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terça-feira, agosto 12, 2014

Hoje...


... o teu bom dia não foi dito com a mesma energia nem a mesma velocidade alucinante e difícil de copiar. Hoje fizeste o mundo acordar mais triste, sem o som de uma gargalhada ou sem o sorriso de quem parecia estar sempre pronto para dar uma palavra de apoio sempre pincelada com pitadas de boa disposição. Hoje deixaste muitos dos teus alunos à deriva sem o seu Captain. Hoje deste um novo significado à palavra Carpe Diem...

Faz confusão e entristece que possas ter partido deste mundo por tua própria vontade, cansado de lutar contra um buraco negro mas nunca transparecendo isso para os restantes habitantes deste planeta. Ou pelo menos para a sua maioria. Aquilo que vai no mais profundo de nós nem sempre transparece para quem nos rodeia e não é por estarmos permanentemente com uma gargalhada na ponta da língua que somos felizes por dentro. Que nos sentimos preenchidos e realizados.

Hoje acordaste o mundo de uma forma mais triste. Para sempre recordaremos a forma como marcaste os teus alunos em Dead Poets Society. O filme que mais marcou a minha adolescência e aquele a quem eu e amigas minhas chamamos de "o nosso filme". Serás sempre o nosso Captain. Para sempre recordaremos também a forma inconfundível com que disseste "Good Morning, Vietnam!". Marcaste outra geração de forma indelével. Recordaremos também para sempre o teu delicioso Peter Pan. Quem sabe, talvez esta seja a tua personagem que mais mostrava aquilo que eras: uma eterna criança inconformada em corpo de adulto e que não cruzava os braços nem se importava em dar uma boa gargalhada.

Conforme um amigo meu escreveu hoje: "Seize the eternity, Robin!"

Vais fazer-nos falta, Robin...

domingo, julho 20, 2014

Again...


É mais ou menos isto. Uma confusão. Uma baralhação. Um turbilhão de ideias e de quereres. Um misto de saudade desinquietante e vontade urgente. Um digo-não-digo, faço-não-faço, um vou-não-vou. Um apetece-me-tanto-mas-não-pode-ser. Um eu-não-te-deixo-ir-embora-mas-não-te-peço-para-vires. Uma mistura de sentimentos polvilhada com um punhado de sensações. Uma junção de desejos imaginários ornamentados por sonhos reais. Um emaranhado de paixão urgente e amor calmo.


Tu e eu somos uma confusão. Calmamente desinquieta. Gritantemente calada.

- Rita Leston -
Da página do Facebook Gosto de ti e então?


Porque existem saudades que se pensam adormecidas para sempre e, de repente e como por artes de magia, elas retornam e mostram que estão presentes.

Porque existem arrepios na pele que aparecem por mais que se tente que eles permaneçam escondidos bem no fundo, para lá da epiderme.

Porque existem sussurros que se trocam no meio da multidão... Uma e outra vez...

Porque existem músicas que saberão sempre explicar muito bem os quilómetros feitos.

Porque, afinal, o turbilhão continua lá... E não deveria...

Sim, admito... Tenho saudades... E sempre terei saudades tuas...

sábado, junho 14, 2014

Muitas...

... vezes, quando olho o horizonte a partir da minha janela num final de tarde, chego à conclusão que o mundo que nos rodeia tem a capacidade de nos surpreender a cada dia. Surgem-nos, como uma sequência compassada, pontes que necessitamos de atravessar. Algumas delas são pontes bem sustentadas, qual Ponte sobre o Tejo. Que podemos transpor sem dificuldades de maior e sem receio de que o tabuleiro debaixo de nós nos fuja debaixo dos pés qual castelo de cartas a desmoronar-se.

Mas nem todas as pontes são assim...

Quantas vezes nos deparamos com verdadeiros fios de equilibrista que ligam os dois lados de um desfiladeiro perdido na cordilheira dos Andes. Quantas vezes as pontes que surgem diante de nós não se assemelham a um ponta retirada directamente de um filme do Indiana Jones...

Mas não é por isso que vamos recuar...

