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sexta-feira, junho 13, 2014

E...

... mais um livro que é finalizado por estes dias. 

Livro: "O Êxtase de Gabriel" de Sylvain Reinard

Depois de, no início da semana, ter finalizado a leitura do primeiro volume desta trilogia, "O Inferno de Gabriel", de que falei aqui, o segundo volume também já lá vai! Trata-se de um livro de leitura fácil e o facto de estar por casa de férias facilitou ter feito uma leitura tão rápida. É um livro que segue as linhas do primeiro volume, longe de estar ao nível da dominação (ou tentativa dela...) presente nas "Cinquentas Sombras de Grey". Neste segundo volume, a relação de Gabriel evolui e mais detalhes sobre Dante vão sendo revelados, mostrando um pouco mais deste autor italiano medieval. 

Gostei deste volume. Apesar de toda a mente conturbada de Gabriel, trata-se de uma leitura leve que ajuda a descomprimir das leituras mais sérias que o meu trabalho me impõe. É claro que o terceiro e último volume da trilogia já foi começado... Será que ainda o termino antes do final das férias? Vamos ver!

Boa 6ª feira para todos! E bom feriado se for caso disso!

sábado, setembro 15, 2012

Decorrem...

... neste momento e por esse País fora, diversas manifestações como consequência das últimas medidas de austeridade anunciadas para o ano de 2013. Surgem agora os cortes nos subsídios e vencimentos dos funcionários privados que se juntam aos cortes já existentes para os funcionários públicos. Apesar de não participar em nenhuma destas manifestações, compreendo o que está por detrás e concordo que as pessoas se manifestem e tentem fazer ouvir bem alto o seu desagrado face a todas as últimas medidas. Sinceramente, gostava que este tipo de acções conseguissem ter um maior impacto junto de quem governa mas bem sabemos que, na maior parte dos casos , isso não acontece. Só espero que estas manifestações sirvam para os portugueses estarem mais unidos e deixarem de viver nas suas bolhas. Espero que sirvam para que exista uma maior união e para que conseguimos ir para a frente e de uma vez por todas conseguir que Portugal consiga sair desta crise e ir mais longe. É tudo aquilo que eu mais desejo...

quinta-feira, julho 05, 2012

Se...

... há algo de que eu gosto muito é de ler livros que puxam pelo meu Tico e pelo meu Teco. Gosto de desafios de leitura e, normalmente, tendo a evitar os livros de leitura mais fácil. Um dos meus últimos livros foi "O Elo de Alexandria" de Steve Berry. Lê-se na nota do autor:
O conflito no Médio Oriente continua incontrolável. É espantoso como as três principais religiões do mundo, o judaísmo, o islamismo e o cristianismo, optaram por venerar o mesmo local em Jerusalém. Ao longo de dois mil anos, estas ideologias em conflito batalharam pela supremacia, mas (...) um nível mais fundamental, essa luta não é pela terra, pela liberdade, nem pela política. Centra-se antes em algo muito mais basilar.
A Palavra de Deus.
Cada uma das três religiões possui a sua própria versão. Cada uma delas acredita fervorosamente que as outras duas estão erradas.
E isso, mais do que qualquer outra coisa, explica o motivo pelo qual o conflito perdura.
O livro de Steve Berry transporta-nos para o Médio Oriente, com uma breve passagem por Inglaterra e pelo tão nosso Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa. Discute-se, tal como em outros dois livros que li recentemente (Ossos Sagrados e O Terceiro Segredo), a possibilidade de a religião católica, tal como a conhecemos hoje, poder residir em princípios totalmente distintos daqueles em que nos querem fazer acreditar. Seja-se ou não religioso (seja ela qual for a religião em causa...), existem assuntos que nos devem colocar a pensar. Quanto mais não seja para que não tomemos por certo toda a informação que nos é passada. E este "Elo de Alexandria" é mais um exemplo de uma leitura que nos pode e deve colocar a pensar. Com a sua escrita sempre bastante emocionante, Steve Berry consegue colocar o dedo na ferida e mostrar que, no fundo, existem três religiões que giram um pouco em torno de uma mesma ideologia, ainda que, com o decorrer dos tempos, possa parecer que rumam em destinos totalmente opostos. E ao ler a nota do autor que aqui transcrevo, os motivos para pensar "porquê?" surjam ainda com mais intensidade. Justificará tudo isto uma luta eterna entre tantos povos apenas porque professam diferentes religiões? Deverá o mundo viver em eterna cisão com base em diferentes credos que, ainda por cima, consideram como seus os mesmo lugares sagrados? Mais uma vez, vale a pena olhar um pouco mais para determinados tempos e puxar pela cabeça...

segunda-feira, junho 11, 2012

Li...


(imagem weheartit)

