Se não te serve, mesmo que te ofereçam, não aceites. Se não é isso que procuras, não aceites. Se aceitares o que não queres deixa de haver espaço para o que queres realmente.
Se pensarmos bem, esta frase aplica-se a quase tudo nas nossas vidas. Apesar da autora dizer que está a falar de trabalho e não de homens, como se poderia pensar numa primeira abordagem, o que é certo é que dei por mim a pensar... Será que estas palavras não podem ser aplicadas a todos os aspectos da nossa vida? Serão que não nos poderão ajudar a focar no que é verdadeiramente essencial, aquilo que desejamos mesmo com todas as nossas forças e a deixar de parte aquilo que pode ser meramente acessório? Quando me "cruzo" com frases como esta, confesso que medito sempre um pouco sobre aquilo que faço. Sobre as minhas opções, sobre o rumo que a minha vida está a tomar em determinado momento. Acho que é mais forte do que eu e contra isso não poderei fazer nada... Será que vale a pena deixarmos na nossa vida determinada pessoa ou objecto apenas porque nos caiu no colo? Será que é isso mesmo que desejamos? Sempre achei que aquilo que nos dá mais luta a alcançar será o que nos permitirá ter uma relação mais duradoura e mais gratificante. E com relação mais longa, estou a referir-me a amizades, a caras metade, a opções profissionais, whatever! Apenas aquilo por que lutamos, que nos traz alguma dificuldade a obter, nos dá um gosto especial depois de ser nossa. Muitas pessoas gostam de vidas facilitadas... Eu não! Gosto de ter um pouco de esforço para conseguir o que desejo (vá, também ninguém quer ter o trabalho de uma vida e nunca alcançar o que deseja... Dificuldade q.b., procura-se e deseja-se). Essas serão as opções que me darão um especial gozo no final e que me farão pensar "Consegui e sou feliz assim!".