Mostrar mensagens com a etiqueta cá do nosso cantinho à beira-mar plantado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cá do nosso cantinho à beira-mar plantado. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, agosto 18, 2014

Em...

... fases de escrita criativa como aquela em que me encontro, gosto de me inspirar nas frases que vou lendo nas minhas pesquisas. Gosto de guardar algumas delas para as usar mais tarde, em jeito de abertura daquilo que vou escrevendo. Esta foi a que mais recentemente me ficou na retina...
The more the military services adapt to family needs, the more committed will be both service members and their families to the institution
Segal (1986)

Se existe algo que acho, infelizmente que as organizações portuguesas ainda não dão o devido valor é à componente familiar de quem nelas trabalha. Por mais que se diga, em muitos ditados, que os assuntos de trabalho devem ficar à porta de casa e vice-versa, é-nos, em determinada fases das nossas vida, difícil de o concretizar. E que ache que nunca o fez que atire a primeira pedra...

A família e o trabalho são, infelizmente, indissociáveis por mais que tenhamos a capacidade de nos conseguir abstrair dos problemas de uma e de outra realidade. O ser humano é assim. Por mais distanciado que possa pretender parecer, lá no seu insconsciente, o que vai acontecendo vai deixando as suas marcas e vai fazendo com que a forma de estar seja alterada e nem sempre da melhor forma...

O quanto eu gostava que a nossa realidade laboral desse mais atenção a isto, que não tem nada de pormenor, e que poderia muitas vezes contribuir para termos melhores profissionais e melhores ambientes familiares.

sexta-feira, agosto 01, 2014

Existem...

... notícias que me entristecem. Ver locais de sempre desaparecerem neste nosso País faz-me sentir impotente e pensar o que quem decide neste País sente em relação à cultura e à herança que temos para deixar aos nossos mais pequenos. Que pensam estes poderosos em relação aos locais que ajudam as nossas crianças a construir memórias e saberem um pouco mais sobre como era o Portugal dos seus pais e avós. 

E é assim que me sinto... Triste... Ao saber que o Museu do Brinquedo em Sintra tem os dias contados e que irá encerrar as suas portas no dia 31 de Agosto...

terça-feira, junho 10, 2014

Comemora-se...

... hoje o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas...

Decorrem as habituais comemorações oficiais, este ano realizadas na cidade da Guarda. Decorre também a habitual homenagem aos combatentes portugueses em Lisboa, mais concretamente no Mosteiro dos Jerónimos e no monumento aos Combatentes em Belém. 

Mas mais do que um dia em que existem desfiles, discursos e entrega de condecorações... Deveria ser um dia em que todos os portugueses deveriam olhar para si e pensar em conjunto. Os últimos tempos estão longe de ter sido fáceis para os portugueses. FMI, crise e cortes atrás de cortes. Muitas divergências e um crescente descrédito em quem nos governa. Não têm sido tempos fáceis e esses tempos já nem às crianças passam despercebidos... A desilusão e a tristeza dos pais, as dificuldades em conseguirem, mais do que ter dinheiro para comprar um presente, ter dinheiro para colocar comida na mesa são o triste retrato do nosso País neste início do século XXI. Estamos longe, muito longe, da fantástica Nação que, em tempos idos, dominava o mundo e unia continentes com as suas rotas dos Descobrimentos...

Estou longe de ser um Velho do Restelo. Estou longe de achar que no passado é que as coisas eram boas. Nada disso! Sou uma pessoa totalmente diferente daquelas que vivem com os olhos postos no passado. Sou muito mais de olhar em frente e desejar fazer mais e melhor por este nosso País. Desejar com muita força e contribuir para que possamos viver melhor. Tenho pena que tantos e tantos portugueses tenham de ter deixado o seu País de sempre em busca de melhores condições fora de portas. Dói-me o coração saber de famílias que vivem quase permanentemente separadas apenas porque o pai não consegue, na sua terra natal, dar a sua família aquilo porque sempre ansiou e para que estudou e trabalhou. Este não era o País que eu esperava ver enquanto adulta...

Comecei o meu dia de hoje a ler o discurso de despedida do Comandante do Batalhão Colegial do Colégio Militar e não pude deixar de meditar nas suas palavras... Um discurso carregado de alguma revolta e de alguma incompreensão sobre o ponto de situação a que chegou este Colégio. Não vou aqui tecer comentários sobre o facto de concordar ou não com a existência de instituições como o Colégio Militar, os Pupilos do Exército ou o Instituto de Odivelas. Tenho a minha opinião e hoje não é dia de falar disso... No entanto, não podia deixar de partilhar aqui as palavras proferidas por este aluno finalista do 12º ano quando se dirigiu, pela última vez, a todos os alunos do Colégio Militar na qualidade de Comandante do Batalhão Colegial...
"Chegado a este período de reflexão, e por não estar, de todo, satisfeito com muito do que presenciei ao longo deste ano que hoje termina, sinto-me na obrigação de vos dizer que estou desiludido e desapontado com o nosso trabalho. Estou desiludido não com os erros que cometemos, porque somos humanos e errar faz parte da nossa condição, mas com tudo o que, por preguiça e desleixo, deixámos de fazer. (...) Porém, enganei-me. Hoje, nove meses depois, tenho perfeita noção de que não sois nem nunca ireis ser capazes de abdicar dos vossos interesses pessoais em prol do bem colectivo! (...) Por fim, e por vos considerar a Pedra Angular desta Casa, dirijo-me a vós, alunos. Nestas últimas palavras como Comandante de Batalhão, não posso deixar de felicitar os muitos que se contentaram com o pouco que tinham, os muitos que não foram capazes de abandonar a sua zona de conforto, os muitos que, por desleixo ou preguiça, não ambicionaram ser melhores. Parabéns! Continuai assim e sereis exactamente aquilo que sempre ambicionastes - cidadãos comuns, livres de qualquer preocupação ou responsabilidade, enfim, fareis parte da imensidão de fracos que a História tende sempre a esquecer! Por outro lado, é com gosto que congratulo todos os que atingiram os objectivos a que se propuseram, todos os que sonharam ser melhores e que, pelo esforço, pelo trabalho árduo e pela dedicação, o conseguiram. O sonho e a ambição são a base do futuro! (...) Gostava que interiorizásseis as palavras de Lichtenberg: "Quando os comandantes perdem a vergonha, os comandados perdem o respeito". E nada pior há que perder o respeito dos comandados porque quando isso acontece, deixamos, simplesmente, de ser líderes e tornamo-nos ditadores. (...) Tudo está ao nosso alcance desde que risquemos a palavra impossível do nosso dicionário!"
Ainda que estas palavras sejam referentes à realidade do Colégio Militar... Será que estas mesmas palavras não se podem aplicar a tanto da nossa realidade como portugueses? Será que não deveríamos, de uma vez por todas, riscar a palavra "impossível" do dicionário de cada um de nós e acreditarmos que conseguimos chegar mais longe, fazer mais e melhor e provar a fibra e a garra de que somos feitos? E, mais difícil ainda para muitos do que possuem a nacionalidade portuguesa nos seus cartões de cidadão... Não seremos capazes de abdicar de uma vez por todas dos nossos interesses pessoais e conseguirmos canalizar as nossas energias, enquanto profissionais e enquanto cidadãos, para o bem comum, para aquilo que faz sentido enquanto portugueses e conseguirmos mostrar que não somos um país que está num cantinho da Europa e que se deixa pisar uma e outra vez pelos grandes da Europa?

