o que quem decide neste País sente em relação à cultura e à herança que temos para deixar aos nossos mais pequenos. Que pensam estes poderosos em relação aos locais que ajudam as nossas crianças a construir memórias e saberem um pouco mais sobre como era o Portugal dos seus pais e avós. 

E é assim que me sinto... Triste... Ao saber que o Museu do Brinquedo em Sintra tem os dias contados e que irá encerrar as suas portas no dia 31 de Agosto...

quinta-feira, julho 31, 2014

Entrei...

... desde ontem, numa contagem decrescente que vai terminar precisamente a 30 de Setembro. Contam-se no calendário dois meses inteiros. Nove semanas. 62 dias. 1488 horas. O deadline a que me propus encontra-se a esta distância. É o tempo que me separa até a concretização de mais um objectivo num projecto que abracei há quase dois anos. Houve tempos mais ou menos difíceis durante estes quase dois anos que não me deixaram dedicar totalmente como gostaria a este projecto mas o que interessa é que agora estou abraçá-lo com toda a força para o ver concretizado. Se existe coisa que dizem que me caracteriza é a persistência e a vontade de ver os meus sonhos concretizados. E assim será!

Toca a enviar muitas energias positivas aí desse lado que aqui a Miss Fiona bem precisa! 

Wish me luck!

domingo, julho 20, 2014

Again...


É mais ou menos isto. Uma confusão. Uma baralhação. Um turbilhão de ideias e de quereres. Um misto de saudade desinquietante e vontade urgente. Um digo-não-digo, faço-não-faço, um vou-não-vou. Um apetece-me-tanto-mas-não-pode-ser. Um eu-não-te-deixo-ir-embora-mas-não-te-peço-para-vires. Uma mistura de sentimentos polvilhada com um punhado de sensações. Uma junção de desejos imaginários ornamentados por sonhos reais. Um emaranhado de paixão urgente e amor calmo.


Tu e eu somos uma confusão. Calmamente desinquieta. Gritantemente calada.

- Rita Leston -
Da página do Facebook Gosto de ti e então?


Porque existem saudades que se pensam adormecidas para sempre e, de repente e como por artes de magia, elas retornam e mostram que estão presentes.

Porque existem arrepios na pele que aparecem por mais que se tente que eles permaneçam escondidos bem no fundo, para lá da epiderme.

Porque existem sussurros que se trocam no meio da multidão... Uma e outra vez...

Porque existem músicas que saberão sempre explicar muito bem os quilómetros feitos.

Porque, afinal, o turbilhão continua lá... E não deveria...

Sim, admito... Tenho saudades... E sempre terei saudades tuas...

sábado, junho 14, 2014

Muitas...

... vezes, quando olho o horizonte a partir da minha janela num final de tarde, chego à conclusão que o mundo que nos rodeia tem a capacidade de nos surpreender a cada dia. Surgem-nos, como uma sequência compassada, pontes que necessitamos de atravessar. Algumas delas são pontes bem sustentadas, qual Ponte sobre o Tejo. Que podemos transpor sem dificuldades de maior e sem receio de que o tabuleiro debaixo de nós nos fuja debaixo dos pés qual castelo de cartas a desmoronar-se.

Mas nem todas as pontes são assim...

Quantas vezes nos deparamos com verdadeiros fios de equilibrista que ligam os dois lados de um desfiladeiro perdido na cordilheira dos Andes. Quantas vezes as pontes que surgem diante de nós não se assemelham a um ponta retirada directamente de um filme do Indiana Jones...

Mas não é por isso que vamos recuar...

Pontes. Montanhas. Oceanos... Surgem nas nossas vidas para serem atravessados, transpostos. Com a garra que consigamos retirar do mais fundo de nós. Com a força que julgamos não existir na nossa pessoa. Estão lá para nos testar e nos mostrar quem está do nosso lado para nos dar a mão e atravessar connosco. 

E estas pontes podem surgir como verdadeiras surpresas das relações interpessoais... Para o bem e para o mal...

sexta-feira, junho 13, 2014

E...

... mais um livro que é finalizado por estes dias. 

Livro: "O Êxtase de Gabriel" de Sylvain Reinard

Depois de, no início da semana, ter finalizado a leitura do primeiro volume desta trilogia, "O Inferno de Gabriel", de que falei aqui, o segundo volume também já lá vai! Trata-se de um livro de leitura fácil e o facto de estar por casa de férias facilitou ter feito uma leitura tão rápida. É um livro que segue as linhas do primeiro volume, longe de estar ao nível da dominação (ou tentativa dela...) presente nas "Cinquentas Sombras de Grey". Neste segundo volume, a relação de Gabriel evolui e mais detalhes sobre Dante vão sendo revelados, mostrando um pouco mais deste autor italiano medieval. 