... no my catwalk da simpática Cat um post que me deixou a pensar... A Cat fala de uma menina de oito anos que respondeu que gostava de ser contabilista quando lhe fizeram a típica pergunta "o que queres ser quando fores grande?". Confesso que esta resposta me deixou a pensar... Lembro-me de sempre ouvir as crianças dizerem que queriam ser bailarinas, jogadores de futebol, médicos, professores, astronautas até! Agora nunca me lembro de ouvir uma criança dizer que queria ter uma profissão relacionada com dinheiro.   Quanto muito queria ter tanto dinheiro como o Tio Patinhas para poder brincar todos os brinquedos e doces do mundo. Mas uma profissão relacionada com dinheiro a sério que não. Mas não serão respostas como estas, que podemos achar inofensivas, um sinal do que a infância destas crianças está a ser? Não será um sinal de que a crise que atravessamos está a ter um peso maior do que aquele que pensamos nas nossas crianças? Estarão os pais a ter o devido cuidado em explicar a situação e adaptar as palavras ao entendimento destes pequenos seres humanos? Não estarão os pais a falar em demasia da crise em suas casas sem ter o cuidado de filtrar a informação que abordam em frente dos mais pequenos? Não quero com isto dizer que se deve isolar as crianças da realidade, antes pelo contrário. O que quero dizer é que a informação deve ser convenientemente tratada para que as crianças não fiquem a matutar em demasia nas conversas que ouvem aos seus pais ou nas notícias a que assistem na televisão à hora da refeição. Durante a educação das crianças deve ter-se o cuidado de não as fechar em redomas de vidro e ir mostrando cuidadosamente como é o mundo e a realidade. E não lhes podemos, de forma alguma, ocultar a realidade de crise que atravessamos. Até porque a crise e o menos dinheiro nos bolsos dos pais irá reflectir-se nos mimos que as crianças recebem. Devem explicar-se-lhes os acontecimentos mas de uma forma que entendam e que não se torne aflitiva. Porque a infância merece ser bem vivida e não se deve apressar as crianças a serem adultos. Cada coisa a seu tempo. As crianças são exactamente apenas isso: crianças. E não se lhes deve retirar o direito que têm a sonhar, a pensar em fadas e em heróis. Não digo que se deixe que vivam num permanente mundo de fantasia mas também não lhes devemos cortar as asas da imaginação impedindo-as de serem pequenos príncipes em crescimento. Aflige-me que uma criança tão pequena queira ter uma profissão tão de adulto. Não que um médico, um bombeiro ou qualquer outra profissão não seja de adulto. Mas ver uma criança querer ter, numa idade tão pequena, uma profissão que lida tão somente com dinheiro dá-me que pensar... Deixem as vossas crianças sonhar com os pés na terra. Mostrem-lhes a realidade mas não lhes tirem o lugar nas nuvens do sonho e da imaginação que é só delas. Porque as crianças com uma boa e saudável infância são os adultos que se querem de bem com a vida no amanhã!

sábado, maio 19, 2012

Ser-se...



(imagem daqui)

... crente. Muitos acreditam em Deus, outros nem por isso. Muitos são católicos praticantes, outros resumem-se a acreditar em algo que não sabem muito bem explicar e a ter os seus momentos de introspecção. Independentemente de sermos católicos ou não, o fenómeno de Fátima é algo incontornável no nosso País. Aparições marianas entre Maio e Outubro que mudaram para sempre a crença de muitas pessoas. Os dois primeiros segredos foram conhecidos desde cedo, revelados pelos próprios Pastorinhos, sendo o terceiro segredo revelado muitos anos mais tarde, durante o pontificado de João Paulo II, um verdadeiro devoto de Nossa Senhora de Fátima. Quando o terceiro segredo foi revelado muito se falou sobre o pouco que ele contava... Muitos houve até que questionaram se a Igreja estaria a contar a totalidade do segredo ou se estaria a omitir determinadas referências que pudessem por em causa a Igreja e a Religião Católica tal como a conhecemos hoje em dia. Será que o Vaticano escondeu alguma coisa nesta revelação?
É esta a questão que está por detrás do enredo do livro de Steve Berry, "O Terceiro Segredo", que li durante o fim-de-semana passado. Mais um livro bastante interessante deste autor que pertence já aos meus favoritos. Independentemente de acreditarem nas aparições marianas, acho que este livro é uma muito boa leitura, quanto mais não seja para nos questionarmos acerca do que instituições com tantos séculos de existência como a Igreja Católica, são capazes de fazer para direccionar os crentes numa determinada direcção. Acho que, acima de tudo, este livro puxa pelos nossos neurónios e nos mostram que não devemos acreditar em tudo ipsis verbis. Há que questionar e não beber tudo aquilo que nos dizem de olhos fechados. A história desenrola-se entre o Vaticano, Roménia e Balcãs e aborda a possibilidade do segredo revelado durante o pontificado de João Paulo II estar incompleto devido as revelações bombásticas que traria a lume e a mudança de paradigma que poderia provocar. Aborda também os bastidores de um conclave e o tráfico de influências que se pode gerar em torno da eleição de um novo Papa. Ao longos dos anos, a Igreja e os seus padres sempre foram colocados em lugares de destaque por muitos, levando-os a não questionar determinadas decisões ou acções bastante controversas (quem não se recorda da Inquisição e de outros acontecimentos tão sangrentos da nossa História? A Guerra Santa?), tudo feito em nome da Religião e de algo superior. 
Este é um bom livro para quem se questiona e acha que pode existir muita coisa por revelar. Sendo ou não católico, acho que é importante termos a mente aberta para determinadas questões e usarmos a nossa massa cinzenta para ir avaliando o que nos é mostrado. Aconselho este livro pela dinâmica tão característica da escrita de Steve Berry e pelo tema tratado. Boas leituras!

quinta-feira, maio 17, 2012

Dei-me...