Olhemos para as palavras deste finalista com um verdadeiro sentimento de portugueses que somos e possamos (re)aprender a existir como povo único!

Bom Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas!

E que orgulho de ser portuguesa e poder usar as nossas cores!

sábado, abril 26, 2014

Passaram...


... ontem 40 anos sobre a manhã de Abril que mudou para sempre o rumo da História de Portugal e da vida dos portugueses. Caía assim um regime pautado pelo silêncio forçado, pela polícia política e pela ditadura. Terminavam assim os dias de desaparecimentos e de prisões de tantas pessoas. Surgia de novo a liberdade e a possibilidade de se poder dizer o que verdadeiramente se pensava, poder seguir o rumo de vida que realmente se desejava e, no caso específico das mulheres, abriam-se novas portas e novas possibilidades profissionais.

Tudo poderia ter sido diferente se o imediato do NRP "Almirante Gago Coutinho" não tivesse impedido o disparo a partir desta fragata estacionado em pleno rio Tejo sobre as tropas que se juntavam no Terreiro do Paço. Tudo teria sido diferente se o soldado que estava num chaimite como o da fotografia tivesse acatado a ordem do seu superior e tivesse disparado sobre um homem de braços abertos que teimava permanecer diante do imponente canhão. Esse homem era Salgueiro Maia. Um olhar e um nome que surgirá sempre associado a este dia e ao regresso da liberdade para todos os portugueses.

Estive ontem presente no Terreiro do Paço, onde desde dia 24 e até ao final do dia de hoje muitas são as actividades e as demonstrações apresentadas pelos três ramos das Forças Armadas. Foi bom ver tanta gente na rua e muito curiosa com aquilo que os militares tinham para mostrar e explicar. Muitos foram os aplausos que se ouviram no concerto dado pela Banda da Armada e em que estiveram presentes os três Chefes de Estado-Maior dos três ramos. Muitas eram as crianças que tudo queriam ver e tudo queriam aprender. E muitos foram os aplausos que se ouviram após os gritos das três escolas de raiz militar que existem no nosso País e que estiveram presentes para mostrar aquilo que são ao nível da ginástica e que tantos prémios e medalhas ganham a nível nacional e internacional. Primeiro o silêncio e depois a salva de palmas aos gritos do Instituto de Odivelas, Colégio Militar e Instituto dos Pupilos do Exército. 

Ao contrário do que muitas vezes os nossos governantes podem querer fazer passar em muitas das suas declarações, é nestes momentos e nestas manifestações que se vê que os portugueses estimam os seus militares. Ainda que eu ache que poderiam estimar muito mais, pois estamos a anos-luz do que se passa em muitos países lá fora como Espanha, Reino Unido ou Estados Unidos da América, as pessoas estiveram presentes. Muitas pessoas durante todo o dia no Terreiro do Paço fizeram questão de ver e de falar com os militares que por lá andavam. 

É bom ver que ainda existe algum do espírito de Abril que conseguiu receber de braços abertos os militares que tiveram a coragem de dizer "Basta!" e de sair para as ruas para lutar por um simples ideal: a liberdade!

segunda-feira, abril 07, 2014

O...

... que a capacidade humana de um homem pode fazer na forma como os que o rodeiam o vêem...


Numa sexta-feira, saía o comandante Calvão da Unidade um pouco mais tarde do que o costume, trajando à civil no seu carro pessoal como era hábito, quando antes de chegar a Coina dá conta de um vulto furtivo que, cosido com a sombra das árvores da fronteira Mata da Machada, tentava passar despercebido enquanto seguia a pé na mesma direcção. O cabelo cortado rente, o porte juvenil e a intenção visível de circular sem ser detectado não deixavam qualquer dúvida de que se tratava de um aluno castigado a "dar o salto". 
O comandante pára o carro e chama-o. Surpreendido, o rapaz obedece logo que reconhece quem lhe dá ordem tão peremptória e aproxima-se da viatura apavorado. Desde que chegara à Escola que ouvia falar de Alpoim Calvão como um veterano muito duro da guerra na Guiné e naquele momento via realizados os seus piores receios: ser apanhado em flagrante pelo próprio comandante. Ao ser interrogado sobre qual o seu destino, responde atrapalhado, titubeando, que procurava boleia para Lisboa. Foi pois com surpresa que ouviu o seu superior retorquir-lhe:
- Sobre, eu também vou para Lisboa e levo-te.
Sem entender bem o que se passava, o mancebo entra na viatura e ambos seguem viagem, conversando sobre banalidades. Ao chegar a Lisboa, o comandante pede-lhe a morada para onde se dirige, afirmando ser sua vontade levá-lo a casa. O rapaz fica perplexo, já sem saber o que pensar daquela situação tão insólita.
Chegados ao destino, o comandante surpreende-o novamente perguntado-lhe quando tenciona regressar.
- Domingo às 20h00 - responde o rapaz.
- Pois seja Domingo. Às 20h00, estarei aqui para te levar de volta.
Esse não foi certamente o fim-de-semana mais tranquilo na vida daquele aluno fuzileiro, mas a verdade é que no dia e hora aprazados nenhum dos dois faltou ao encontro e regressaram juntos à Escola, conversando sobre trivialidades durante todo o caminho. Passando por Coina e ao chegar ao local onde dois dias antes apanhara o rapaz (que nesta altura já se devia estar a ver na prisão), o comandante pára o carro e diz-lhe:
- Sai. Aqui te apanhei, aqui te deixo. Regressa à Escola e se o fizeres sem ninguém te detectar nada de mal te sucederá. Mas se fores apanhado serei rigoroso no castigo e podes estar certo que ninguém te livrará de ir parar com os ossos à prisão.
Ao entrar na Unidade, o comandante dirige-se ao gabinete do oficial de serviço, como é boa norma na Marinha, cumprimenta-o, interroga-o sobre os incidentes do fim-de-semana e ao saber que estava tudo tranquilo, vai-se deitar sem tocar no assunto do fugitivo. No dia seguinte, logo de manhã, quando o oficial de serviço se apresenta no seu gabinete, o comandante repete as perguntas e fica satisfeito ao ser informado de que as licenças tinham regressado sem novidade.
Muitas vezes se voltou a cruzar o comandante Calvão com o militar fugitivo, mas jamais tocou no assunto da escapadela. A coragem, o "desenrascanço" e a habilidade do rapaz ficaram provados e, no seu entender, valiam o perdão.
A História não guardou o nome daquele homem, mas duma coisa podemos estar certos: daquele dia em diante havia mais um fuzileiro que tudo faria pelo seu comandante, que a isso mandava a gratidão, virtude que os marinheiros sabem cultivar melhor do que ninguém. 

in Hortelão, R., de Baêna, L. S. & Sousa, A. M. (2012). Alpoim Calvão. Honra e Dever. Porto: Caminhos Romanos.

segunda-feira, março 10, 2014

Vi...

... ontem a Grande Reportagem da SIC sobre o Pavilhão Carlos Lopes e o (triste) estado em que ele se encontra. Foi encerrado em 2003 com a justificação de que tinha poucas condições de segurança para continuar a servir de casa ao desporto, aos concertos e à política e ficou, desde então, deixado ao abandono. Razão pela qual foi o "entrevistado" de honra desta reportagem.

