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domingo, junho 17, 2012

As...

... coisas que se descobrem quando se anda a fazer zapping que conseguem deixar-nos mesmo de boca aberta. Não é segredo nenhum que uma das fases da História de que mais gosto é a Segunda Guerra Mundial pelo que, se encontro um documentário a dar sobre este tema, acabo por ficar a assistir. E ontem foi mais uma dessas vezes em que encontrei um documentário no canal National Geographic ao qual nunca havia assistido. E digo-vos que o de ontem foi mesmo de ficar de boca aberta...


(imagem daqui)

Não sei se alguma vez ouviram o termo "alfaiate de Hitler" ou se sabem de quem se trata... Bem, o "alfaiate de Hitler" foi o responsável por desenhar as fardas das SA e SS, terríveis homens capazes dos maiores horrores durante a Segunda Guerra Mundial. A sua fábrica em Metzingen, sul da Alemanha, foi salva da falência graças aos pedidos para desenho e confecção destes uniformes após a filiação do "alfaiate de Hitler" no Partido Nacional Socialista em 1931. Até aqui não existe nada de especial já que muitas foram as pessoas que se filiaram no partido de Hitler nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial e até mesmo nos primeiros anos deste conflito que viria a manchar para sempre a História Mundial. E agora vem o momento em que irão ficar de boca aberta, tal como eu fiquei ontem... E se eu vos dissesse que muitos de vocês poderão ter em casa um perfume ou um qualquer outro produto deste "alfaiate de Hitler"? Ou que as peças de vestuário vendidas hoje em dia com o seu nome custam verdadeiras fortunas e que povoam as wishlists de muita gente? Pois bem, o responsável pelo desenho das fardas das SA e SS foi, nem mais nem menos, do que Hugo Boss. Pois é... Quantos nomes hoje bem famosos não fizeram parte das fileiras do partido que esteve na génese de uma das piores guerras de sempre? Muitas vezes não penso nestas coisas mas, ao deparar-me com curiosidades como esta, ponho-me a pensar quantas marcas famosas não terão, nas linhas da sua história,  gotas de sangue a manchar aquilo que são hoje? Pois é, Hugo Boss foi nazi e dá hoje o nome a uma das marcas de luxo mais desejadas em todo o mundo...

domingo, abril 08, 2012

Se...

... existem leituras que me agradam particularmente são aquelas que me permitem conhecer mais da História do meu País e do mundo em que vivo. Tentar compreender porque motivo determinadas realidades existem nos dias de hoje. Compreender povos, compreender ideologias e pessoas que marcaram a Humanidade. Uma das fases da História que mais me fascina é a da Segunda Guerra Mundial. Apesar de ser descendente de um militar português que participou na Primeira Guerra Mundial, que lutou nas trincheiras e que regressou para a sua família, confesso que é a guerra que decorreu entre 1939 e 1945 que me desperta maior interesse. E não é à toa que tenho um lugar de destaque na mini-biblioteca aqui de casa para este assunto com livros desde biografias a descrições dia-a-dia do que foi acontecendo nestes terríveis anos da História Mundial.

Um dos últimos livros que li sobre este tema foi sobre Aristides de Sousa Mendes, o famoso cônsul português que, na cidade francesa de Bordéus, tantos vistos passou a famílias inteiras que tentavam escapar do tormento alemão que, à época, se parecia espalhar por toda a Europa como um verdadeiro polvo, com os seus tentáculos a tentarem chegar cada vez mais longe. Contra tudo e contra todos, este português lutou quase sozinho por uma causa que considerava mais justa e mais válida que todas as orientações que pudessem chegar do Governo Português de Salazar. Salvar todas as vidas humanas que conseguisse tornou-se o seu objectivo único e muitos são os descendentes de judeus por esse mundo fora que têm a agradecer a sobrevivência dos seus antepassados a este diplomata português.