Gostei deste volume. Apesar de toda a mente conturbada de Gabriel, trata-se de uma leitura leve que ajuda a descomprimir das leituras mais sérias que o meu trabalho me impõe. É claro que o terceiro e último volume da trilogia já foi começado... Será que ainda o termino antes do final das férias? Vamos ver!

Boa 6ª feira para todos! E bom feriado se for caso disso!

quinta-feira, junho 12, 2014

Existem...

... palavras que se lêem por ai que poderiam ter sido perfeitamente escritas por mim...
Assim sou eu. Metade miúda rebelde e inconformada. Metade senhora que já sabe o que quer. 
Metade que brinca pela vida de cara lavada, que se diverte, que faz disparates e tropelias, que ri até não conseguir mais. Que quer colo até mais não. Metade crescida e responsável. Ajuizada, calma e ponderada. Sensata e confiável. De salto agulha, vestido e maquilhagem. Que te ouve até à exaustão.
As minhas metades não se separam. Fazem de mim aquilo que sou. Não estranhes se me confundires numa e noutra. Eu sou ambas. Depende daquilo que eu estou disposta a que conheças.

- Rita Leston -
Da página do Facebook Gosto de ti e então?

terça-feira, junho 10, 2014

Comemora-se...

... hoje o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas...

Decorrem as habituais comemorações oficiais, este ano realizadas na cidade da Guarda. Decorre também a habitual homenagem aos combatentes portugueses em Lisboa, mais concretamente no Mosteiro dos Jerónimos e no monumento aos Combatentes em Belém. 

Mas mais do que um dia em que existem desfiles, discursos e entrega de condecorações... Deveria ser um dia em que todos os portugueses deveriam olhar para si e pensar em conjunto. Os últimos tempos estão longe de ter sido fáceis para os portugueses. FMI, crise e cortes atrás de cortes. Muitas divergências e um crescente descrédito em quem nos governa. Não têm sido tempos fáceis e esses tempos já nem às crianças passam despercebidos... A desilusão e a tristeza dos pais, as dificuldades em conseguirem, mais do que ter dinheiro para comprar um presente, ter dinheiro para colocar comida na mesa são o triste retrato do nosso País neste início do século XXI. Estamos longe, muito longe, da fantástica Nação que, em tempos idos, dominava o mundo e unia continentes com as suas rotas dos Descobrimentos...

Estou longe de ser um Velho do Restelo. Estou longe de achar que no passado é que as coisas eram boas. Nada disso! Sou uma pessoa totalmente diferente daquelas que vivem com os olhos postos no passado. Sou muito mais de olhar em frente e desejar fazer mais e melhor por este nosso País. Desejar com muita força e contribuir para que possamos viver melhor. Tenho pena que tantos e tantos portugueses tenham de ter deixado o seu País de sempre em busca de melhores condições fora de portas. Dói-me o coração saber de famílias que vivem quase permanentemente separadas apenas porque o pai não consegue, na sua terra natal, dar a sua família aquilo porque sempre ansiou e para que estudou e trabalhou. Este não era o País que eu esperava ver enquanto adulta...