Imaginar que havia sido inicialmente construído no Brasil e atravessou o oceano para ser reconstruído do lado de cá e agora está neste estado lastimável. Numa cidade como Lisboa, que cada vez mais surge nos tops de turismo pelas mais diversas razões, situações destas não deveriam acontecer de forma nenhuma! Edifícios com história e com beleza arquitectónica como este e tantos outros nunca deveriam estar deixados assim... Ao Deus dará... A resistir nãos e sabe muito bem como às intempéries e à total ausência de manutenção. Não existe um ano em que vá à Feira do Livro em que não pense que tanta coisa poderia estar a ser feita se o Pavilhão ainda estivesse aberto e se estivesse em condições para estar aberto ao público. 

Tenho pena que se deixem estes nossos tesouros assim... A resistirem não se sabe muito bem como ao passar dos anos...

Daqui a 15 dias regressa a Grande Reportagem da SIC com mais um edifício abandonado em Lisboa, parece-me que se vá falar do restaurante em Monsanto. Vamos ver daqui a 15 dias que outras memórias de tantos lisboetas estão abandonadas ao vento, ao sol e à chuva...

domingo, março 09, 2014

Tenho...

... dias em que fico triste com o que se passa neste nosso cantinho à beira-mar plantado. Fico triste com tantas pessoas que vêem as suas vidas por um fio. Parte-me o coração ver tantos olhos tristes nas nossas ruas, tanto em caras novas como mais velhas. E parte-me ainda mais o coração quando essas caras são de pequenas crianças para as quais a palavra "crise" faz cada vez mais parte dos seus dias que deveriam ser totalmente desprovidos de preocupações e apenas pincelados por brincadeiras.

Fico triste por ver este país cada vez mais despido de juventude. Os jovens são, por natureza, aventureiros, aguerridos e gostam de experiências novas. É mesmo assim. Mas fico triste quando tantos e tantos jovens são obrigados a terem de deixar os seus mais queridos e a terem de partir para fora de portas em busca de uma vida melhor. E fico ainda mais triste e assustada quando já não apenas os jovens que têm de partir mas também os pais e mães de família cuja vida já não consegue ser feita por cá e vão lá fora tentar ter um pouco mais para dar aos seus filhos.

Fico triste quando se vê tantas e tantas famílias portuguesas a esforçarem-se por tentar juntar alguma coisa e vêem-se chegar ao final do mês de forma muito complicada. E o dia de São Receber que nunca mais chega...

Fico triste por ver tantos sonhos não poderem acontecer, tantos projectos de vida terem de ser adiados ou terem de ficar na prateleira até que chegue a bonança. E quando é que ela vai chegar? Quando? Quero ver novamente sorrisos nas nossas ruas. Quero ver novamente as pessoas poderem suspirar e fazerem planos porque não estamos cá para nos limitarmos a apenas trabalhar para pagar as contas ao final do mês. Estamos por cá para podermos também viver a vida e podermos dedicar tempo aquilo que mais gostamos de fazer, sem termos de estar permanentemente a contar todos os cêntimos...

Quero ver um Portugal melhor...

domingo, fevereiro 02, 2014

Ainda...

... sobre o assunto das praxes...

Este é, sem dúvida, o tema do momento em todos os blocos noticiosos do dia. A cada dia que passa, algo de novo é trazido à luz do dia para nos deixar ainda mais preocupados sobre o que se anda a passar nas nossas universidades e, a julgar pelo que vi ontem à noite, também nas nossas escolas secundárias. Mas onde é que tudo isto vai parar? Escolas secundárias a ter praxes? Mas onde é que estes nossos jovens andam com a cabeça?

Muito sinceramente, acho que ainda existem muitas coisas escondidas por debaixo do tapete e que, espero, sejam colocada a limpo pois as humilhações que muitos jovens sofrem quando chegam às universidades e também às escolas secundárias não devem acontecer. Não devem mesmo! Neste momento o País está dividido, entre os muitos, cada vez mais, que se opõem totalmente às praxes e os que as continuam a defender. As declarações que ouvimos esta semana, feitas pelo Director da Lusófona, que dizia que tudo o que aconteceu no Meco foi apenas um acidente... Sinceramente... Isto revoltou-me! Afinal de contas, e independentemente do que aqueles jovens andassem a fazer naquela noite se tratar de praxes ou não, morreram seis pessoas e o senhor desvaloriza os acontecimentos dizendo que foi um mero acidente. É como quem diz... "Bolas, se aqueles toscos não tivessem morrido, não tínhamos agora a nossa Universidade nas luzes da ribalta e eu não teria de estar agora a fazer estas declarações... Que frete!". Atenção a quem me lê: estou longe de estar a chamar aos jovens que morreram toscos, nada a ver. Não entendam mal aquilo que escrevi até porque isso seria uma ofensa ao sofrimento que os familiares destes jovens estão a passar. Apenas foi o sentimento que me foi transmitido ao ouvir as declarações daquele senhor que... Sinceramente... Deixa muito a desejar como pessoa e como responsável de uma universidade...

Tenho pena que tenham de ter morrido seis jovens para que as praxes se tornassem o assunto do dia e para que tantas pessoas se revoltassem e se chegasse a um ponto em que se acha que é necessária legislação sobre o assunto. Infelizmente, neste País, tem sempre de morrer alguém para que se olhe para os assuntos com a devida importância e que se pense em legislar e em tomar decisões que já deveriam ter sido tomadas há muito tempo... Infelizmente é assim...

segunda-feira, janeiro 27, 2014

Porque...


... se existe uma coisa boa que os blogs têm é a partilha de dicas e sugestões sobre os mais variados assuntos. Como todos sabem e podem ir constatando no blog Corre mais rápido onde também escrevo, gosto muito de correr. Aliás, não fosse a lesão com que ando em mãos desde meados de Novembro e este fim-de-semana teria novamente participado naquela que é considerada a mais bela prova de corrida de Portugal. O Grande Prémio Fim da Europa, que liga Sintra ao Cabo da Roca, numa distância de 17 km pela serra com o ambiente mágico da tão bela Serra de Sintra. 

Mas fora parte a minha lesão, gosto muito de vos deixar belas sugestões de coisas que já experimentei e que aconselho. E para quem gostar de corridas de estrada, venho aqui deixar-vos uma bela sugestão para o ano de 2014. Está de regresso, em 2014, o BES Run Challenge. Esta prova ocorreu, pela primeira vez, no ano passado e teve três etapas de 10 km cada uma: Cascais, Sintra e Lisboa. Este ano a organização quis inovar e decidiu dividir a mítica distância da maratona por quatro etapas: Cascais, Sintra, Costa da Caparica  Lisboa. Tratam-se de etapas de diferente nível de dificuldade (a mais difícil é a de Sintra mas tudo se faz com força de vontade!), podendo quem se inscreve optar por fazer a totalidade das quatro provas ou escolher aquelas que mais lhe agradarem. 

Por isso, aqui vos deixo a sugestão: toca a treinar e participar no desafio de correr uma maratona em 2014, ainda que por etapas! Eu lá estarei!

sábado, janeiro 25, 2014

Passam...


... hoje 10 anos sobre o dia da partida de Miklos Fehér. Provavelmente, o sorriso que mais marcas deixou na memória dos portugueses, fossem eles adeptos do Benfica ou não. Um último sorriso deixado em directo para todos neste mesmo dia em 10 anos antes de cair inanimado no campo e nos deixar. 