Pontes. Montanhas. Oceanos... Surgem nas nossas vidas para serem atravessados, transpostos. Com a garra que consigamos retirar do mais fundo de nós. Com a força que julgamos não existir na nossa pessoa. Estão lá para nos testar e nos mostrar quem está do nosso lado para nos dar a mão e atravessar connosco. 

E estas pontes podem surgir como verdadeiras surpresas das relações interpessoais... Para o bem e para o mal...

sábado, junho 07, 2014

Sempre...


... achei muito engraçada a evolução que os sentimentos podem ter. Sempre achei fascinante a forma como as coisas podem evoluir e tornar-se em algo que nos faz sorrir quando nos vêm à memória. Estou aqui a falar daqueles sentimentos bons. Dos sinceros. Dos polvilhados de pós de pirlimpimpim. Daquele nos fazem ouvir uma música com um sorriso. Recordar uma conversa com saudadinhas daquelas boas e doces. 

Gosto de como os sentimentos podem evoluir. Gosto de como os sentimentos se podem cimentar. E gosto quando uma relação existe e se constrói baseada na alegria que pode nascer dentro de nós quando vemos o outro feliz. Gosto deste sentimento despreocupado de partilha das alegrias. E gosto desta forma de existir em que se sabe como o outro está apenas pela partilha de uma pequena palavra ou de uma forma de responder.

E gosto desta nossa amizade... A sério que gosto! Do fundo do meu coração! Gosto de ver como esta relação evoluiu nestes quase quatro anos e ver ao ponto a que chegámos hoje. Ao bom ponto a que chegámos hoje em que ficamos genuinamente felizes por ver como o outro está. É bom ter amizades assim. É bom saber que existem pessoas que nos conseguem compreender com tão pouco. E é bom ver uma amizade assim... Que permanece. Que é baseada em sorrisos e em "dar na cabeça" quando é preciso. Que é baseada em saber ouvir em silêncio quando o outro precisa de desabafar.

E porque existem músicas que ficam sempre ligadas a esta e aquela pessoa... Esta é a tua... Porque sim... Porque esteve presente desde o início em que tudo era mais turbulento e em que muitas nuvens pairavam sobre as nossas cabeças. Ainda que o sentido da música possa ser entendido de outra forma... Esta faz sentido numa amizade. Porque sim!

Obrigada a ti....

domingo, maio 11, 2014

O...

... dia de hoje tem um sabor agridoce para mim. É um dia com uma dualidade de sentimentos. Neste dia, já chorei de muita felicidade e já chorei de muita tristeza. Neste dia, já sorri e falei muito e neste dia já permaneci num silêncio terrível carregado de dor. Um dia que fará sempre parte das minhas recordações...

Há nove anos atrás, vestia-me neste dia de festa para aquele momento que assinalava o primeiro dia de uma nova fase na minha vida. O dia que marcava o início da minha vida de trabalho. Deixava de ser uma mera estudante para passar à vida de trabalhadora. Um inteiro mundo novo abria-se diante de mim. Muita curiosidade, muita expectativa e muita vontade de fazer mais, melhor e diferente. Muita vontade de ter sucesso e muita vontade de ver os meus sonhos concretizados. Nove anos passados sobre este dia, sou uma pessoa feliz. Mais adulta, mais experiente mas com o mesmo sorriso de menina do primeiro dia. Sou uma pessoa com alguns sonhos concretizados e muitos outros que quero alcançar. Eu sou assim. Sempre em busca de mais. Sempre em busca dos meus objectivos. Sempre atrás dos meus sonhos!

Mas há três anos atrás, no mesmo dia deste aniversário de felicidade e de excelentes recordações, vestia-me de novo com a mesma roupa mas não para uma festa. Antes pelo contrário... Era o dia da última despedida, R... A tua última presença entre nós... E as saudades são tantas, ainda hoje... Aqui transcrevo a carta que te escrevi neste dia, há três anos atrás... Porque mais não consigo escrever sem chorar...