... conta agora de que, desde o início de 2012, me tenho dedicado bastante à leitura (aliás, um dos objectivos para 2012 é exactamente este, ler mais, e pelos vistos tenho estado a conseguir cumpri-lo a um bom ritmo). É um hobbie que tenho desde que comecei a ler (segundo a minha Mãe me disse...). Gosto muito de me embrenhar em romances de acção, de ler livros que me puxem pelos neurónios e de ter sempre livros na minha mesa de cabeceira. E gosto também de ir partilhando pequenas frases retiradas destes livros e as minhas opiniões sobre o que vou lendo...
Um dos livros que terminei em Janeiro foi "O Legado dos Templários" de Steve Berry. Como se podem ter dado conta, este tem sido um dos meus leitores preferidos dos últimos tempos desde que o descobri com o livro "A Profecia Romanov", ambos os títulos comprados na Feira do Livro de 2011. Confesso que o que me desertou a atenção em ambos os títulos foram os temas algo controversos que tratam. Os Romanov serão sempre uma família que fará parte do nosso imaginário. Será que algum membro da família sobreviveu ao massacre de Ekaterimburgo? Pois, acho que nunca ninguém terá a certeza... Será sempre um mito que nos acompanhará e ainda fará escrever muitos livros. Os Templários. Cavaleiros de Cristo. Grupo secreto que já muitas palavras fez serem escritas e que ainda continua a ser um tema de bastante interesse, seja para livros de História propriamente dita ou para romances. E estes foram os motivos que me levaram a escolher estes dois livros de Steve Berry, autor que não conhecia até ao ano passado.
O livro "O Legado dos Templários" prende desde o início. Quem gostar de romances de acção pinceladas com um pouco de História tem em Steve Berry um bom autor para as suas leituras. A acção desenrola-se nos dias de hoje e é centrada na existência de um grupo de Templários que continua a lutar em nome de Cristo e a ser povoado de muitos, muitos segredos. A personagem principal é Cotton Malone (tal como é em outros romances do autor como "A Profecia Romanov" ou "O Elo de Alexandria") e a maior parte da trama é passada na Europa. A escrita de Steve Berry parece transportar-nos directamente para o meio da acção e é exactamente disso que eu gosto num livro. Que me prenda e que me faça viver os acontecimentos que estão a ser escritos. Não gosto de muita descrição que, ao fim de umas linhas, se torna chata. Este livro permite-nos ficar a saber um pouco mais do que esteve por detrás da criação dos Templários e alguns dos acontecimentos que pincelaram a sua existência. Sem dúvida, um livro que aconselho vivamente e que faz já parte da lista dos meus preferidos.

domingo, abril 08, 2012

Se...

... existem leituras que me agradam particularmente são aquelas que me permitem conhecer mais da História do meu País e do mundo em que vivo. Tentar compreender porque motivo determinadas realidades existem nos dias de hoje. Compreender povos, compreender ideologias e pessoas que marcaram a Humanidade. Uma das fases da História que mais me fascina é a da Segunda Guerra Mundial. Apesar de ser descendente de um militar português que participou na Primeira Guerra Mundial, que lutou nas trincheiras e que regressou para a sua família, confesso que é a guerra que decorreu entre 1939 e 1945 que me desperta maior interesse. E não é à toa que tenho um lugar de destaque na mini-biblioteca aqui de casa para este assunto com livros desde biografias a descrições dia-a-dia do que foi acontecendo nestes terríveis anos da História Mundial.

Um dos últimos livros que li sobre este tema foi sobre Aristides de Sousa Mendes, o famoso cônsul português que, na cidade francesa de Bordéus, tantos vistos passou a famílias inteiras que tentavam escapar do tormento alemão que, à época, se parecia espalhar por toda a Europa como um verdadeiro polvo, com os seus tentáculos a tentarem chegar cada vez mais longe. Contra tudo e contra todos, este português lutou quase sozinho por uma causa que considerava mais justa e mais válida que todas as orientações que pudessem chegar do Governo Português de Salazar. Salvar todas as vidas humanas que conseguisse tornou-se o seu objectivo único e muitos são os descendentes de judeus por esse mundo fora que têm a agradecer a sobrevivência dos seus antepassados a este diplomata português.

O livro que li chama-se "Aristides de Sousa Mendes - Um Homem Bom", é de Rui Afonso, e aconselho a sua leitura para quem quiser saber um pouco mais sobre este diplomata português. Nesta leitura, o que mais me intrigou não foram as dificuldades que Sousa Mendes viveu no período durante a Guerra e nos anos que se lhe seguiram. Essas eram mais do que esperadas. Não me espanta todo o tratamento que lhe foi dado por Salazar e pelos seus ministros. Não me espanta que tenha sido retirado da carreira diplomática e que tenha sofrido as consequências esperadas dos seus actos. O que mais me intrigou foram as reticências que existiram em reabilitar a memória deste homem que apenas não cumpriu as orientações do seu governo por um bem maior. Muito sinceramente será algo que nunca compreenderei... E foi o que mais me deixou desconfortável ao terminar a leitura deste livro. Porque houve casos semelhantes de outras nacionalidades que, não concordando com as políticas em vigor, acreditaram que era possível salvar pessoas da Solução Final. Assim aconteceu com o sueco Raoul Wallenberg que detém, juntamente com Sousa Mendes, a cidadania honorária de Israel. Mas, porém, o sueco teve uma vida mais facilitada no seu objectivo: tinha a apoiá-lo o seu próprio governo... E logo Portugal que era um país tido como neutral pode fazer tão pouco...

"Em 1998, Sousa Mendes foi reintegrado a título póstumo no serviço diplomático português na categoria de embaixador. No mesmo ano, foi nomeado cidadão honorário de Israel, uma honra que partilha com o herói do Holocausto sueco Raoul Wallenberg. Seguiram-se selos, moedas comemorativas, monumentos, uma fundação para honrá-lo, ruas (incluindo uma em Viena) e inúmeras homenagens. A mais impressionante delas foi talvez a cerimónia no Parlamento Europeu, realizada em 1999, mais uma prova, se ela fosse necessária, de que Aristides de Sousa Mendes tinha agora o seu lugar na história e serviria de exemplo para o novo milénio."