O livro que li chama-se "Aristides de Sousa Mendes - Um Homem Bom", é de Rui Afonso, e aconselho a sua leitura para quem quiser saber um pouco mais sobre este diplomata português. Nesta leitura, o que mais me intrigou não foram as dificuldades que Sousa Mendes viveu no período durante a Guerra e nos anos que se lhe seguiram. Essas eram mais do que esperadas. Não me espanta todo o tratamento que lhe foi dado por Salazar e pelos seus ministros. Não me espanta que tenha sido retirado da carreira diplomática e que tenha sofrido as consequências esperadas dos seus actos. O que mais me intrigou foram as reticências que existiram em reabilitar a memória deste homem que apenas não cumpriu as orientações do seu governo por um bem maior. Muito sinceramente será algo que nunca compreenderei... E foi o que mais me deixou desconfortável ao terminar a leitura deste livro. Porque houve casos semelhantes de outras nacionalidades que, não concordando com as políticas em vigor, acreditaram que era possível salvar pessoas da Solução Final. Assim aconteceu com o sueco Raoul Wallenberg que detém, juntamente com Sousa Mendes, a cidadania honorária de Israel. Mas, porém, o sueco teve uma vida mais facilitada no seu objectivo: tinha a apoiá-lo o seu próprio governo... E logo Portugal que era um país tido como neutral pode fazer tão pouco...

"Em 1998, Sousa Mendes foi reintegrado a título póstumo no serviço diplomático português na categoria de embaixador. No mesmo ano, foi nomeado cidadão honorário de Israel, uma honra que partilha com o herói do Holocausto sueco Raoul Wallenberg. Seguiram-se selos, moedas comemorativas, monumentos, uma fundação para honrá-lo, ruas (incluindo uma em Viena) e inúmeras homenagens. A mais impressionante delas foi talvez a cerimónia no Parlamento Europeu, realizada em 1999, mais uma prova, se ela fosse necessária, de que Aristides de Sousa Mendes tinha agora o seu lugar na história e serviria de exemplo para o novo milénio."

"Que há de heróis como Raoul Wallenberg e Aristides de Sousa Mendes de tão perturbador para as sensibilidades ocidentais? Será que essas pessoas recordam alguma coisa que nós gostaríamos convenientemente de esquecer: o Holocausto e a cumplicidade ocidental no Holocausto? Nós preferiríamos esquecer, e esses grandes homens não nos deixam esquecer que, no século XX da chamada era cristã, homens e mulheres de uma religião diferente foram impiedosamente exterminados aos milhões enquanto a maior parte do mundo assistia sem nada fazer.
(...) Num tempo em que a Europa estava lançada numa corrida suicida e autodestruidora e poucos, como Jean Monnet em Londres, conseguiam ver um tempo em que a Europa renasceria das suas chamas como uma fénix, um representante diplomático de uma pequena nação, aparentemente insignificante, no extremo do continente pediu aos seus vizinhos estrangeiros que voltassem os olhos, tal como os seus antepassados tinham feito mais de quatro séculos antes, para Portugal; desta vez, em busca de um exemplo de liderança moral. Pelas suas acções abnegadas, Aristides de Sousa Mendes não só salvou a vida de inúmeros cidadãos de Espanha, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, França, Polónia, Checoslováquia e Áustria como deu aos outros europeus um perfeito exemplo dos valores que os uniam. Com o seu respeito pela vida humana e pelos direitos e a dignidade do Homem, Aristides de Sousa Mendes mostrou ser ao mesmo tempo um herói para a Europa e para a humanidade."

E disse Mordechai Paldiel ao filho de Sousa Mendes, João Paulo, no verão de 1988, quando finalmente foi plantada a árvore em honra de Aristides de Sousa Mendes no jardim do Yad Vashem:
"Como vê, a árvore ainda é pequena. Mas ela há-de crescer. Com o tempo, será perfeitamente visível para todos os visitantes do nosso jardim. E nenhum desses visitantes, ao olhar para a placa, perguntará: quem era Aristides de Sousa Mendes? Ninguém perguntará porque todos saberão".

Porque a História nunca deve ser esquecida para que não se possa repetir...

terça-feira, fevereiro 21, 2012

Há...