"Amigo,

Este dia 11 de Maio sempre foi para mim, até hoje, um dia de alegria. Um dia em que se lembravam bons momentos, se recordavam algumas dificuldades mas em que o sentimento de alcançar um objectivo se sobrepunha sempre a tudo o resto. Um dia em que eram lembrados sorrisos, alegria e a união de um curso em torno de uma mesma mesa. Se há 6 anos me fardei pela primeira vez com esta farda de azul profundo e botões dourados com o coração a palpitar de emoção e alegria... Hoje volto-me a fardar com um peso nos ombros de me ir despedir de umas das pessoas mais fantásticas que conheci. Um jovem que tudo merecia e que nos deixa hoje, amigos e família, bem mais pobres e sós.

Visto este azul profundo relembrando todos os teus sorrisos, toda a tua força e toda a tua capacidade de nos motivar e de nos fazer acreditar de que tudo tem solução. Que existem coisas que simplesmente estão destinadas a acontecer e que não temos de nos lamentar por isso nem nos revoltar. Temos sim de ir buscar forças para as ultrapassar. Infelizmente, não conseguiste... Deixas um grande vazio nos nossos corações. Tantos momentos ficam por partilhar, tantas notícias e tantas gargalhadas para dar. Dizia-se hoje "Agora somos só 12..." mas logo rematado com "Não! Estamos aqui 12 mas 13 seremos para sempre!". Acho que isto diz tudo. O teu lugar estará sempre aqui e o tempo nunca o apagará. Escrever o cartão para ti em nome de todo o curso... Nunca tão poucas palavras me custaram tanto, tanto...

Aquilo que te era devido, dispensaste em vida... Os motivos pelos quais os fizeste só tu os saberás para sempre. Mas acho que, mais uma vez e como te caracterizava sempre, pensaste naqueles que te eram mais queridos e que esses momentos apenas poderiam corresponder a mais dor e sofrimento ainda do que aquele que já estavam a ter. Ao falar aos teus pais não pude conter as lágrimas. O sentimento de "Porquê?" (que tu nunca nos demonstraste ter... Aceitaste os acontecimentos e apenas dizias "Que assim estava destinado"...) invadiu-me o peito. Existem pessoas tão únicas no Mundo e que não merecem sofrer. Que não merecem não viver. Que não merecem não ter realizado todos os teus sonhos...

Ao passares por mim uma última vez, te fiz o mais merecido "sentido". Não aquele que te era devido apenas como camarada... Mas aquele que mereces por todas as qualidades, humanas e profissionais, que sempre demonstraste. Ao toque do sino fiz a continência que mais me doeu fazer em toda a minha vida. E aquela que mais dificilmente esquecerei algum dia... Uma continência recheada de emoção e durante a qual não consegui conter as lágrimas mais uma vez...

O dia da tua despedida ficará para sempre marcado aqui no meu coração. Acredito que estarás sempre aí, sempre a olhar por estes, mais que camaradas, amigos que aqui deixas. Foi uma honra enorme conhecer-te e a tua lado viver tantas experiências e servir nesta carreira que abraçámos. A tua força e forma de encarar a vida será sempre um exemplo para todos nós.

Até um dia, amigo. Até sempre, camarada!"

quinta-feira, março 06, 2014

A...

... vida é feita de aprendizagens. É feita de ouvirmos quer nos quer bem. É feita de termos a capacidade de olhar para as nossas acções e conseguir ver aquilo que fazemos bem e menos bem. É feita de termos a capacidade de crescer com os nossos erros e de cimentarmos as nossas vitórias e os nossos sucessos.

A vida é feita de aprendizagens. E eu tenho aprendido muito nos últimos meses. Oh se tenho! 

Nem todos os nossos amigos têm a capacidade de nos dizerem as coisas tal e qual como elas são. Nem todos têm a coragem de nos encarar e dos nos dizerem as coisas que precisamos mesmo de ouvir porque as verdades doem e acabam sempre por ter receio de que ao, dizerem-nos as verdades, as coisas dêem para o torto. 

A vida é feita de aprendizagens. E é bom fazê-la com pessoas que não nos toldam a visão e nos mostrar o mundo sem filtros.

E é por isso que fico feliz quando determinadas pessoas entram na minha vida. Pessoas que vale a pena ficarem. Pessoas que me ensinam a ser uma pessoa melhor. Pessoas que me mostram que posso melhorar e conseguir fazer as coisas de uma forma ainda mais ponderada, sensata e adequada ao mundo em que nos movemos. Pessoas que fazem sentido. Pessoas cuja amizade queremos que perdure no tempo.