"Que há de heróis como Raoul Wallenberg e Aristides de Sousa Mendes de tão perturbador para as sensibilidades ocidentais? Será que essas pessoas recordam alguma coisa que nós gostaríamos convenientemente de esquecer: o Holocausto e a cumplicidade ocidental no Holocausto? Nós preferiríamos esquecer, e esses grandes homens não nos deixam esquecer que, no século XX da chamada era cristã, homens e mulheres de uma religião diferente foram impiedosamente exterminados aos milhões enquanto a maior parte do mundo assistia sem nada fazer.
(...) Num tempo em que a Europa estava lançada numa corrida suicida e autodestruidora e poucos, como Jean Monnet em Londres, conseguiam ver um tempo em que a Europa renasceria das suas chamas como uma fénix, um representante diplomático de uma pequena nação, aparentemente insignificante, no extremo do continente pediu aos seus vizinhos estrangeiros que voltassem os olhos, tal como os seus antepassados tinham feito mais de quatro séculos antes, para Portugal; desta vez, em busca de um exemplo de liderança moral. Pelas suas acções abnegadas, Aristides de Sousa Mendes não só salvou a vida de inúmeros cidadãos de Espanha, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, França, Polónia, Checoslováquia e Áustria como deu aos outros europeus um perfeito exemplo dos valores que os uniam. Com o seu respeito pela vida humana e pelos direitos e a dignidade do Homem, Aristides de Sousa Mendes mostrou ser ao mesmo tempo um herói para a Europa e para a humanidade."

E disse Mordechai Paldiel ao filho de Sousa Mendes, João Paulo, no verão de 1988, quando finalmente foi plantada a árvore em honra de Aristides de Sousa Mendes no jardim do Yad Vashem:
"Como vê, a árvore ainda é pequena. Mas ela há-de crescer. Com o tempo, será perfeitamente visível para todos os visitantes do nosso jardim. E nenhum desses visitantes, ao olhar para a placa, perguntará: quem era Aristides de Sousa Mendes? Ninguém perguntará porque todos saberão".

Porque a História nunca deve ser esquecida para que não se possa repetir...

quinta-feira, março 15, 2012

No...

... seguimento do que escrevi no Facebook da Teenie Weenie Polka Dot Bikini sobre um comentário anónimo que lhe deixaram no blog apenas me apraz dizer uma coisa: usar marcas de luxo não é sinónimo de elegância, meus senhores! Elegância é muito mais do que andar a passear com marcas que têm muitos euros na etiqueta. Elegância é conseguir dar vida a uma peça de roupa por mais barata que ela seja. Qual é que é problema de se vestir muitas peças de roupa Zara? Absolutamente nenhum! E sabem porquê? Porque não é por se vestir muito Zara que não se conseguem looks absolutamente fantásticos! Aliás, basta deambular um pouco pelos muitos fashion blogs que existem por essa blogosfera fora (sejam eles nacionais ou não...) e chegamos à conclusão que existem pessoas que são imaginativas e inventivas o suficiente para dar um toque fantástico a peças de roupa tão simples. Não basta querer parecer e andar vestida da cabeça aos pés com marcas de luxo. Sabem que não são essas as mulheres que fazem voltar a cabeça quando entram numa sala, não sabem? Então e onde fica a personalidade que transparece numa foto e faz toda a gente ficar de queixo caído? Acho que anda para aí muita gente com as prioridades trocadas e que não sabe que estar na moda é muito mais do que usar as peças tendência da estação e andar assim todos os dias. E se querem aprender qualquer coisa... Olhem para mulheres que ficaram na história pela sua elegância (Audrey Hepburn ou Jackie Kennedy Onassis, apenas para referir duas...) e vejam que elas primavam mais pela descrição e pela escolha de peças de roupa que efectivamente as favorecia. Serei eu retrógrada? Talvez... Mas acho que prefiro vestir Zara, ficar-me bem e ser eu mesma do que vestir marcas de luxo e sentir-me mal na minha própria roupa... E tenho dito!

sábado, março 10, 2012

Miss...

... Fiona gosta de assistir às notícias porque não gosta de ser uma pessoa desinformada (apesar de agora ser algo cada vez mais deprimente de se fazer, conforme já disse anteriormente...) e acabei de assistir a uma reportagem na SIC em que se falava da quantidade de pais que estão a retirar os seus filhos do ensino privado e a passá-los para as escolas públicas. Causa? A crise, obviamente! Eu sempre estudei em escolas públicas. A primeira vez que pisei "território privado" foi já por alturas da formação pós-graduada e, muito sinceramente, penso que será experiência que não voltarei a repetir. Se calhar tive azar, porque não acredito que todas as instituições privadas sejam assim, mas fiquei com a sensação de que ali onde eu estava contavam mais determinadas coisas do que propriamente o conhecimento demonstrado pelos alunos mas adiante que não é disso que trata este post...
Dizia uma mãe na reportagem que existe o preconceito de que, se os pais possuem as capacidades económicas para tal, é de esperar que coloquem os seus filhos em escolas privadas. E esta mesma mãe viu-se agora na necessidade de passar o seu filho para uma escola pública. Ainda na mesma reportagem, falou um pai que, apesar do cargo de topo que possui na empresa em que trabalha, prefere ter os filhos numa escola pública porque acha que a formação dos seus filhos não passa somente pela componente pedagógica mas também pela componente relacional fundamental para a construção das crianças como adultos.
Bem, este tema das escolas privadas vs. escolas públicas é algo que deve ter existido desde sempre. Conheço vários pais que afirmam que preferem ter os seus filhos em escolas privadas porque, de certa forma, acham que os conseguem proteger mais de determinados "perigos" que consideram existir nas escolas públicas... Bem, não poderia discordar mais. Conheço vários "meninos de colégio" que fazem bastantes mais asneiras e são bastante pior formados do que jovens que sempre passaram por escolas públicas. Obviamente que existem muitas escolas públicas que são mais do que problemáticas, não vou dizer que não. Mas também as existem muito boas e bastante mais bem cotadas na altura dos exames nacionais do que muitos colégios privados. É certo que as escolas privadas proporcionam muitas actividades extra-curriculares que enriquecem o currículo e a formação das crianças mas será que os pais não as conseguem proporcionar eles próprios aos seus filhos se eles andarem em escolas públicas? Se calhar o facto de estar tudo concentrado no mesmo local e bastar somar euros no final do mês para garantir essas actividades se torna mais cómodo para os pais ultra-mega-super-atarefados da sociedade de hoje. E depois chegam a esta situação em que necessitam de retirar os filhos do meio a que sempre os habituaram e lhes retiram os amigos numa fase das suas curtas vidas que pode sempre ser complicado.
Quando fui criança, muitos éramos os "meninos da escola pública" que tínhamos actividades extra-curriculares. É certo que eram em locais diferentes e que isso implicava que os nossos pais nos tivessem que ir levar aqui e ali mas o que é certo é que não as deixávamos de ter. E os nossos pais também trabalhavam... Acho que a sociedade de hoje nos está a levar a um ponto em que se quer tudo o mais fácil possível muitas vezes sem dar atenção a determinadas coisas. Desde que se falou nesta crise que penso que as crianças irão sofrer bastante com tudo isto. Porque verão os seus pais ficarem sem emprego, porque a única refeição adequada do ponto de vista nutricional que poderão ter será a que tomam diariamente na escola, porque deixarão de poder ter os brinquedos e as roupas novas que desejam e porque abandonarão a escola e a realidade que sempre conheceram. E é ver as infâncias destas crianças alteradas desta forma tão abrupta que me deixa tão angustiada...