... muitos e muitos anos atrás, andavam os Romanos em lutas com os povos habitantes da Península Ibérica, e escreveu um general romano numa carta ao seu Imperador: "Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar!". No dia de hoje, volvidos tantos e tantos anos sobre esta afirmação, acho que ela não poderia ser mais actual. Estou a trabalhar porque cá no estaminé não houve direito a tolerâncias de ponto, ou pelo menos não houve de forma clara... Se uns tiraram o dia de férias, outros pediram o dia e os que estamos a trabalhar somos sempre os mesmos. "Sempre os mesmos!" foi o comentário que mais ouvi à hora do almoço... Isto porque, quando existem as pontes estamos sempre por cá as mesmas pessoas. Porque não abusamos. Porque cumprimos aquilo que nos é determinado e não tentamos fintar as orientações que vêm de cima. Porque fomos ensinados a não tentar contornar o que nos é dito apenas "porque é hábito". Quando vinha a caminho do trabalho pude ver, de forma bem clara, que quase todos os automóveis com que me cruzei hoje eram de pessoas a regressar a cada depois de uma noite de folia carnavalesca. Poucos eram os "parvos" (outra expressão também já ouvida muitas vezes hoje...) que se levantaram de manhã cedo para ir trabalhar. E é pena que assim seja... É pena que o Governo dê a indicação de não haver tolerância de ponto por ser um ano de crise e tantas mas tantas pessoas pura e simplesmente dão a volta (e não estou a falar daqueles que tanto trabalharam durante o passado ano a preparar os desfiles de Carnaval. Estou a falar dos muitos e muitos que conheço que detestam o Carnaval mas que não quiseram vir trabalhar hoje). Aqui não se trata de concordar ou não com a decisão do Governo (que não concordo conforme já disse anteriormente apesar de compreender o que está por detrás da decisão...). Mas trata-se da imagem que se passa para o exterior e essa, meus amigos, não é melhor no dia de hoje... Porque os nossos amigos europeus estão atentos, muito atentos, e de certeza que irão dizer que não nos governamos mesmo nem nos deixamos governar!

domingo, janeiro 15, 2012

Já...

... disse várias vezes por aqui que sou uma apaixonada sobre a Segunda Guerra Mundial. Basta olhar para a coluna da direita e ver que um dos livros do momento é sobre Aristides de Sousa Mendes, o cônsul português em Bordéus, França, que tanto fez para salvar muitas pessoas dos campos de concentração alemães. Gosto de ler muito sobre o assunto (um dia partilho convosco a minha mini-biblioteca sobre este tema...) e gosto também de ver filmes sobre esta época. E para uma apaixonada pela Segunda Guerra Mundial e fã incondicional de filmes de animação seria impossível não ver o filme "Valliant - Os bravos do pombal". Apesar de ser um filme de animação, transmite uma importante mensagem sobre algo que aconteceu verdadeiramente durante esta fase da História. O Exército, Marinha e Força Aérea inglesas utilizaram pombos em diversas missões de forma a facilitar a transmissão de mensagens através de território inimigo. E o pormenor interessante surge nos últimos segundos do filme após Valliant ter recebido uma medalha pelo seu desempenho em missão. Na parte final da Segunda Guerra Mundial e nos anos que se lhe seguiram, entre 1943 e 1949, 54 animais foram condecorados com a Medalha Dickin. Trata-se de uma medalha criada em 1943 por uma associação inglesa para a protecção dos animais que ganhou o apelido da então directora da associação, Maria Dickin. Das 54 medalhas entregues, 18 foram para cães (temos, por exemplo, o caso de um cão que saltou cerca de 20 vezes de para-quedas em missões secretas em território inimigo), 3 para cavalos, 1 para um gato (para um gato pertencente à guarnição do navio inglês Amethyst por "Bravura Evidente e Devoção ao Serviço na Guerra) e 18 pombos. Pode parecer descabido ou insignificante mas o que é certo é que muito fizeram estes animais para ajudar os Aliados na senda pela vitória nesta Guerra Mundial. E se humanos foram condecorados, porque não o deveriam ser os animais que arriscaram na mesma as suas vidas?

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Numa...

... noite desta semana, assisti a um interessante documentário sobre a Segunda Guerra Mundial (mais um!). Falava dos anos anteriores à subida ao poder de Adolf Hitler e toda a realidade alemã das décadas de 20 e 30 do século XX. Realidade social conturbada, crise, desemprego, descontentamento por todo o lado... Enfim, uma época complexa, sem qualquer sombra de dúvida. Fruto disso, as pessoas "agarravam-se" à primeira tábua de salvação que lhes aparecesse e foi em Hitler que viram, de certa forma, uma via para dar a volta à situação complicada em que se encontravam. E foi neste contexto e desta forma que o Partido Nazi subiu ao poder... Apesar de ser uma apaixonada por esta fase da História Europeia, nunca tinha pensado nesta fase anterior à invasão da Polónia da forma como pensei nessa noite... Ao ver o documentário foi impossível não encontrar semelhanças com a realidade europeia actual. Dificuldades económicas e ao nível do emprego, pessoas descontentes, crise em todo o lado... Detesto encontrar semelhanças entre a actualidade e a história passada. Ainda para mais quando as semelhanças são com esta fase negra da História Mundial ou pelo menos com a fase que a antecedeu... Não estou, de forma alguma, à espera que tenhamos a Terceira Guerra Mundial à porta, nada disso! O que me preocupa são as possíveis mentes conturbadas que possam existir à espera de aproveitar momentos como estes para alcançar o lugar lá em cima que tanto desejam e que nada de bom vai trazer...

terça-feira, janeiro 10, 2012

Neste...