Comecei o meu dia de hoje a ler o discurso de despedida do Comandante do Batalhão Colegial do Colégio Militar e não pude deixar de meditar nas suas palavras... Um discurso carregado de alguma revolta e de alguma incompreensão sobre o ponto de situação a que chegou este Colégio. Não vou aqui tecer comentários sobre o facto de concordar ou não com a existência de instituições como o Colégio Militar, os Pupilos do Exército ou o Instituto de Odivelas. Tenho a minha opinião e hoje não é dia de falar disso... No entanto, não podia deixar de partilhar aqui as palavras proferidas por este aluno finalista do 12º ano quando se dirigiu, pela última vez, a todos os alunos do Colégio Militar na qualidade de Comandante do Batalhão Colegial...
"Chegado a este período de reflexão, e por não estar, de todo, satisfeito com muito do que presenciei ao longo deste ano que hoje termina, sinto-me na obrigação de vos dizer que estou desiludido e desapontado com o nosso trabalho. Estou desiludido não com os erros que cometemos, porque somos humanos e errar faz parte da nossa condição, mas com tudo o que, por preguiça e desleixo, deixámos de fazer. (...) Porém, enganei-me. Hoje, nove meses depois, tenho perfeita noção de que não sois nem nunca ireis ser capazes de abdicar dos vossos interesses pessoais em prol do bem colectivo! (...) Por fim, e por vos considerar a Pedra Angular desta Casa, dirijo-me a vós, alunos. Nestas últimas palavras como Comandante de Batalhão, não posso deixar de felicitar os muitos que se contentaram com o pouco que tinham, os muitos que não foram capazes de abandonar a sua zona de conforto, os muitos que, por desleixo ou preguiça, não ambicionaram ser melhores. Parabéns! Continuai assim e sereis exactamente aquilo que sempre ambicionastes - cidadãos comuns, livres de qualquer preocupação ou responsabilidade, enfim, fareis parte da imensidão de fracos que a História tende sempre a esquecer! Por outro lado, é com gosto que congratulo todos os que atingiram os objectivos a que se propuseram, todos os que sonharam ser melhores e que, pelo esforço, pelo trabalho árduo e pela dedicação, o conseguiram. O sonho e a ambição são a base do futuro! (...) Gostava que interiorizásseis as palavras de Lichtenberg: "Quando os comandantes perdem a vergonha, os comandados perdem o respeito". E nada pior há que perder o respeito dos comandados porque quando isso acontece, deixamos, simplesmente, de ser líderes e tornamo-nos ditadores. (...) Tudo está ao nosso alcance desde que risquemos a palavra impossível do nosso dicionário!"
Ainda que estas palavras sejam referentes à realidade do Colégio Militar... Será que estas mesmas palavras não se podem aplicar a tanto da nossa realidade como portugueses? Será que não deveríamos, de uma vez por todas, riscar a palavra "impossível" do dicionário de cada um de nós e acreditarmos que conseguimos chegar mais longe, fazer mais e melhor e provar a fibra e a garra de que somos feitos? E, mais difícil ainda para muitos do que possuem a nacionalidade portuguesa nos seus cartões de cidadão... Não seremos capazes de abdicar de uma vez por todas dos nossos interesses pessoais e conseguirmos canalizar as nossas energias, enquanto profissionais e enquanto cidadãos, para o bem comum, para aquilo que faz sentido enquanto portugueses e conseguirmos mostrar que não somos um país que está num cantinho da Europa e que se deixa pisar uma e outra vez pelos grandes da Europa?

Olhemos para as palavras deste finalista com um verdadeiro sentimento de portugueses que somos e possamos (re)aprender a existir como povo único!

Bom Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas!

E que orgulho de ser portuguesa e poder usar as nossas cores!

segunda-feira, junho 09, 2014

E...

... assim se começa a semana...

Livro: "O Inferno de Gabriel" de Sylvian Reynard
Verniz: 108 Ultimate Pink da Essence

Depois de três visitas à Feira do Livro deste ano, o livro da semana está concluído com este primeiro título de mais uma trilogia!

Para quem vai em busca de uma prosa na linha das Cinquenta Sombras de Grey (conforme induzido pela capa...), pode apanhar alguma desilusão pois Gabriel está longe de ter o quarto do prazer tão adorado por Mr. Grey. Trata-se de um livro diferente. Bem diferente, do meu ponto de vista. Gabriel é igualmente atormentado como Grey mas de uma forma diferente. Está longe de ser um dominador... Pelo menos neste primeiro livro, toda a relação do Gabriel com a sua Júlia é feita de uma conquista permanente sempre relacionada com o amor entre Dante e a sua Beatriz. É aqui que acho que este título ganha em relação às Cinquenta Sombras de Grey. Não se trata de um livro meramente relacionado com a relação carnal entre duas pessoas e a forma como essa relação se pode desenvolver. Este livro transporta-nos também para o universo de Dante, que oscila entre o seu Inferno e o seu Paraíso, ao mesmo tempo que a personagem de Gabriel se vai dando a conhecer à sua amada. É bom aprender algo de novo e este romance permite isso, olhando para a forma como Dante via as relações entre um homem e uma mulher, visão esta induzida pelo seu amor não concretizado.

Vamos ver o que o próximo volume me reserva...

sábado, junho 07, 2014

Sempre...


... achei muito engraçada a evolução que os sentimentos podem ter. Sempre achei fascinante a forma como as coisas podem evoluir e tornar-se em algo que nos faz sorrir quando nos vêm à memória. Estou aqui a falar daqueles sentimentos bons. Dos sinceros. Dos polvilhados de pós de pirlimpimpim. Daquele nos fazem ouvir uma música com um sorriso. Recordar uma conversa com saudadinhas daquelas boas e doces. 