terça-feira, fevereiro 07, 2012

O...

... ano de 2012 que estamos a atravessar não está a ser nada fácil. A crise que transitou do ano anterior parece ganhar, este ano, contornos ainda mais acentuados e as dificuldades de todas as famílias estão a crescer de dia para dia. Segundo a DECO, um número cada vez maior de particulares declarou insolvência, algo antes apenas concebível para empresas. As dificuldades em pagar as contas de água, luz, telefone, empréstimo da casa e compras de alimentação são cada vez maiores e parece que apenas têm tendência em crescer. Bem sabemos que muitas pessoas viveram acima das suas possibilidades nos últimos anos fazendo muitas viagens ao estrangeiro, comprando automóveis topo de gama e vivendas ou apartamentos nas zonas mais em voga quando não tinham verdadeiras capacidades para isso. A consciência das reais capacidades parecia apenas uma miragem e os bancos continuavam sempre a emprestar mais dinheiro. Mas chegou a crise e tudo isto mudou...
O Governo passou também a adoptar medidas extremas, muitas delas fruto do acordo com a Troika. A eterna questão da baixa produtividade dos portugueses veio para praça pública e o que é facto é que, tendo em conta que temos um dos números totais de horas de trabalho mais elevado da Zona Euro, o que é certo é que a produtividade não lhe é proporcional e isso faz com que o nosso País se veja cada vez mais "em papos de aranha" para conseguir dar a volta e seguir em frente. E, com a bandeira do aumento de produtividade pela frente, argumentou-se que seria necessário diminuir o número de feriados em Portugal. Para começar: dois feriados religiosos e dois não religiosos foram retirados neste ano de 2012 que ainda leva apenas pouco mais do que um mês de vida. E já se vê um futuro muito negro pela frente...
E agora é chegado o momento do Governo anunciar que não irá haver tolerância de ponto na 3ª feira de Carnaval e logo tantas vozes se levantam contra... Muito sinceramente eu compreendo parte dos argumentos das vozes que se levantaram contra esta decisão: muitas autarquias do nosso País fizeram já grandes investimentos para a preparação dos desfiles típicos desta altura do ano e, a não haver a tolerância de ponto na 3ª feira, significa menos um dia para realização de desfile e menos pessoas a assistirem e a rentabilizarem os investimentos realizados durante um ano inteiro, tanto económicos como de tempo das pessoas envolvidas. Ao ler o post da Cláudia seria mesmo impossível não escrever um pouco sobre o assunto. Não sou propriamente grande adepta do Carnaval. Prefiro muito mais outras épocas do ano como, por exemplo, a Páscoa para não referir o Natal ou a Passagem de Ano. Mas respeito quem queria festejá-lo e ainda mais respeito aquelas pessoas que se dedicam durante tanto tempo para proporcionar o melhor espectáculo para os festivaleiros. Mas compreendo que, dado a fase complicada em que nos encontramos, que estar a dar tolerância de ponto é estar a ficar mal perante a Europa (penso que ainda estará na memória de muitos os feriados de 10 e 13 de Junho que aconteceram no ano passado em cuja semana a maior parte dos lisboetas tirou férias e que, azar dos azares, foram estes feriados coincidir logo com a prensença da Troika por terras lusas... Não ficámos nada bem na fotografia...). Acho que esta decisão passou muito por não se ficar mal visto perante a Europa, por muito que custa à maioria das pessoas admitir.
Mas o que me faz verdadeira confusão no meio disto tudo é o facto de haver tanta gente contra a retirada da tolerância de ponto na 3ª feira de Carnaval e tão pouca a se ter insurgido contra a retirada de dois feriados tão importantes para a História de Portugal enquanto País que são o 05 de Outubro com a Implantação da República e, mais relevante ainda para mim, o 01 de Dezembro com a Restauração da Indepência e o final do domínio filipino neste nosso País à beira-mar plantado. Isto sim faz-me muita confusão! É a identidade do País que se está a colocar no fundo da gaveta. É uma completa inversão dos valores em que se acha mais importante o Carnaval do que datas que significaram derramamento de sangue de muitos portugueses. Provavelmente eu terei uma forma diferente de encarar este País como minha Pátria e de ser capaz de sacrifícios por ele mas... Como se diria na RFM... "Vale a pena pensar nisto...".

sábado, janeiro 21, 2012

Hoje...