... mesmo dia de Janeiro mas de 1498, Vasco da Gama, na sua demanda em busca do caminho marítimo para a Índia (onde, diz-se, desembarcou a 20 de Maio do mesmo ano) chegava a Moçambique. Mais concretamente, largava âncora na eternizada "Terra de Boa Gente", Inhambane. Provavelmente não saberão mas tenho uma enorme paixão pelo mar desde tenra idade. Gosto de estar junto ao mar para relaxar e pensar com os meus botões, gosto de praticar desporto junto ao mar, gosto de trabalhar no mar e gosto da História riquíssima que temos ligada ao mar. E, neste dia, seria impossível não arranjar forma de assinalar este acontecimento em fotografia. Por isso aqui vos deixo com um pequeno detalhe cá de casa... Uma pequena homenagem a todos os navegadores portugueses que tantas milhas palmilharam por esses mares, sem qualquer recurso a tecnologia ou métodos de navegação modernos, mas que não foram somente "aos quatro cantos do mundo mas a dezenas de recantos"!

quinta-feira, dezembro 01, 2011

01DEZ1640...


... afinal que data é esta? Em 1640, Portugal vivia sob o domínio do Reino Habsburgo. Estava-se no reinado de Filipe III de Portugal e IV de Espanha, rei da Dinastia Filipina como ficaria conhecida na História de Portugal. Estava a chegar-se a 60 anos de domínio hispânico, três Filipes a governarem um povo que nada tinha de seu. Portugueses descontentes com este domínio que achavam que era chegada a hora de volta a ter um rei português começavam a surgir por todo o lado. Mas voltemos um pouco mais atrás nesta História... Em 1578, na batalha de Alcácer-Quibir, ficava Portugal sem o seu rei D. Sebastião e sem um sucessor ao trono do rei desaparecido em combate. Nos dois anos que se seguiram, Portugal foi governado pelo tio de D. Sebastião, o cardeal D. Henrique, mas ao fim deste tempo a maior parte da nobreza portuguesa acabou por ceder e aceitar o domínio de Filipe II de Espanha que seria coroado Filipe I, rei de Portugal.
Ao contrário do que se poderia pensar, o reino Habsburgo não se tratava de um reino unificado. Explicando um pouco melhor... A monarquia dos Habsburgo detinha o controlo de diferentes estados (ex. Catalunha, Flandres, Navarra, Castela ou Nápoles) mas a união entre eles era ténue pelo que se tratava mais de uma união de estados (um pouco comparável à União Europeia existente actualmente) do que de um único País, o que poderá ter conduzido à queda desta monarquia. De forma a tornar menos marcante todas estas diferenças, a monarquia dos Habsburgos decidiu que seria melhor unificar todos os estados através da existência de um único governante motivo pelo qual, nas Cortes de Tomar de 1581, Filipe II de Castela presta juramento e se torna no rei D. Filipe I de Portugal. Mas esta unificação não foi conseguida...
Apesar de terem aceite um governante estrangeiro, com o passar dos anos, a nobreza portuguesa começa a ver crescer o seu descontentamento e a chegar à conclusão de que é necessário pôr fim a este domínio dos Habsburgos e voltar a ter no trono de Portugal um português. E eis que, no Verão de 1640, tem lugar um acontecimento que viria a despertar ainda mais os portugueses e a mostrar-lhes que sim, era possível deixar de pertencer à monarquia dos Habsburgos. Neste Verão, a Catalunha revolta-se e a monarquia não tem as forças suficientes para lhe dar o fim que desejaria já que tinha "em mãos" a Guerra dos Trinta Anos e era para ela que canalizava todos os seus esforços. Desta forma, a Catalunha ganha a sua independência e está aberto o caminho para que Portugal faça o mesmo. Apesar dos pedidos de Filipe III para que os nobres portugueses fossem em seu auxílio para controlar a revolta na Catalunha, eles recusam-se e incitam o Duque de Bragança a aceitar chefiar uma revolta nos mesmos moldes e a conseguir a independência de Portugal. Curiosamente, o Duque de Bragança era o comandante militar de Portugal nomeado pelo próprio Filipe III, o que viria a revelar-se uma nomeação desastrosa por parte de Filipe III...
Chega o dia 1 de Dezembro de 1640... Ao amanhecer, um grupo de cerca de 40 portugueses (os chamados "conjurados") decide entrar no palácio real em busca de Miguel de Vasconcelos, secretário de estado, que é executado sendo ordenada, se seguida, a rendição das forças fiéis ao monarca que se encontravam no Castelo de São Jorge, fortalezas do Rio Tejo, Torre de Almada e Torre de Belém. E pelas 10h da manhã, o Duque de Bragança era já Rei de Portugal. Nos anos que se seguiram, houve que recuperar Portugal do estado de miséria em que se encontrava a todos os níveis. Muitos encargos foram pedidos aos portugueses mas conseguiram dar a volta e reerguer-se como País independente.