A vida é feita de aprendizagens. E é bom fazê-las com amigos assim!


Obrigada por estares desse lado e por me ajudares a ser mais controlada!

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Mas...

... que dias têm sido estes que passaram...

Muitas emoções. Muito turbilhão. Muitas mudanças... Mas sempre com o objectivo de me sentir mais feliz e realizada!

Muito pouco tempo livre e ainda me sinto a pairar. Parece que ainda não é verdade e que, de repente, vou acordar do sonho, e tudo não vai ter acontecido. Já me belisquei várias vezes e sim... Parece que é verdade e que posso respirar pois o objectivo foi alcançado.

Agora é trabalhar muito, muito mas sempre com o sorriso a acompanhar pois sabe muito bem ser recebido de braços abertos, sabermos que gostam de nós e que apostam em nós. E agora é só continuar com esta força e ser muito feliz!

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Hoje...


... tem início uma nova fase para mim. Novos desafios e esperemos que novos bons momentos para ficarem registados na memória. Para que eu seja feliz!

Wish me luck!

segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Porque...

... existem dias assim...

Em que um abraço apetece mais.

Em que desejamos mais o conforto de uns braços em torno do nosso corpo.

Porque existem dias assim...

Em que se deseja o calor transmitido, o aconchego... 

A proximidade... 

E a resolução de tudo aquilo que mais nos atormenta.

Porque existem dias assim...

terça-feira, fevereiro 04, 2014

Comemora-se...

... hoje mais um Dia Mundial da Luta Contra o Cancro. Essa doença... 

Essa maldita doença que faz tantas pessoas partirem de junto dos seus todos os dias. Essa maldita doença que faz tantas crianças perderem a sua infância nas camas de um hospital. Essa maldita doença que põe fim, de forma dramática, aos sonhos de tantas pessoas. Essa maldita doença que deixa tantos livros de vida por escrever. Essa maldita doença que apaga dos rostos o sorriso. Essa maldita doença que traz ao de cima forças que se julgavam inexistentes. Essa maldita doença que tantas pessoas faz lutar todos os dias em tantos sítios do mundo. Essa maldita doença que faz tantas pessoas chorar no dia da despedida.

Essa maldita doença que te levou a ti, Avô, de quem não tenho recordações, que partiste tinha eu apenas um ano e que lutaste durante longos e penosos 24 dias entre o momento em que tiveste o teu diagnóstico e o momento em que fechaste os olhos para sempre.

Essa maldita doença que te levou a ti, Avó, no ano em que eu fiz 15 anos. Partiste cedo demais e deixaste tantos momentos de sorrisos e partilhas por viver. Tantas histórias e tantas conquistas que gostaria de ter partilhado contigo que nem imaginas. 

Essa maldita doença que te levou a ti, meu querido R., jovem demais apenas com 30 anos e com tantos sonhos e desejos pela frente. Tantas novidades que gostarias de saber dos teus amigos e tantas gargalhadas que ficaram por dar.

Um bem haja por todos aqueles profissionais que lutam todos os dias junto destes doentes para lhes proporcionar uns dias um pouco menos duros e lhes poder permitir uma partida mais calma e serena.

Um grande abraço de muita força para quem, infelizmente, luta contra esta maldita doença todos os dias na esperança de vencer a luta... E que muitos possam efectivamente vencê-la!

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

Vida...

... de formiguinha tem destas coisas. Sempre de um lado para o outro, entre estudo, trabalho e muitas corridas, faz com que aquelas arrumações maiores cá por casa tendam a ser adiadas no tempo. Mas, este fim-de-semana, essas arrumações não foram adiadas por mais tempo e foi altura de dar uma enorme arrumação e separação de papeladas, livros e afins. 

Mas o tempo que levamos a adiar determinadas tarefas pode trazer ao de cima recordações... Muitas recordações...

E no meio da papelada que este fim-de-semana foi para a reciclagem, estava a tua assinatura, meu querido R. Nem sei explicar muito bem porquê mas este papel continuava cá por casa. Não sei explicar muito bem porquê mas... Não o consegui deitar fora... Simplesmente, não consegui... Porque este papel traz-me recordações de muitas e deliciosas gargalhadas. De muitos obstáculos de ultrapassamos juntos e do dia mais especial das nossas vidas profissionais. 