... foi tarde de cinema aqui por casa. Nada de trabalho, compras para a casa ou de arrumações porque um bocadiho de ronha nunca fez mal a ninguém! E o filme escolhido foi este: Diamante de Sangue. Já andava aqui por casa há algum tempo mas nunca tinha chegado o momento de ver este filme com cinco nomeações da Academia. Devo dizer-vos que me impressionou bastante. Filme bastante intenso com uma espantosa interpretação de Leonardo di Caprio e que aborda a questão dos diamantes de sangue, diamantes oriundos de África (neste filme, a história desenrola-se na Serra Leoa) de regiões em que existem conflitos armados e em que muitas crianças são utilizadas como soldados. Diamantes que chegam depois ao mundo chamadao civilizado e que fazem as delícias de muitos, de beleza para uns e do aspecto de negócio para outros. Negócio que rende muitos milhões a muita gente e que tem por detrás muitas mortes, muitas famílias e comunidades desfeitas e muito sangue derramado. Faz-me confusão que os países desenvolvidos se sirvam (sim, porque acho que é exactamente este o termo!) dos países menos desenvolvidos mas muito mais ricos em determinados recursos, como petróleo e minérios, para satisfazerem os seus caprichos, para fazerem verdadeiras fortunas e continuarem a escavar ainda mais o fosso existente entre estes dois mundos. Faz-me confusão que se continue a deixar muitas pessoas morrerem com doenças que na Europa e nos Estados Unidos já não constituem qualquer ameaça e que crianças continuem a ter armas nas nas mãos. Sem dúvida, um filme que dá muito que pensar...

quarta-feira, janeiro 18, 2012

Acho...

... que isto da crise e das dificuldades com que nos deparamos todos os dias só podem dar mesmo muito que pensar. Senão vejamos:
  • Cadeias de supermercados que fazem promoções em que sinceramente não compreendo como é que conseguem diminuir de forma tão drástica os preços.
  • Planos entre supermercados e electricidade em que não nos explicam a totalidade das coisas.
  • Condições laborais todas a mudarem desde condições de despedimento de trabalhadores, dias de férias e horas extraordinárias.

Como isto tudo me faz tanta confusão... Onde iremos parar, senhores? Onde iremos parar?

domingo, janeiro 08, 2012

Estou...

... a assistir a uma reportagem na SIC sobre pessoas que mudaram o rumo das suas vidas profissionais para actividades que as preenchem mais: uma advogada que passou a fazer queijos, uma arquitecta paisagista que se dedicou à chamada "gastronomia molecular", entre outros casos. E acho fantástica que a capacidade e a coragem que estas pessoas tiveram de mudar os seus rumos profissionais em que pareciam aprisionadas e seguirem aquele que seria o seu sonho de vida. É engraçado ver que existem pessoas que ainda têm vontade de sair da rotina e conseguirem fazer algo de diferente as suas vidas. E em todas elas se nota que, apesar de poderem ter visto a sua vida mudar ao nível de conseguirem viajar mais ou adquirir mais coisas, vê-se que se sentem muito melhor consigo próprias, mais realizadas, mais felizes. E é bom saber que existem pessoas assim. Que continuam a acreditar que é possível fazer algo de diferente no nosso País e ir mais longe!

terça-feira, dezembro 27, 2011

É...

... uma constante todos os dias, nos mais diversos noticiários, falar-se da crise. Tudo bem que é a fase que estamos a passar, que é uma realidade incontornável mas acho que falar sempre no mesmo assunto e ainda por cima com a mesma tónica um pouco depressiva não ajuda ninguém. Confesso que até eu tenho falado no assunto aqui no blog (que pretendo sempre que seja um local para partilhar as minhas divagações mais cor-de-rosa mais do que nuvens cinzentas...) mas realmente trata-se de um assunto que nos toca a todos diariamente e não há volta a dar. Mas o que eu acho que se pode mudar é forma como se fala nela. Não é torná-la um assunto tabu ou referirmo-nos à crise "como aquela cuja nome não deve ser pronunciado" (ai tão Harry Potter, ai tão nerd) porque enfiarmos a cabeça na areia qual avestruz não nos ajuda a avançar. Apenas acho que temos que encarar a crise como uma alavanca que nos permita ter novas ideias, puxar pela nossa criatividade e conseguirmos dar a volta porque acredito que isso é possível. Claro que é! Então nós somos aqueles portugueses que percorreram tanto oceano em caravelas que mais se assemelhavam a cascas de noz e que venceram tantas adversidades para mostrar ao Mundo novos mundos. Por isso acho que ainda existem formas de nos reinventarmos.
E hoje ouvi algo muito interessante na rubrica Dear Job do programa "Mais Mulher" da SIC Mulher. Falava-se da importância de fazer voluntariado e das mais-valias para a vida profissional que essa opção poderia trazer. Por acaso não faço voluntariado mas é algo que me desperta interesse pois existem mil e uma formas de nos tornarmos mais úteis à sociedade e de nos sentirmos mais realizados como pessoas. E o que achei particularmente interessante na rubrica foi o de se dizer que as empresas e departamentos de recrutamento das organizações valorizam bastante o currículo de um candidato se ele referir que faz voluntariado. E porquê? Porque consideram que as pessoas que fazem voluntariado possuem a capacidade de mais facilmente resolverem os problemas com que se podem deparar, porque estão habituadas a ter de fazer muitas coisas com recursos muito escassos e porque valorizam a relação e a ajuda ao próximo. Nunca tinha visto as coisas por este prisma mas olhem que, se formos a pensar bem, até faz bastante sentido. Dado o enquadramento da vida laboral de hoje em dia, em que as dificuldades são mais uma constante do que um acaso, faz todo o sentido que estejamos cada vez mais adaptados a ser inventivos e a termos a capacidade de contornar essas dificuldades sem baixarmos os braços ou deitarmos a toalha ao chão.
E era a este ponto que eu queria chegar... Não podemos, de forma alguma, cruzar os braços. Toca a ver de que forma podemos valorizar o nosso currículo e torná-lo mais atractivo para o mercado de trabalho. Não estamos contentes com o nosso trabalho actual? É certo que não é o melhor momento para mudanças mas quem sabe se não é agora que pode surgir aquela proposta fantástica de que estávamos à espera há tanto tempo? Vejam de forma se podem valorizar e pensem bem em todas vossas competências. Vejam se não possuem por aí um talento escondido que possa ser utilizado. E façam voluntariado. Acreditem que se vão sentir melhor convosco próprios. Trata-se de dar um pouco de vós a outros que tanto precisam. Façam uma pesquisa pela Internet pois existem muitas organizações a precisarem da nossa ajuda. E, em jeito de sugestão, porque não começam a vossa pesquisa por estas três organizações fantásticas que tanto fazem durante todo o ano? Incluam um projecto de voluntariado nas vossas resoluções para 2012. Verão que não se irão arrepender.