"A revolução de 1 de Dezembro continua ainda hoje a ser um símbolo não só da firme vontade dos portugueses de manter a sua independência, como um símbolo da catastrófica tentativa de União Ibérica, que inicialmente parecia um negócio interessante para as elites subsidiárias portuguesas mas que quase levou à destruição total do país".

Fonte (em que se baseia o texto e da citação e imagem): "Revolução de 1 de Dezembro de 1640 - Conflitos da Idade Moderna" - www.areamilitar.net

sábado, novembro 19, 2011

Para...


... o caso de ainda não ter mencionado por aqui, sou uma verdadeira amante de História. Apesar do curso que escolhi e da área de trabalho que tenho estar bem longe disso, é um facto que descobrir um pouco da nossa História me enche sempre de prazer. Ao ponto de já ter equacionado em fazer um curso na área, ao nível de pós-graduação ou de mestrado. Podia dar-me para pior... É verdade, posso parecer um pouco croma ou estranha por causa disso mas é uma das minhas grandes paixões. E uma das fases da História Mundial que sempre me despertou muito interesse (nunca consegui explicar muito bem porquê...) é a Segunda Guerra Mundial. Não é à toa que escrevo coisas como esta, esta e ainda esta. Ou que tenho cá por casa uma prateleira da minha mini-biblioteca completamente dedicada a este tema contendo desde biografias a livros que se dedicam a compreender um pouco melhor o que era a Alemanha daquele tempo ou tudo o que esteve por detrás da criação de campos de concentração como o de Auschiwtz.
E não é que, ao deambular por este mundo que é a blogosfera, descobri uma ideia bem original relacionada com esta fase da História. Andava eu a ler o blog da +*Ælitis in Paris*+, o "Cartas à Filo-Sofia..." e vejam o que eu descobri: existe alguém no Twitter que criou um espaço dedicado a, em tempo real, descrever todos os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial desde 1939 a que chamou Real Time WWII. Ora, para alguém apaixonado por esta fase, trata-se de uma verdadeira descoberta! E que merece ser acompanhada diariamente. Apesar de se tratar de 6 anos bem negros da História Mundial (esta Segunda Guerra ocorreu entre 1939 e 1945) impossíveis de esquecer, acho que este recurso disponível no Twitter se torna bem interessante de ir verificando o que foi acontecendo nos diversos dias. É uma verdadeira fonte de informação que merece ser consultada, não só pelos apaixonados de História, mas também por todos os outros para que compreendam um pouco melhor como era a Europa da altura e o que levou a determinados acontecimentos. Aconselho! Tenham umas excelentes leituras!

segunda-feira, novembro 07, 2011

Comemora-se...


... hoje o 144º aniversário sobre o nascimento em Varsóvia, Polónia, de Maria Sklodowska, que ficaria para a história como Marie Curie e o Google não deixa passar em branco esta data assinalando-a com a imagem que aqui mostro. Foi a primeira pessoa a ser galardoada duas vezes com um Prémio Nobel: da Física em 1903 (compartilhado com o seu marido, Pierre Curie, e com Becquerel graças às descobertas no domínio da Radioactividade) e da Química em 1911 (pelas sua descoberta dos elementos químicos Rádio e Polónio).
E para os amantes de Química, o programa "Sociedade Civil" que passa diariamente na RTP2 pelas 14h, dedica o programa de hoje a este domínio do conhecimento. Aconselho!

segunda-feira, agosto 29, 2011

É...