Gosto de como os sentimentos podem evoluir. Gosto de como os sentimentos se podem cimentar. E gosto quando uma relação existe e se constrói baseada na alegria que pode nascer dentro de nós quando vemos o outro feliz. Gosto deste sentimento despreocupado de partilha das alegrias. E gosto desta forma de existir em que se sabe como o outro está apenas pela partilha de uma pequena palavra ou de uma forma de responder.

E gosto desta nossa amizade... A sério que gosto! Do fundo do meu coração! Gosto de ver como esta relação evoluiu nestes quase quatro anos e ver ao ponto a que chegámos hoje. Ao bom ponto a que chegámos hoje em que ficamos genuinamente felizes por ver como o outro está. É bom ter amizades assim. É bom saber que existem pessoas que nos conseguem compreender com tão pouco. E é bom ver uma amizade assim... Que permanece. Que é baseada em sorrisos e em "dar na cabeça" quando é preciso. Que é baseada em saber ouvir em silêncio quando o outro precisa de desabafar.

E porque existem músicas que ficam sempre ligadas a esta e aquela pessoa... Esta é a tua... Porque sim... Porque esteve presente desde o início em que tudo era mais turbulento e em que muitas nuvens pairavam sobre as nossas cabeças. Ainda que o sentido da música possa ser entendido de outra forma... Esta faz sentido numa amizade. Porque sim!

Obrigada a ti....

sexta-feira, maio 23, 2014

E...

... ao olhar para esta fotografia, chego à conclusão de quem nem na versão corredora é fácil ser mulher. Dúvidas, tantas dúvidas!

Pernetes de compressão Kalenji, calções de corrida Nike Tempo e Adidas, Ténis Asics GT-2160 (esquerda) e Asics Noosa TRI4 (direita).


sábado, maio 17, 2014

É...

... assustador ver os números de casos de cancro na pele que são divulgados me cada início de época balnear. É assustador ver como a irresponsabilidade das pessoas teima em não desaparecer. E é assustador ver o que pais fazem aos seus filhos pequenos nas praias ou ao ar livre, deixando-os expostos ao sol sem protecção, sem uma camisola de algodão vestida ou levando-os para a praia nos períodos de maior calor e de maior incidência solar.

Desde pequena que os meus pais sempre tiveram cuidados redobrados com a minha exposição ao sol. Praia era desde bem cedo e apenas até por voltas das 11h30 ou 12h sempre muito bem besuntada com protecotr solar de factor bem elevado, que era sempre reposto a cada banho de mar. Depois, mais velha, eu própria sempre fui cuidadosa aplicando protector solar, tanto no Verão como no Inverno (neste caso, principalmente no rosto). Mais tarde, veio a prática de muito desporto ao ar livre e o protector solar continuou a fazer parte das minhas rotinas, sempre com factor de protecção bem elevado, e sempre a aplicar tanto no corpo como no rostos e com atenção redobrada para um sinal um pouco maior que tenho num ombro. Também as idas ao dermataologista acontecem e nessas o sinal é sempre observado para se ver se tem alguma alteração que seja relevante de ser analisada. Eu própria faço a vigilância desse sinal para ver se vou detectando alguma alteração. São pequenos cuidados que todos nós podemos ter no nosso dia-a-dia e que não custam nada. É como fazermos a nossa higiene diária, comermos ou bebermos água. Trata-se de hábitos que se criam e que apenas contribuem para a nossa protecção.

Numa altura em que as corridas e os praticantes de corrida aparecem a cada esquina, o problema da protecção solar torna-se ainda mais relevante quando a maior parte dos corredores afirma não utilizar protector solar regularmente durante a sua prática desportiva. Para mim, é uma rotina como outra qualquer como tratar da roupa de desporto ou ter o iPod e o relógio GPS com bateria. Foi por isso que escrevi um post esta semana, no blog Corre mais rápido, em que deixei algumas sugestões de protectores solares especialmente indicados para a prática desportiva, fruto das suas texturas mais leves, e sempre com factor de protecção bem elevado.

Espero que gostem das dicas! E nunca se esqueçam... A pele é o maior órgão do vosso corpo, cuidem bem dele!

E...


... hoje o dia começa assim com pão de centeio alemão, fiambre de perú sem lactose, chá English Breakfast da Twinings e uma maçã! 

Bom dia, mundo e um excelente Sábado para todos!!

domingo, maio 11, 2014

O...

... dia de hoje tem um sabor agridoce para mim. É um dia com uma dualidade de sentimentos. Neste dia, já chorei de muita felicidade e já chorei de muita tristeza. Neste dia, já sorri e falei muito e neste dia já permaneci num silêncio terrível carregado de dor. Um dia que fará sempre parte das minhas recordações...