Acho que nunca realmente partiste da minha vida, meu querido R., como o fizeste do mundo dos vivos. É incrível que tenho sempre saudades tuas. Do teu sorriso. Do teu olhar. Da tua gargalhada. E até dos teus momentos de stress!

Tenho saudades de tudo, meu querido R... E o papel com a tua assinatura continua cá por casa...

Está quase a fazer quatro anos que partiste...

Beijinho enorme para ti... Onde quer que estejas a olhar por nós...

Adoro-te!

domingo, fevereiro 02, 2014

quinta-feira, janeiro 30, 2014

É...

... engraçado... 

O mundo tem a capacidade de nos surpreender a cada dia que passa. Em cada palavra, em cada nuvem, em cada sorriso, em cada brisa de vento nos cabelos, em cada sussurro, em cada raio de sol que atravessa a janela.

Muitas vezes andamos tão concentrados na nossa vidinha acelerada e atribulada que deixamos passar, por completo, estas pequenas dádivas que nos podem tornar muito mais leves, mais sorridentes... Mais felizes!

É por isso que temos de estar mais atentos... Sermos mais atentos... Porque as boas coisas podem surgir de onde menos se espera!

domingo, outubro 27, 2013

E...

... estas palavras poderiam ser minhas...
Há coisas que são só nossas. Tempos em que ninguém intervém. Pensamentos que ninguém entende. Sorrisos cúmplices que ambos trocamos. Olhares, aos outros, intraduzíveis. Amores que não se explicam e saudades que se calam.
Há coisas que são mesmo só nossas. Que ninguém tem de saber.

É engraçado quando se lêem determinados textos e parecem que foram escritos por nós. É impressionante o quanto determijnadas palavras parecem brotadas dos nossos dedos e da nossa alma enquanto escrevemos. É arrepiante ler coisas assim, que fazem tanto sentido e que parecem que saíram do fundo do meu pensamento...

É assustador... E subscrevo-as. Na íntegra...

domingo, outubro 20, 2013

Temos...

... momentos em que olhamos mais em nosso redor. Temos momentos em que somos mais atentos. Temos momentos em que o nosso olhar é mais penetrante em toda a realidade que nos rodeia. 

Tenho dias em que penso mais no passar dos anos. Tenho dias em que me preocupa mais o avançar da idade. Tenho dias em que me preocupa mais a chegada de uma solidão a que não se consiga dar volta e que passe a pincelar os dias de forma inegável. Tenho dias em que as emoções estão mais à flor da pele e em que desejo ser de novo uma menina de cinco anos que se aninha do colo da mãe.

Existem momentos que nos preenchem a alma e nos lavam das tristezas. Existem momentos que nos aquecem o coração de uma forma inegável e que nos fazem acreditar "sim, é possível!". Existem momentos que nos deixam a alma pincelada de dúvidas. Existem momentos que nos mostram que somos muito mais fortes do que pensamos e que somos capazes de ir muito mais longe do que poderíamos imaginar.

Preocupa-me a fragilidade das pessoas que amo. Preocupam-me as dificuldades do dia-a-dia. Preocupa-me não poder realizar todos os sonhos, os meus e os das minhas pessoas. Preocupa-me poder chegar um dia e pensar que não vivi tudo aquilo que deveria ter vivido.

Preocupa-me o avançar dos anos... A solidão... E a fragilidade das pessoas...

quinta-feira, setembro 19, 2013

Sabes?...

... existem coisas que são tal e qual como são. Podemos dar as voltas que quisermos, podemos tentar recuar vezes sem conta, podemos passar para o outro lado da rua... Podemos fazer de tudo. Mas, mais tarde ou mais cedo, vamos acabar por ceder. Toda a força do mundo conspirar a favor... Pode conspirar contra... Pode fazer tudo, pode fazer nada. Mas, mais cedo ou mais tarde, vai acabar por acontecer. Podemos lutar? Sim, podemos! Com todas as forças do nosso corpo. Com as que temos cá dentro e com as que vamos arranjar sabemos lá onde... Mas há que lutar... Ou há que chegar mais perto? 