Não sou benfiquista. Já várias vezes por aqui referi a minha mais do que assumida simpatia pelo Sporting. Mas existem momentos que não nos podem mesmo passar ao lado. Lembro-me muito bem de ter ido ao Estádio da Luz com a minha mãe, ambas sportinguistas ferrenhas, e de lá ter depositado o meu cachecol do Sporting em sinal de homenagem.

Porque o futebol e as pessoas devem ter esta capacidade. Se colocar de parte os clubismos e as picardias e homenagear quem merece. E o Fehér mereceu e continua a merecer...

Andei...

... muito tempo a pensar se iria escrever sobre este assunto ou não. Será apenas mais a opinião de uma pessoa. Será apenas mais um texto. Será apenas mais um post. Mas sinceramente tenho de escrever qualquer coisa...

Meco. 15 de Dezembro de 2013. Semana de alerta vermelho em quase todo o Portugal Continental fruto das condições extremamente adversas de mar. Ondulação muito forte. Mau tempo. E seis jovens perdem a vida numa praia do Meco ao serem arrastados por uma onda...

Mas tantas incógnitas rodeiam este dia e este local...

Muito se tem falado sobre os acontecimentos. Muito se tem divagado sobre este assunto. Muitas foram as declarações feitas nos meios de comunicação, seja por entidades oficiais, seja pelos familiares ou seja por outras pessoas que foram sendo entrevistadas sobre este terrível acontecimento. Muito se tem escrito sobre este assunto também na blogosfera pois este acaba por ser um espaço por excelência para as pessoas exprimirem as suas opiniões sobre os mais diversos temas e trocarem ideias com as pessoas que vão comentando os seus posts. Provavelmente, um dos posts que vi gerar mais controvérsia nos últimos dias foi o escrito pela Pipoca Mais Doce. Eu própria também comentei este post e pude constatar que os comentários não poderiam ser mais divergentes. Se, por um lado, todos compreendem a angústia das famílias em tentar perceber como pode acontecer aquela tragédia, por outro lado, muitas são as vozes que se levantam para defender a praxe com unhas e dentes como se disso dependesse o futuro do nosso País. Muitas foram as vozes que se levantaram contra a Pipoca, chegando mesmo a dizer que nunca esperavam ler as palavras que ela escreveu num blog de que gostam tanto. Desde dizerem que a Pipoca não compreende o que é o espírito da praxe e da importância que esta tem para se fazerem amigos para a vida e de preparar os jovens para o mercado de trabalho que os espera. A Pipoca limitou-se a dizer o que pensa. E refere claramente de que não gosta da praxe nem tão pouco de especulações e por isso espera que tudo seja esclarecido e que o silêncio até agora mantido pelo único sobrevivente seja quebrado e que as dúvidas sejam dissipadas de uma vez, a bem da possibilidade das famílias conseguirem fazer o luto e não estarem numa permanente dúvida sobre o que aconteceu com os seus filhos naquele dia 15 de Dezembro...

Antes de mais, as pessoas têm de perceber um ponto muito importante que rege a blogosfera: quem escreve num blog é que decide o que lhe apetece ou não escrever e de que forma. As opiniões são de cada um e, tal como na vida fora da blogosfera, podemos ou não concordar. O velho ditado de "não se pode agradar a gregos e troianos" é mais do que verdade e por isso não podemos esperar que tudo aquilo que escrevemos nos nossos blogs seja do total agrado de quem nos lê.

E a praxe e todos os comentários que li sobre ela... Bem, eu fui aluna universitária. Trajei e estive envolvida na recepção aos caloiros na minha universidade ainda que nunca tenha praxado. Sim, nunca praxei porque optei por uma outra via de relação com os caloiros. Porque acho que a praxe, quando mal gerida pelos chamados "doutores" ou "veteranos", pode dar asneira. Não digo que seja assim em todas as universidades pois também conheço bons exemplos de fazer praxe, de que posso referir alguns da minha faculdade. Mas não vale a pena atirar areia para os olhos... A praxe não é boa na sua grande maioria dos casos. E há também que ter presente uma coisa: a praxe é feita por pessoas. E, muitas vezes, estas pessoas recorrem à praxe para descarregar as suas frustações sobre quem é mais indefeso. E olhem que sei do que falo... Por diversas vezes, vi formas indecentes de tratar os caloiros e e tantas outras chamei à atenção a alunos mais novos do que eu que estavam a praxar caloiros de que não é assim que as coisas devem ser. Quando disse anteriormente que não praxei, isso não significa que não tenha estado envolvida nas recepções aos caloiros da minha faculdade. Tive a sorte de estar numa faculdade em que existia um programa de mentorado em que alunos mais velhos faziam a recepção e o acompanhamento aos caloiros no seu novo local de estudo. Basicamente, era ajudá-los em tudo o que precisassem desde dicas quanto à faculdade, integração nos cursos e departamentos que escolherem, a habitual troca de apontamentos e dicas sobre os professores ou dicas sobre a cidade a que chegavam, caso se tratassem de alunos de fora. E posso dizer que este foi, sem dúvida, um projecto que gostei muito de abraçar pois tenho amigos para a vida entre os caloiros que tive o grande prazer de apadrinhar. Ainda hoje sou chamada carinhosamente de "madrinha". Mas é pena que não seja assim em todo o lado e que nem todos  guardem boas recordações dos alunos mais velhos...

E a praxe e a construção de cidadãos mais preparados para a vida profissional... Sinceramente, isto só me dá vontade de rir de tão ridículo. Dizer que a praxe estimula o espírito de equipa e e de entreajuda e que ajuda a criar valores entre os jovens... Bem, eu poderia lembrar-de de mil e uma maneiras que, essas sim, permitem construir cidadãos melhores para Portugal. Com mais valor. Mais sentido de disciplina, de dedicação ao seu País e com muitos mais valores do que a situação da praxe. Ouvir jovens dizerem coisas destas sobre a praxe, apenas me faz lembrar situações de quase lavagem cerebral em que se é incitado e dizer determinadas coisas... Quem assim pensa não pode estar mais alheado da realidade. Os valores não se adquirem na praxe. O espírito de equipa e de entreajuda não é na praxe que é adquirido. Ser um melhor cidadão não é conseguido desta forma...

O que aconteceu naquela praia, a estranha constatação do traje, telemóvel e barrete do Dux estarem secos quando todos os outros seis jovens foram arrastados pelo mar, as chamadas e sms que foram enviados, a limpeza que se dizer ter sido feita à casa pelo Dux, as declarações feitas pelos vizinhos da casa onde estavam os jovens e do café a que foram a caminho da praia que tornam tudo ainda mais misterioso... Enfim... Há aqui demasiadas pontas soltas numa situação que foi de ponto final na vida de seis jovens. Numa semana de constantes avisos e em que o mar foi tantas vezes desrespeitado. É importante que se compreenda o que aconteceu. É importante perceber se aquele foi um fim-de-semana de praxe fora de portas da universidade. É importante perceber se foi algo que correu mal num fim-de-semana entre amigos. Detesto especulações. Detesto o "diz que disse"...