Há nove anos atrás, vestia-me neste dia de festa para aquele momento que assinalava o primeiro dia de uma nova fase na minha vida. O dia que marcava o início da minha vida de trabalho. Deixava de ser uma mera estudante para passar à vida de trabalhadora. Um inteiro mundo novo abria-se diante de mim. Muita curiosidade, muita expectativa e muita vontade de fazer mais, melhor e diferente. Muita vontade de ter sucesso e muita vontade de ver os meus sonhos concretizados. Nove anos passados sobre este dia, sou uma pessoa feliz. Mais adulta, mais experiente mas com o mesmo sorriso de menina do primeiro dia. Sou uma pessoa com alguns sonhos concretizados e muitos outros que quero alcançar. Eu sou assim. Sempre em busca de mais. Sempre em busca dos meus objectivos. Sempre atrás dos meus sonhos!

Mas há três anos atrás, no mesmo dia deste aniversário de felicidade e de excelentes recordações, vestia-me de novo com a mesma roupa mas não para uma festa. Antes pelo contrário... Era o dia da última despedida, R... A tua última presença entre nós... E as saudades são tantas, ainda hoje... Aqui transcrevo a carta que te escrevi neste dia, há três anos atrás... Porque mais não consigo escrever sem chorar...

"Amigo,

Este dia 11 de Maio sempre foi para mim, até hoje, um dia de alegria. Um dia em que se lembravam bons momentos, se recordavam algumas dificuldades mas em que o sentimento de alcançar um objectivo se sobrepunha sempre a tudo o resto. Um dia em que eram lembrados sorrisos, alegria e a união de um curso em torno de uma mesma mesa. Se há 6 anos me fardei pela primeira vez com esta farda de azul profundo e botões dourados com o coração a palpitar de emoção e alegria... Hoje volto-me a fardar com um peso nos ombros de me ir despedir de umas das pessoas mais fantásticas que conheci. Um jovem que tudo merecia e que nos deixa hoje, amigos e família, bem mais pobres e sós.

Visto este azul profundo relembrando todos os teus sorrisos, toda a tua força e toda a tua capacidade de nos motivar e de nos fazer acreditar de que tudo tem solução. Que existem coisas que simplesmente estão destinadas a acontecer e que não temos de nos lamentar por isso nem nos revoltar. Temos sim de ir buscar forças para as ultrapassar. Infelizmente, não conseguiste... Deixas um grande vazio nos nossos corações. Tantos momentos ficam por partilhar, tantas notícias e tantas gargalhadas para dar. Dizia-se hoje "Agora somos só 12..." mas logo rematado com "Não! Estamos aqui 12 mas 13 seremos para sempre!". Acho que isto diz tudo. O teu lugar estará sempre aqui e o tempo nunca o apagará. Escrever o cartão para ti em nome de todo o curso... Nunca tão poucas palavras me custaram tanto, tanto...

Aquilo que te era devido, dispensaste em vida... Os motivos pelos quais os fizeste só tu os saberás para sempre. Mas acho que, mais uma vez e como te caracterizava sempre, pensaste naqueles que te eram mais queridos e que esses momentos apenas poderiam corresponder a mais dor e sofrimento ainda do que aquele que já estavam a ter. Ao falar aos teus pais não pude conter as lágrimas. O sentimento de "Porquê?" (que tu nunca nos demonstraste ter... Aceitaste os acontecimentos e apenas dizias "Que assim estava destinado"...) invadiu-me o peito. Existem pessoas tão únicas no Mundo e que não merecem sofrer. Que não merecem não viver. Que não merecem não ter realizado todos os teus sonhos...

Ao passares por mim uma última vez, te fiz o mais merecido "sentido". Não aquele que te era devido apenas como camarada... Mas aquele que mereces por todas as qualidades, humanas e profissionais, que sempre demonstraste. Ao toque do sino fiz a continência que mais me doeu fazer em toda a minha vida. E aquela que mais dificilmente esquecerei algum dia... Uma continência recheada de emoção e durante a qual não consegui conter as lágrimas mais uma vez...

O dia da tua despedida ficará para sempre marcado aqui no meu coração. Acredito que estarás sempre aí, sempre a olhar por estes, mais que camaradas, amigos que aqui deixas. Foi uma honra enorme conhecer-te e a tua lado viver tantas experiências e servir nesta carreira que abraçámos. A tua força e forma de encarar a vida será sempre um exemplo para todos nós.

Até um dia, amigo. Até sempre, camarada!"

sábado, maio 03, 2014

Há...


... dias assim...

Casaco e camisola: Zara, Calças: Mango, Relógio: Swatch, Pulseira: Feira Internacional de Artesanato