segunda-feira, novembro 07, 2011

Terei...

(imagem daqui)

(imagem daqui)

... sido eu a única a achar que as indumentárias da Lady Gaga nos European Music Awars da MTV (EMA) de 2011, realizados ontem em Belfast, um tanto ou quanto estranhos? Desculpem-me mas há aqui qualquer coisa que não funciona, digo eu...

quinta-feira, outubro 27, 2011

Aqui...

... me confesso: eu vejo o programa do Dr. Oz na SIC Mulher. Tenho destas coisas, fazer o quê! E no último programa a que assisti mais uma vez pensei no mesmo: o acesso que os americanos têm aos cuidados de saúde é desigual e injusto num país que tanto fala na igualdade de oportunidades. Como devem saber, nos EUA apenas quem tem seguro de saúde tem acesso aos cuidados de saúde. Caso contrário, não possuem capacidade financeira para pagar os cuidados de que necessitarem. Por cá, muito nos queixamos das condições que o Serviço Nacional de Saúde nos proporciona. É certo que não são as melhores mas permitem que pessoas de menores posses financeiras consigam ter alguns cuidados de saúde ainda que mínimos (é certo que depois podem não ter dinheiro para os tratamentos, exames e medicamentos...) mas sempre conseguem ter alguma coisa. Faz-me confusão a realidade americana, confesso. Acho que ainda prefiro o nosso Sistema com falhas do que a ausência total de cuidados...

terça-feira, outubro 25, 2011

De...

... cada vez que ligamos a televisão em nossas casas, temos (num grande número de casos, a maioria quiçá!) uma grande variedade de canais à escolha. Desde canais direccionados para as séries, a canais essencialmente dedicados à moda ou a documentários, canais de desporto ou até do chamado life style. É um facto que a escolha é mais do que muita e cada um pode fazer o seu zapping e escolher qual o canal que pretende assistir no momento consoante a disposição. Acho que a maioria de nós tende a não recordar o tempo em que apenas existiam dois canais de televisão, depois três e por fim quatro. Longe vão esses tempos... E ao assistir à notícia de que a televisão do Estado equaciona alienar um dos canais que possui no momento existe uma questão que se coloca: qual deles irá ser alvo desta alienação? Cá para mim, cá para mim e aqui entre nós que ninguém nos ouve palpita-me que a "sorte" (madrasta, a meu ver...) irá calhar à RTP2. Sei que não é propriamente um canal assistido pela maioria, não é um canal dito generalista mas o que é certo é que, a meu ver, um canal muito importante. Permite aos muitos portugueses que não têm acesso à TV paga (sim, que existem muitos por esse país fora mas que parecem esquecidos na maior parte das vezes...) e que não gostam propriamente de ver telenovelas em catadupa (atenção: não tenho nada contra quem o faça, apenas acho que devem ser dadas iguais oportunidades de escolha a todos) de assistirem a documentários e outros programas do género que nos permitem ir mais além no conhecimento. Espero, muito sinceramente, estar enganada quanto este meu pressentimento... E a quem não concordar com o que escrevei que me desculpe, mas é a minha humilde opinião sobre o assunto...

quinta-feira, outubro 20, 2011

Assisti...

... ontem a uma interessante reportagem na RTP1, no programa Linha da Frente, onde se falava do estado do comércio na Baixa de Lisboa. Falava-se das consequências da crise sobre os pequenos comerciantes e possíveis causas para tantas lojas emblemáticas de outrora se encontrarem, no presente, fechadas. Decididamente, a Baixa que eu conheci em pequena, onde vivi durante cerca de 1 ano e meio da minha vida, onde tantos passeios dei, onde fui baptizada e onde tantas compras fiz com os meus pais perdeu parte do encanto que sempre a caracterizou. Hoje em dia, ir à Baixa já não é uma festa nem implica vestir o fato domingueiro. Salvo uma ou outra loja de marcas internacionais bem conhecidas de todos nós, as restantes lojas parecem não atrair as atenções da grande parte dos compradores. Muitos dizem que a culpa pertence aos inúmeros centros comerciais que floresceram como cogumelos por essa cidade e arredores... Outros, menos do que os primeiros, dizem que o estado actual do comércio da baixa pombalina é, em parte, resultado da falta de modernização dos comerciantes e de não acompanharem a evolução dos tempos. Seja por um motivo ou por outro, o que é certo é que a maior parte das lojas de sempre já desapareceram e poucas parecem ter a força suficiente para aguentar os novos tempos. Sinceramente, dói ver uma parte tão bonita da minha cidade assim. Envelhecida, com a vontade de viver a querer desaparecer e já sem forças para dar a volta a um presente sombrio. Dói ver a pouca população envelhecida que ainda habita esta Baixa com tantas dificuldades em fazer as suas tarefas do dia-a-dia fruto de prédios que já viram melhores dias e que nada ajudam na sua pouca mobilidade resultante da idade avançada. Tenho pena que estejamos a deixar morrer o sonho de Pombal de uma zona da cidade bela do ponto de vista arquitectónico e a palpitar de vida. Acho que os lisboetas deveriam dar valor aos verdadeiros tesouros da sua cidade em vez de se deixarem deslumbrar por encantamentos esporádicos e de consumismo que não levam a lado nenhum. Mas acho que, infelizmente, estamos demasiado conformados com aquilo que nos rodeia... Para quem não teve oportunidade de assistir a esta reportagem, passem por aqui.