Mas é fundamental compreender o que ali se passou. É mesmo. Porque muitas já foram as vozes que se levantaram dizendo que este tipo de "retiros" eram habituais entre os alunos da Lusófona. Tudo a bem da definição das regras e actividades inerentes à praxe. Verdade ou não, confesso que é coisa para me fazer alguma comichão. "Retiro" para definição de regras da praxe? Isto soa-me, no mínimo, bastante estranho. Demasiado estranho para o meu gosto. E ainda que tudo se tenha passado na margem oposta à qual se localiza a universidade e num fim-de-semana... A universidade não se pode afastar da sua quota de responsabilidade. Ainda que seja fora das suas portas que tudo se tenha passado, há que perceber o que esteve por detrás deste fim-de-semana. Porque, se a ser verdade que se tratava de um fim-de-semana para delinear estratégias para a praxe e que isto era prática comum, era algo que tem directa ligação com a vida académica da universidade e tratavam-se de práticas que iria ser realizadas na universidade ou nas suas imediações. Não se pode cruzar os braços quanto a isto! Perdoem-me a comparação mas... Recordam-se do que foram as notícias em torno da praxe ocorrida dentro do Colégio Militar? Feita pelos próprios alunos e dentro das paredes do Colégio? Pois bem... Independentemente da instituição de ensino em causa, é de praxe que se está a falar e há que tomar medidas! Foi bem longe das instalações do Campo Grande... Who cares? Há que ouvir todos os envolvidos na praxe da universidade (e não apenas o Dux, no meu ponto de vista...). Pois, se calhar, este foi o dia em que as coisas correram mal e, fruto de terem desaparecido pessoas no mar e de ter sido necessários activar os meios de busca e salvamento, os acontecimentos passaram a ser do conhecimento geral. Mas quantos mais fins-de-semana houve e continuará a haver destes para preparação das praxes em que as coisas não correm (tão) mal e nunca se chega a saber os verdadeiros acontecimentos?

Se calhar vale a pena olhar para este assunto um pouco mais a fundo...

quarta-feira, janeiro 22, 2014

Ontem...

... desabafava por aqui sobre o que me tinha acontecido ao tentar fazer uma alteração de tarifário na rede TMN e quanto me havia sido dito que seria cobrado no âmbito dessa alteração de tarifário, como podem ler neste meu post de ontem

Ao melhor jeito de telenovela mexicana (ou de como durante a noite podem acontecer as coisas mais estranhas ao saldo dos nossos telemóveis...), hoje de manhã, após efectuar uma chamada em torno dos 7 minutos (que, à luz do meu tarifário actual na rede TMN, era coisa para não custar mais do que 0,50 ou 0,60€), recebo uma chamada informativa de que o meu saldo era inferior a 3€... O quê?! Pára tudo!! "Mas o que vem afinal a ser isto?", pensei eu? Então se, ainda ontem, o meu saldo rondava os 9€ após a devolução dos tais 6€ de taxa que a TMN cobra pelas alterações de tarifário, se o meu tarifário tem sms grátis para a rede TMN e se esta se tratava da primeira chamada que fazia, para rede TMN, após mensagens trocadas para a própria rede... Ou tenho fantasmas na minha casa que se andaram a divertir a telefonar para os respectivos fantasmas-metade ou então algo de estranho se passou durante a noite...

Toca de telefonar para a assistência da TMN para tentar perceber, afinal, o que se tinha passado para o meu saldo ter desaparecido desta forma como que por artes de magia. Para além de ter ficado a saber que atenderem chamadas antes das 10h é para esquecer e depois de ter estado cerca de 30 minutos ao telefone, fiquei a saber o seguinte: realmente a alteração de tarifário tinha sido cancelada e a taxa creditada de novo no meu cartão. O que o simpático senhor da TMN não me tinha dito é que teria de fazer um novo carregamento do cartão, ou seja mais 7,5€, para que o regresso ao meu tarifário original ficasse activo. Eu nem queria acreditar... O que é que tinha acontecido? Todas mensagens que havia trocado para TMN e todas as chamadas que tinha feito desde o momento do cancelamento da alteração de tarifário haviam sido creditadas à módica quantia de cerca de 0,35€ por minuto de chamada e cerca de 0,14€ por mensagem. E assim fugiam os meus euros do cartão do telemóvel em grande debandada!! Tudo por causa de um esquecimento estratégica na informação que me foi passada quando perguntei se era necessário mais alguma coisa para que o regresso ao meu anterior tarifário ficasse finalizado...

Obviamente que reclamei logo de imediato ao telefone e exigi que me fosse restituído o dinheiro que eu havia gasto sem ter tido informação, por total falta de comunicação da TMN, de que teria de fazer um novo carregamento para usufruir das características do meu tarifário. Ao final dos tais quase 30 minutos ao telefone disseram que, excepcionalmente ( e sim, leram muito bem, excepcionalmente porque parece que me estavam a fazer algum favor), me iria ser creditado o valor de saldo que havia gasto sem ter noção disso.

Isto mais parece uma telenovela mexicana, essa é que essa... Só espero é amanhã pela manhã não ter mais surpresas engraçadas de saldo desaparecido em combate...

terça-feira, janeiro 21, 2014

A...

... vantagem de lermos outros blogs, a meu ver, passa por irmos ficando a saber deste ou daquele assunto, desta ou daquela novidade. Ainda que, em determinadas alturas, eu possa não escrever de forma muito assídua por aqui, acabo por ir visitando aqueles blogs de que mais gosto e ir sabendo das novidades.

Esta semana, ao ler o blog da Garota de Ipanema, fiquei a saber da mais recente campanha dos supermercados Lidl. Ao que parece, existe agora o Gang dos Frescos, conjunto de peluches com a forma de legumes e de frutas, destinado a despertar os mais pequenos para a importância do consumo deste tipo de alimentos. Até aqui, esta pareceria uma campanha bem engraçada e bem pensada e que tornaria estes alimentos nos melhores amigos das crianças, pois elas associariam um peluche simpático e divertido a um alimento que deve fazer parte da sua alimentação diária. Mas, ao que parece, a forma de obter os peluches da colecção revela-se um pouco complicada e passa por um sistema de acumulação de pontos em função do dinheiro gasto em compras no sentido dos adultos conseguirem depois trocar esses pontos pelos peluches que desejem para os seus mais pequeninos. 

Até aqui nada contra! Mas ao que pude ler no post da Garota de Ipanema, a quantia que tem de ser gasta para se conseguirem cada um dos peluches desta colecção ainda é relativamente elevada (penso que anda em torno dos 200€ por cada peluche, segundo pude ler). Em tempos de crise e considerando que estas campanhas possuem sempre uma duração limitada, este valor para obtenção de um simples peluche deita por terra a vontade que os adultos poderiam ter de fazer esta colecção para os mais pequenos. Se calhar, seria de rever as regras desta campanha, a bem das crianças. Sim, porque elas vão à loja e vêem os pequenos peluches expostos. E logo surge a vontade de os levar para casa... Eu própria, que sou adulta, adoro peluches e achei-os bem engraçados. Quanto mais uma criança que não possuem a mesma capacidade de discernimento que os adultos... 