... ao assistirmos a documentários sobre o nosso Portugal do início do século XX que vemos que, afinal, a realidade política e económica não mudou grande coisa...

segunda-feira, agosto 22, 2011

Para...

... quem gostar do tema, o canal National Geographic está a passar diversos documentários (bem interessantes, por sinal!) sobre a 2ª Guerra Mundial. Está a apresentar diferentes perspectivas, desde as datas mais conhecidas de todos (como o Dia D) até outros episódios menos referenciados. Se acharem que os diversos (muitos!) canais de que dispõem em vossa casa teimam em não passar nada de jeito (sinceramente, é o que tenho achado nos últimos tempos..) e gostarem de história, acho que esta pode ser uma boa sugestão de aumentarem os vossos conhecimentos sobre um dos períodos mais negros da História Mundial.

quarta-feira, julho 20, 2011

20JUL1944...

(imagem daqui)

... manhã, Prússia Oriental. Explode uma bomba numa das salas da chamada "Toca do Lobo". O coronel Karl von Stauffenberg, oficial de bravura, é a figura mais conhecida desta tentativa (uma das 15 realizadas) falhada de assassinar Adolf Hitler e terminar com o III Reich. Foi executado na noite desse mesmo dia por tal acto. E foi necessário esperar até 1945 para que uma das fases mais negras da história europeia e mundial terminasse. Mas fica a referência à coragem de dar um passo como este.

sexta-feira, maio 20, 2011

Comemora-se...


imagem daqui

... hoje o aniversário da chegada de Vasco da Gama à Índia no longínquo ano de 1498. Vasquinho, foste um dos maiores navegadores da história das nossas Descobertas. Parabéns por esta longa e árdua viagem!! :)

quarta-feira, novembro 10, 2010

Tenho...

... aqui uma dúvida existencial enorme (ainda que já seja um pouco tarde falar disto mas enfim...). Muito se tem falado desde o fim-de-semana sobre o resultado do jogo Porto - Benfica. Eu não vou fazer qualquer comentário sobre o resultado pois o meu Sporting também se portou mal... Mas do que venho mesmo falar é da entrada em campo de uma galinha! Sim, uma galinha! Aquele bichinho barulhento que nos dá os ovinhos para as omoletes. Então pois é aqui que reside a minha dúvida. Para quem costuma ir aos jogos de futebol sabe bem que a entrada no estádio envolve sempre ser-se revistado ou, pelo menos, é suposto que isso aconteça em todos os estádios. Então como entrou a danada da galinha do estádio? Será que o Futebol Clube do Porto está a decidir reduzir despesar por estarmos em crise e para poupar anda a utilizar galinhas para aparar a relva em vez dos corta-relvas habitualmente utilizados? Será que ao lado dos balneários existem capoeiras para as galinhas trabalhadoras? E será que as condições laborais das ditas estão de acordo com o Código do Trabalho? Ou será que (mais uma vez!) falhou qualquer coisa na entrada dos adeptos no estádio? Pronto, fala-se que se conseguiu impedir a entrada de very-lights no estádio... Pois, estes não entraram mas as bolas de golfe lá apareceram... Bem como a desgraçada da galinha... Alguma alma caridosa que me esclareça a dúvida existencial do dia??

domingo, outubro 24, 2010

Não...


... estivesse eu a recuperar de uma cirurgia ao joelho e a esta hora já teria passado o Alto da Boa Viagem em mais uma Corrida do Tejo, uma corrida de 10km que liga Algés a Oeiras. Mas me aguardem! Quem me conhece sabe bem a paixão que tenho por correr e no próximo ano não perco nem por nada esta corrida. Apesar da dificuldade de serem 10km com subidas e descidas, é sempre bem agradável por ser feita à beira-mar. Apenas vos digo que vale mesmo a pena e não é preciso fazer os 10km a correr, a caminhada também é permitida. E só o facto de se ganhar uma camisola da gama Running da Nike, vale sempre a pena (passo a publicidade).

E uma pequena curiosidade: no ano passado consegui chegar à frente do Sócrates eheheheh. Pronto... Foi o meu momento egocêntrico do dia...

quinta-feira, abril 30, 2009

Faz hoje...



imagem daqui


... 64 anos que Hitler e Eva Braun se suicidaram. Mais um sinal de que o fim estava finalmente próximo.