Quando existem coisas que se vão guardando durante tanto e tanto tempo... Mais cedo ou mais tarde o copo acaba por transbordar sob a forma de um turbilhão impossível de parar. Impossível de deixar passar...

segunda-feira, setembro 16, 2013

Cada...

... vez que leio as palavras desta página, parece que fui eu que as escrevi...


Eu sei e tu sabes. O resto não importa. Ambos sabemos o que somos. O que fomos e o que seremos.
Eu sei e tu sabes. O Mundo não interessa. Ambos sabemos a falta que nos fazemos. Que fizemos e faremos.
Eu sei e tu sabes. Aquilo que realmente conta. Aquilo que ambos passamos. E que passámos. 
Eu sei e tu sabes. Que tudo vai correr bem. Que tudo se dissipa e acalma. Que tudo se relativiza. Que temos um sorriso guardado para nós.
Ninguém sabe. Só eu e tu.


quinta-feira, setembro 05, 2013

Mais...

... um dia que passa. Mais uma notícia menos boa que se recebe... Mais uma pessoa jovem que parte vítima de cancro. Aperta-me o coração sempre que ouço esta palavra. Tão carregada de dificuldade, de dor, de dias menos bons, de barreiras, de lágrimas e de vidas perdidas cedo demais. Mais uma pessoa que parte antes de dar tudo aquilo que poderia ter dado. Mais uma pessoa que deixa um lugar vazio numa casa, numa família, entre os seus amigos e entre com quem ele trabalhou... 

E mais uma vez o meu pensamento viaja até três estrelinhas que estão no céu e que partiram cedo demais por causa desta doença. O meu avô, que infelizmente não cheguei a conhecer. A minha avó, que partiu no ano em que eu fiz 15 anos e que marcou essa data. E tu, meu querido R., que partiste cedo demais com os teus curtos 30 anos. 

Do meu avô não tenho recordações mas dizem-me que tenho as minhas parecenças com ele. Da minha avó, tenho as recordações de belas férias de verão passadas no Alentejo, recheadas de muitas e deliciosas descobertas, bons docinhos e belas gargalhadas. Do meu R., tenho a recordação e a saudade da bela gargalhada, do ombro amigo e do porto de abrigo sempre pronto para receber que mais dele precisava.

Olhem por mim, minhas estrelinhas... Até sempre!

quinta-feira, agosto 29, 2013

Todos...

... nós temos fases menos boas. Fases em que parece que as nuvens teimam em nunca mais desaparecer do nosso horizonte, fases em que parece que à tempestade sucede sempre mais tempestade e nunca mais chega a bonança e o nosso porto de abrigo. São fases em que não somos nós próprios. Em que o nosso sorriso não brilha como um farol no meio da noite. Em que os nossos olhos se podem revelar como os nossos maiores traidores ao mostrarem as nuvens que nos ensombram o pensamento... 

Todos nós temos fases em que nos tornamos insuportáveis para outros... E até a nós próprios não nos suportamos. A vontade para fazer o que quer que seja desaparece... Tudo se ressente. As nossas relações, o nosso trabalho, o nosso lazer, os nosso hobbies. Tudo fica afectado... 

Por estes dias anda-se assim aqui deste lado... Tudo parece mover-se à velocidade de um caracol. Sinto-me mais insuportável, mais chata, mais tudo o que há de menos bom... Sinto o meu mau feitio lá nos píncaros e parece que já nem correr me consegue limpar a mente. E as pessoas que me estão mais próximas é que acabam por também levar mais facilmente com este meu mau feitio e isso não ajuda nada. Mesmo nada....

segunda-feira, agosto 26, 2013

É...

... engraçado como a vida é capaz de nos surpreender. Como é capaz de nos fazer questionar... A vida tem destas surpresas. Tem esta capacidade de nos mostrar que afinal não vale a pena fugir, recuar, fazer de conta que não... Não vale a pena. A sério que não vale. Porque as pessoas que ganham lugares especiais nas nossas vidas podem estar mesmo ao virar da esquina e nós não nos darmos conta...