Outro ponto ainda sobre este post relaciona-se com os comentários... Quando existe um post que me interessa, confesso que acabo por ler os outros comentários, um pouco no sentido de ver também outras opiniões sobre o assunto que estou a ler. E confesso que não pude deixar de ficar admirada com um dos comentários em que se dizia com que tipo de crianças mimadas a Garota de Ipanema lida para terem um comportamento de fazer um berreiro por causa de um simples peluche. Bem... Para este anónimo que comentou o post apenas posso dizer o seguinte... De certeza que não deve ir muitas vezes a supermercados ou centros comerciais. Infelizmente, cada vez mais se assiste a berreiros de crianças porque querem esta ou aquela coisa. Não são casos tão isolados assim... Não existe uma única vez que eu vá fazer as minhas compras semanais (e reparem que não vou sempre ao mesmo sítio...) em que não me depare com uma situação deste tipo, seja por causa de um pacote de bolachas, uma garrafa de sumo ou um brinquedo. O problema aqui, e que é transversal a toda a nossa sociedade, prende-se com o tempo cada vez mais reduzido que os pais têm para os seus filhos e que se reflecte numa tendência de lhes dizer mais vezes que sim do que seria aconselhado. As ausências devido ao trabalho e à vida ocupada são substituídas por demasiados "sim" que depois dão nestas situações... E é ver os pais desesperados porque as crianças berram na fila do supermercado porque querem levar para casa aquela caixa de pastilhas estrategicamente colocada junto à máquina do pagamento. 

As estratégias de marketing das grandes superfícies, aliadas às vidas ocupadas dos pais, trazem estes dissabores e que não são casos tão isolados assim. Penso que há que fazer uma reavaliação de um conjunto de coisas, bem importantes, que passam tanto pela educação em casa como pela forma como são disponibilizados os produtos nos supermercados e são feitas as campanhas publicitárias.

Vale mesmo a pena pensar nisto... (em jeitp RFM...)

Todos...

... nós sabemos que esta crise tem-nos feito olhar para os nossos hábitos e para as nossas despesas de uma forma diferente. Desde os gastos mais necessários aos mais supérfluos, temos mudado a nossa forma de encarar o destino dos euros que nos saem dos bolsos todos os dias. Com todas as surpresas que se vão tendo a cada mês e cada boletim de vencimentos, torna-se indispensável racionalizar determinados custos e eu não sou excepção desta racionalização.

Uma das possibilidades de racionalização dos gastos passa por analisar os tarifários de telemóvel, televisão e internet de que se dispõe e analisar, face à utilização que se faz de cada serviço, se existe a possibilidade de se proceder a alguma alteração para um tarifário que nos seja mais benéfico. E foi aqui que eu apanhei uma valente surpresa ao ligar para a TMN e tentar proceder à alteração do meu tarifário...

Após uma pesquisa no site TMN e de ter escolhido o tarifário que achava mais adequado à utilização que faço desta rede, lá liguei para proceder à dita alteração. E foi quando fiquei a saber que, desde 2011 e desde que não seja a primeira alteração que se faz de tarifários, nos são debitados 6€ do nosso saldo como taxa de realização deste serviço. Mais me informaram que esta taxa é cobrada por qualquer operadora, seja ela PT ou não (ao que eu torci o nariz, dado que esse valor nunca me foi cobrado pela Vodafone, qualquer que seja a alteração de tarifário que eu faça). Sinceramente, acho a cobrança desta taxa um verdadeiro exagero! Então isto significa que, qualquer que seja pedido de serviço que seja feito às operadoras, é-nos cobrada uma taxa de valor consoante o tipo de serviço solicitado. Bem sei que a realização dos serviços implica trabalho por parte das operadoras e que era eu que desconhecia estas novas regras mas acho que se trata de um abuso. É apenas mais uma forma que as operadoras, que já tão pouco dinheiro fazem com as telecomunicações e desde que passou a existir a TDT em Portugal, arranjaram para encaixar mais uns euros.

Peço desculpa pelo veneno destilado neste post mas revoltam-me todas estas taxas e taxinhas que surgem nas nossas facturas. Pequenas ferramentas mais ou menos escondidas de pagarmos cada vez mais. Enfim... Apenas posso desabafar e dizer que não é assim que este País vai a algum lado mas pronto...

segunda-feira, janeiro 20, 2014

Foi...

... hoje condecorado pelo Presidente da República, como Grande Oficial da Ordem de Dom Henrique, o jogador Cristiano Ronaldo que, há uma semana, recebeu a Bola de Ouro.


Fico muito contente que seja feito este reconhecimento a quem leva o nome de Portugal mais longe e aos mais alto nível e que falou em português quando recebeu o prémio na semana passada. Que muitos mais portugueses sejam reconhecidos por mostrarem o que de bom Portugal tem.

sábado, janeiro 11, 2014

Não...

... sei se tiveram oportunidade de assistir a uma reportagem que foi transmitida ontem à noite, no jornal da noite da TVI, sobre o estado em que se encontra actualmente a Avenida de Roma e área circundante, no que ao comércio tradicional diz respeito. Obviamente que isto será um tema com mais interesse para quem seja de Lisboa e tenha conhecido esta zona há uns anos mas revela, sem dúvida, o estado em que se encontra este nosso País à beira-mar plantado... Pois o caso que foi retratado é apenas mais dos muitos que ocorrem por esse Portugal fora com muitos dos locais de sempre a fecharem e a deixarem saudades...

A zona da Avenida de Roma e Guerra Junqueira é minha conhecida desde tenra idade. Foi aqui que entrei, pela primeira vez, na tão famosa Zara. Era aqui que fazia a maior parte dos meus lanches de fim-de-semana com os meus pais. Foi nesta zona que andei à escola até ir para o Ensino Secundário e depois a Faculdade. Foi aqui que tanto material escolar comprei na Livraria Barata e que tantos livros novos pude saborear adquiridos tanto na Livraria Barata como na Bertrand. É nesta avenida que estão três das minhas pastelarias favoritas da cidade (Mexicana, Suprema e Frutalmeidas). É aqui a minha loja favorita de venda de Swatchs onde se podem encontrar peças de coleccionador simplesmente fantásticas. É aqui a minha ourivesaria preferida, a Paiva, que mais do que peças fantásticas, tem um atendimento cuidado e em que se gera uma relação de amizade. E poderia continuar aqui o resto do dia a escrever sobre as coisas que gosto desta zona... Dói ver tantas referências da minha infância e adolescência desaparecerem para darem lugar a lojas de chineses, como aconteceu com a famosa Simotal (que ficava em frente da já demolida Piscina do Areeiro) e agora parece ser este o futuro do Cinema Londres, marca emblemática da nossa cidade no que às salas de cinema dizem respeito. 

O aparecimento de muitas salas de cinema em tantos outros centros comerciais pela cidade fizeram com que estas salas mais clássicas, em que havia maior proximidade entre os clientes e quem nos atendia, tendessem a perder a sua clientela. Menor número de salas traduz-se em menor número de filmes disponíveis ao público, tornando o local menos atractivo para as massas. Infelizmente, este cinema veio a perder progressivamente os seus clientes e acabou por ir à falência. Após algum tempo fechado, veio agora a notícia de que o espaço havia sido vendido e que iria dar lugar a uma loja de chineses. Como é que é possível deixar-se um local destes morrer desta forma e ser substituído por mais uma loja de chineses que surgem a cada esquina de tantas cidades portuguesas como verdadeiros cogumelos? Dói-me, enquanto cidadã da cidade de Lisboa, ver as coisas chegarem a este ponto. Dói-me ver lugares de sempre da minha infância darem lugar a lojas que não trazem o menor interesse nem o menor acrescento para uma zona de cidade que já foi referência no que toca a fazer compras com qualidade e chegou a ser uma das avenidas mais caras da cidade, com o que de melhor se podia adquirir. Infelizmente, os interesses económicos falam, uma vez mais alto, e vê-se assim fechar um lugar de sempre e que tantas memórias deixa em tantas pessoas desta cidade.