domingo, outubro 16, 2011

A...

... realidade dos últimos tempos em Portugal e na Europa é incontornável. As notícias entram todos os dias em nossas casas com uma tonalidade que varia entre o cinzento e o negro. Não há espaço para cores vivas e animadas. A gama de cores está reduzida e molda o nosso estado de humor diário... A ginástica que cada um tem de fazer neste momento é bastante superior à que fazia no passado. Falo, pois claro, de ginástica a nível financeiro para tentar fazer face aos novos tempos com que nos deparamos. A realidade que vivemos hoje é bem distinta da de há uns anos... Anos vistos por muitos como "dourados", anos de crédito fácil que era impingido quase diariamente numa carta ou via telemóvel. Todos os desejos eram possíveis pois o crédito estava já ali e as viagens por esse mundo fora, carros novos e até mesmo malas ou roupa com preços astronómicos pareciam ao alcance de qualquer um. Ter casa alugada? Não fazia propriamente parte dos planos das famílias. O que se impunha era ter casa própria (ou do banco, até ser completado o pagamento do crédito...) pois parecia fazer mais sentido pagar uma quantia por mês para algo que um dia seria nosso do que engordar a conta de um senhorio. Tudo parecia fácil, tudo parecia possível, tudo parecia estar mesmo ali à mão...
Mas estes anos "dourados" terminaram. Chegou o momento de acordar para uma dura realidade para a qual, parece-me, a maioria não está preparada. É tempo de refrear desejos e dosear vontades, reaprender (ou aprender, em muitos casos!) o que significa economia doméstica e começar a viver de acordo com as capacidades verdadeiras de cada um e não com aquelas que se desejaria ter. Os desejos de ter mais e parecer mais não são apenas de particulares. Por esse País fora, as aparências foram também alimentadas por muitas empresas e instituições públicas e privadas, muitos carros topo de gama foram comprados, tantas coisas que fizeram com que se chegasse a este ponto de cor cinzenta ou negra...
Medidas para tentar solucionar este problema parecem-nos mais do que muitas... Se surtirão efeito? Espero muito bem que sim. Se parecem totalmente justas? Essa já é outra questão... Pertenço ao grupo que irá ver o seu subsídio de Natal deste ano diminuído. Pertenço também ao grupo que irá perder os subsídios de férias e de Natal dos dois próximos anos (e quem sabe se ficaremos só por aqui...). É um facto que tenho de me considerar bastante afortunada por ter trabalho e um ordenado certo ao final do mês para fazer face às despesas. Considero-me também afortunada por, desde sempre, os meus pais me terem ensinado que apenas nos devemos comprometer financeiramente tendo em conta as nossas verdadeiras capacidades. Razão pela qual cartão de crédito é algo que não existe cá por casa. Não que fosse fazer um uso desenfreado caso o tivesse mas apenas porque prefiro comprar apenas os extras ou miminhos a que me disponho em cada mês de acordo com os gastos mensais obrigatórios que irei ter. Sim, porque a vida não pode ser apenas trabalhar e pagar contas. Todos nós gostamos de ir ver um concerto, jantar fora ou comprar uma peça de roupa nova. Mas, para fazer face aos próximos tempos, há que reaprender a tratar destes miminhos. Há que aproveitar as oportunidades de desconto que nos são proporcionadas e aprender a não comprar apenas por impulso e não por necessidade.
Mas acima de tudo, e agora dirijo-me aos leitores que passam por aqui: não desistam! Reinventem a forma como vivem o dia-a-dia (bem sei que depois de tantos ajustes que já se fizeram, esta parece uma tarefa quase impossível...). Criem formas de gerir melhor as finanças aí de casa. Olhem para todas as vossas capacidades a nível profissional e vejam de que forma podem conseguir novas formas de rendimento (algumas nem implicam sair de casa). Acima de tudo, sejam o português que viu mais além e que um dia desejou descobrir o Mundo! Pode parecer totalmente descabida esta afirmação mas é aqui que se vê a força que este povo pode ter. E sim, vamos acreditar que vamos dar a volta!

(desculpem-me o texto tão logo ou maçudo...)

segunda-feira, setembro 26, 2011

Conforme...

(imagem daqui)

... tinha dito aqui, ontem dei um saltinho ao Mercado dos Sabores que decorreu no Pavilhão Atlântico, entre 6ª feira e domingo. Lá andei eu a experimentar algumas iguarias e a minha visita coincidiu com a realização de um desafio Masterchef (caixa mistério) em que os quatro concorrentes que ainda restam em competição tinham de criar um prato com produtos de origem portuguesa. E devo dizer que foi engraçado ver o desafio a decorrer ao vivo. Ah e já agora, ganhou o Luís. Muitos parabéns!