Mas os cidadãos estão à alerta e, apesar de poder parecer que não se pode fazer nada, têm manifestado o seu desagrado e está já a circular uma petição nesta zona para tentar impedir o avançar desta situação. Para quem quiser e estiver solidário com esta causa de cidadania pode, durante este fim-de-semana, assinar a petição em papel que se encontra disponível na Mercearia Criativa (morada: Avenida Guerra Junqueiro, número 4A, 1000-167, Lisboa - quem sobe a Guerra Junqueiro a partir da Alameda fica do lado direito. Horário de funcionamento: das 10h às 20h) e na Mexicana (morada: Avenida Guerra Junqueiro, número 30C, 1000-167 Lisboa - fica no início da avenida junto à Praça de Londres). 

Transcrevendo o que foi escrito no blog Cidadania Lx:
«Não tendo existido qualquer publicitação ou conhecimento de que o imóvel onde durante 42 anos funcionou o Cinema Londres estaria para arrendar/vender e tendo-se sabido agora que no local vai surgir uma loja de produtos orientais, o que surpreendeu moradores e comerciantes, o Movimento de Comerciantes da Av. Guerra Junqueiro, Praça de Londres & Av. de Roma decidiu elaborar umapetição “O nosso bairro precisa de um pólo cultural!” que se encontra a recolher as assinaturas necessárias para ser apresentada aos órgãos municipais e a outras entidades públicas, no sentido de junto dos proprietários se encontrar uma solução para o nº 7-A da Avenida de Roma, freguesia do Areeiro, que em paralelo com a existência de comércio torne possível a manutenção de um pólo cultural.
[A petição está a circular em papel. Está hoje e amanhã na Livraria Barata. Depois passa para a Farmácia Algarve (mesmo ao lado do Cinema Londres) e no fim de semana para a Mercearia Criativa e Mexicana. Assine! Vamos encontrar uma solução.]
Se puderem e quiserem contribuir para esta causa da cidade de Lisboa, passem pelos dois locais mencionados e assinem! 

terça-feira, janeiro 07, 2014

Sempre...

... ouvi dizer que é nos momentos mais difíceis e na morte que se vê as boas e as más pessoas. É nestes momentos que são tomadas determinadas atitudes que podem ficar na memória para sempre. Por terem sido tomadas em momentos de dor, de choro e de perda ganham toda uma dimensão que, num qualquer outro momento da vida, não lhes seria atribuída a mesma importância.

E a morte de Eusébio, ocorrida neste fim-de-semana, não é uma excepção a esta regra da vida...

Fruto do dia de repouso forçado devido à lesão de que falei aqui e aqui, hoje pude estar mais atenta ao que foi sendo passado nos canais informativos e o que se foi escrevendo nas redes sociais. E, confesso, fico um pouco triste que existam determinadas atitudes e que se escrevam determinadas frases num momento como este. Eu não sou benfiquista, conforme já referi anteriormente. Não sou propriamente fã do Luís Filipe Vieira ou do Jorge Jesus. Também não sou adepta de determinados comportamentos mais fanáticos das claques benfiquistas, mas isso também não o sou no que toca às claques do meu clube e sou a primeira a levantar-me e a condená-los por comportamentos menos correctos. Mas sei separar as águas e reconheço que não seja o momento de ter picardias e rivalidades futebolísticas à flor da pele que manchem as muitas homenagens que têm sido feitas a Eusébio. Independentemente da figura incontornável que ele foi para o Benfica, há que reconhecer que o foi ainda mais como figura do futebol português e mundial de uma época e, sinal disso, são as muitas homenagens e referências em jornalismo que lhe têm sido feitas nos últimos dias mundialmente. É sinal que Eusébio era figura muito acarinhada dentro e fora de portas e que continua a receber o reconhecimento na morte que já recebia em vida.

Mas este não é o momento para dizer, como eu cheguei a ler hoje nas redes sociais, escrito por um benfiquista, que não concordava com a presença do Bruno de Carvalho no funeral de ontem. Os adeptos não têm que concordar ou deixar de concordar com as presenças na última despedida de um homem que tanto fez pelo futebol português. Cada um decide ou não estar presente no último adeus a uma pessoa que parte. Afinal de contas, será que Bruno de Carvalho, cidadão português, era menos do que tantos anónimos que quiseram estar presentes e prestar a sua homenagem no Estádio da Luz, percurso pelas ruas de Lisboa ou no cemitério do Lumiar? Não quero com isto dizer que esta seja a opinião generalizada de todos os benfiquistas mas penso que devem ser colocadas as cores futebolísticas de parte e deve ser louvada a atitude do clube rival da 2ª Circular por se ter feito representar, neste momento, ao mais alto nível, com a presença do seu presidente. Muito também se tem falado da ausência de representantes do Futebol Clube do Porto nesta despedida. É verdade que não estiveram presentes, penso que o deveriam ter estado, mas também não se pode estar a ofender o Pinto da Costa neste momento por não ter referido o nome do Benfica nos rasgados elogios que teceu a Eusébio nas suas declarações após a morte desta estrela. Nem tinha que mencionar... Aqui o mais importante é dar o relevo ao homem e ao jogador que partiu neste fim-de-semana. Não é o Benfica que interessa neste momento como também não o seria o Sporting, se tivesse sido alguém do meu clube a partir por estes dias. Destacar clubes não interessa minimamente. Aqui o que interessa é dar relevo à pessoa que partiu e acho que isso tem sido feito e muito bem feito. 

E muitos outros comentários pude ler durante o dia de hoje... Até sobre o carro funerário que transportou a urna de Eusébio durante todas as cerimónias foram tecidos comentários menos elogiosos. Que se tratava de uma viatura de luxo, que estamos em crise, quem é que estava a pagar todos aqueles luxos e a funerária de luxo... Não é momento... Obviamente e tenhamos os pés na terra... Claro que o Benfica deve ter suportado todas as despesas com o funeral mas ninguém tem nada a ver com isso ou com os serviços que foram ou não disponibilizados neste dia. Não podemos ser pequeninos e estar a criticar coisas destas num momento de perda para Portugal. Existem exemplos muito mais importantes e flagrantes de desperdícios de dinheiro no nosso País, seja no público ou no privado, para estarmos agora a reparar naquilo que foi colocado à disposição para a realização deste último adeus. É de uma pequenez atroz e assustadora ler estes comentários completamente desnecessários e descabidos. Mas se calhar sou eu que tenho uma visão deturpada das coisas...

Não podemos ser pequeninos. Num momento que deveria ser de união entre todos os portugueses que amam verdadeiramente o futebol e o desporto, tenho pena que surjam tantas vozes como estas que criticam por criticar e destilam veneno por todos os poros. Mas, muito provavelmente, tratam-se de pessoas que dizem que amam o futebol por dizer e não o sentem verdadeiramente. Não respeitam esta modalidade desportiva da forma que deve ser respeitada. Porque as atitudes ficam para quem as pratica, é uma grande verdade, mas quem assiste à prática dessas mesmas atitudes também pode ficar revoltado e com pena de não existir mais união.

domingo, janeiro 05, 2014

Partiu...


... esta madrugada Eusébio da Silva Ferreira aos 71 anos. Após os últimos meses atribulados no que toca à saúde, deixou-nos hoje um dos nomes mais relevantes do futebol português que, a par de tantos outros como os Cinco Violinos do Sporting, construiu uma época de ouro para o futebol português e que deixou a sua marca dentro e fora de portas. 

É nestes momentos que devem ser colocados clubismos de parte e deve ser valorizada a pessoa por tudo aquilo que fez pelo nosso futebol e pelo símbolo que foi para muitos jovens levando-os a ser, hoje, verdadeiros apaixonados do futebol. Eu não benfiquista mas não é por isso que tecerei comentários desagradáveis em relação ao Eusébio como já vi por aí nas redes sociais. Acho que preferências de clubes devem ser colocadas de parte e deixar vir ao de cima a solidariedade com quem agora ficou sem um grande símbolo e sem um membro da sua família.

Porque são imagens como esta que devem ficar na memória...


RIP Eusébio

sábado, janeiro 04, 2014

Sou...

... uma amante de desporto confessa. Seja indoor ou outdoor, gosto de me mexer e gosto da sensação de bem-estar que isso me traz. Apesar de gostar bem mais de actividades ao ar livre, de que a corrida é um belo exemplo como podem ir acompanhando no outro blog em que escrevo - o Corre mais rápido!, acabo por ter de frequentar o ginásio como forma de manter os meus joelhinhos uns lindos meninos fortes e saudáveis. 

Como frequento o ginásio sozinha, acabo por ter muito tempo para observar o que por lá se passa. Os recém-chegados quando o tempo começa a aquecer, os que frequentam unicamente a zona de pesos, os que parecem saídos de uma passagem de modelos de roupa desportiva... Enfim, uma imensidão de pessoas que se cruzam num mesmo espaço, com perspectivas perfeitamente distintas quanto ao que é frequentar um ginásio, mas que estão ali para pôr o esqueleto a mexer e isso é mesmo o mais importante. 

E no meio desta salada sociológica que é frequentar um ginásio não posso deixar de ficar espantada com determinadas formas de estar. Ora bem... Para mim, o principal objectivo de ir a um ginásio consiste em exercitar-se. Não estou lá para passar o tempo na conversa pois não me parece que a língua seja o músculo correcto a exercitar num ginásio. E este pensamento surgiu-me hoje de manhã quando, no meio dos meus exercícios, observei uma senhora em amena cavaqueira com o seu personal trainer. Dedo de conversa para aqui, dedo de conversa para ali e muita era a animação! Agora exercício bom que é vê-lo, nada! E ainda que eu não tenha nada que ver com aquilo que cada um ganha mas sabendo muito bem quanto é que estes pacotes de PT personalizado podem custar... Faz-me confusão que seja gasto o tempo de uma sessão destas em conversa...

Mas, lá está... Se calhar é mesmo esse o objectivo da sessão e eu pertenço a um planeta estranho qualquer de pessoas que vão transpirar para um ginásio...

quinta-feira, janeiro 02, 2014

Estava...

... eu hoje a assistir a mais um episódio do Project Runaway Allstars e não pude deixar de pensar um pouco naquilo a que estava a assistir e estou longe de falar de moda e já passo a explicar... 

O desafio a que assisti consistia em desenhar um vestido para um evento especial na vida de quatro veteranas das Forças Armadas Americanas: Marinha, Corpo de Fuzileiros, Força Aérea e Exército. Um dos designers, no seu comentário sobre o desafio que tinha em mãos, falava que aquilo que ele iria produzir como vestido para o evento especial da sua veterana e que lhe poderia oferecer era muito pouco quando comparado com tudo aquilo que ela tinha feito pelos Estados Unidos da América. E, com este comentário, eu não pude deixar de sorrir embora não sendo pelos melhores motivos... Eu não sou uma daquelas pessoas que ama de paixão os Estados Unidos e tudo aquilo que eles simbolizam. No entanto, não posso deixar de respeitar e louvar o comportamento que os americanos têm face aos seus militares. Têm-lhes respeito, têm orgulho naquilo que eles simbolizam - a tão importante liberdade! - e isso está bem patente em todos os eventos em que estão envolvidos militares e a sociedade civil americana. Apesar de não concordar com a perspectiva e política que os EUA fazem e a utilização das suas forças armadas fora das suas fronteiras, tenho que admitir que admiro a forma como os militares e os símbolos nacionais são encarados.

E, olhando para dentro de portas, não posso estar mais triste... No nosso país parece que, a cada dia que passa, os símbolos nacionais perdem cada vez mais valor. Eu sei que estamos em crise, eu sei que os tempos são de dificuldades, eu sei que o Governo e tudo o que o rodeia não nos tem trazido alegrias nenhumas mas temos de saber separar muito bem as águas e conseguir ter o discernimento suficiente para perceber que símbolos nacionais e quem está no poder são coisas completamente diferentes e existem símbolos que merecem todo o nosso respeito como portugueses que somos. Faz parte da nossa cidadania respeitar estes símbolos, é nossa obrigação e não devemos utilizá-los como forma de atingir que nos (des)governa. E se, na maior parte dos casos, os portugueses parecem gostar muito dos exemplos e das ideias que vêm do lado de lá do Atlântico, deveriam ter bastante atenção ao tratamento dado aos militares, bombeiros e forças policiais nos EUA. Por cá, quem usa farda não parece ser propriamente bem amado pela maioria das pessoas. Basta ver os olhares um pouco de gozo/espanto que são dirigidos aos militares que se apresentam uniformizados nas nossas ruas apesar de não estarem em serviço. Basta ver os comentários que são feitos, quando o Orçamento de Estado é assunto, em que se diz que militares e polícias ganham muito e poucos cortes sofrem (sim, eu já ouvi este tipo de comentários in loco num dos nossos transportes públicos e não pude deixar de ficar mais perplexa). Sempre que se fala de cortes, muito se fala da Função Pública e dos professores que tanto têm sido afectados. Não querendo, de todo, retirar o mérito a quem desenvolve a sua profissão nestas áreas mas... Não serão os nossos militares e forças policiais tão ou mais importantes merecendo igual atenção? 

Meditemos... E façamos a abstracção de associar Forças Armadas  e forças policiais unicamente a situações de guerra ou ameaça bélica...

Quem é responsável por garantir toda a segurança nas nossas cidades e nas nossas estradas?
Quem é responsável por garantir a salvaguarda da vida humana no mar e as adequadas operações de busca e salvamento quando são necessárias?
Quem é responsável por garantir o transporte médico entre as ilhas do arquipélago dos Açores e que já tantos bebés trouxe ao mundo são e salvos?
Quem é responsável por fiscalizar as nossas águas minimizando a ocorrência de episódios de tráfico, descargas de poluentes, lavagens de tanques de cargueiros e pesca proibida?
Quem é responsável pela limpeza e segurança das nossas áreas florestais e está envolvido no combate a incêndios?
Quem é responsável por levar o nome de Portugal mais longo no que à investigação científica diz respeito?
Quem é responsável por garantir a segurança nas praias nos meses quentes de Verão?
Quem é responsável por contribuir para a formação de muitos civis e corporações de bombeiros no que respeita a técnicas de combate a incêndios?

E parece-me que eu poderia estar aqui toda a noite a dar-vos exemplos de que as Forças Armadas são muito mais do que aquilo que a maioria quer acreditar ou fazer parecer...

É por isso que digo... Temos muito a aprender com os americanos no que toca ao respeito por militares, forças policiais e bombeiros. Porque são estes homens e mulheres que nos permitem respirar em segurança, mesmo que não os vejamos todos os dias. 

Pensem nisto...