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sexta-feira, dezembro 30, 2011

Por...

(imagem daqui)

... essa blogosfera existem ideias muito engraçadas sobre tudo. Sobre moda, organização, cozinha, artesanato (o chamado urbano e não só!)... Sei lá! Uma imensidão de coisas que nem as consigo descrever aqui todas. E confesso que estou sempre a aprender algo de novo com as coisas que vou lendo... E, inevitável, vou também recolhendo ideias aqui para este cantinho...
Para o caso de ainda não se terem dado conta, aqui a Fiona é a uma fã confessa de fotografia. Em minha casa sempre houve máquina fotográfica desde que eu me conheço por gente. A velhinha Kodak prenda do padrinho em que se tinha que puxar o rolo porque não havia cá dessas esquisitices de passar o rolo à frente de forma automática. Seguiu-se a Olympus, já com passagem de rolo automática, e uma Nikon, ambas da era pré-fotografia digital, que eram partilhadas com os papás em todos os passeios, viagens e comemorações. Uns anos mais tarde, chegou o momento de ser eu a adquirir a minha primeira máquina fotográfica e, na altura, optei por uma Sony digital que me acompanha até hoje e da qual gosto muito. Compacta como se quer para andar facilmente para todo o lado e que não me tem desiludido nada. Mas como um apaixonado por fotografia quer sempre mais, há coisa de uns dois anos foi chegado o momento de "dar o salto" e adquirir algo um pouco mais elaborado. Era chegado o momento de comprar uma máquina que me permitisse adaptar as objectivos ao que eu pretendesse fotografar e a grande eleita (e sugerida por muitos!) foi a Canon EOS 500D. E o quanto eu gosta desta menina. Já tive oportunidade de fotografar muita coisa com ela e não desilude nada, nada!
E agora vocês perguntam-me assim... "Mas o que nos interessa a nós que nos estejas a contar "tim tim por tim tim" que máquinas fotográficas já tiveste, o que andaste a fazer com elas e bla bla bla whiskas saquetas". Pois bem... Esta conversa toda tem uma razão de ser...
Primeiro: uma das resoluções que gostava de concretizar em 2012 era tirar um curso de fotografia. Mesmo que seja do mais básico era algo que eu gostava de fazer. Porque, como se costuma dizer, o saber não ocupa lugar e saber de fotografia acho que não faz mal nenhum. Ainda para mais, quando tenho uma máquina como a minha. Segundo (e o verdadeiro motivo deste post...): tenho visto em alguns blogs (e não é de agora...) o famoso projecto 365 dias que passa por todos os dias tirarmos uma foto, não importa do quê, e partilhá-la. Já ouvi falar dele no blog da Miúda Eléctrica e já andei a ver o fantástico resultado deste projecto no blog sueco Chez Larsson. E assim começa a palpitar de fazer algo de diferente em 2012. De ir registando em fotografia coisas dos meus dias, do meu dia-a-dia de formiguinha sempre de um lado o outro entre duas margens do rio. Quem sabe se esta não vai ser também uma resolução para o ano que amanhã inicia?

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Se...


... existe coisa que gosto de fazer aqui no blog é partilhar as minhas descobertas. Tenho umas quantas paixões sobre as quais gosto de pesquisar na Internet para saber das novidades, para partilhar experiência... Enfim, para me inspirar. Uma das minhas grandes paixões é viajar e, conforme já disse várias vezes, fosse eu extraordinariamente milionária e era ver-me a deambular pelo mundo fora sempre em busca de novas e interessantes paragens. Mas enquanto não me sai o Euromilhões vou "viajando" pela Internet. E numa destas "viagens" descobri um site deveras interessante e original. Trata-se do "They draw and travel" e pode ser visitado aqui. Este é um local de partilha onde podemos encontrar pequenos mapas de ilustradores de todo o Mundo. É muito engraçado fazermos uma pesquisa com o nome da cidade que iremos visitar em breve, por exemplo, e encontrar por lá ilustrações muito engraçadas destas cidades e das principais atracções a visitar. Aqui vos deixo com três exemplos: Paris, Londres e a minha amada Lisboa para vos despertar a curiosidade. Passem por lá e inspirem-se!



segunda-feira, dezembro 26, 2011

A...

(imagem weheartit)

... vida tem fases complicadas e outras nem por isso. Momentos em que puxa por nós até aquele que nos parece ser o nosso limite mas em que afinal descobrimos que ainda conseguimos aguentar um pouco mais. E, em jeito de recompensa, esta mesma vida também nos oferece, envolvidos por laços de presente, verdadeiros momentos de dolce fare niente em que recarregamos as nossas baterias para os novos desafios que possam surgir. No meio das subidas e descidas desta montanha russa há que reaprender determinados hábitos, reinventar rotinas até chegar aquele momento de equilíbrio tão desejado. E uma forma de aprendermos algo de novo é, sem dúvida, lendo...
Não sei se um pouco levada por estes momentos de crise em que se vive se por sempre me ter sido incutido um determinado sentido de poupança e de organização tenho-me dedicado, nos últimos tempos, a ler alguns blogs em que se fala de economia e gestão caseira e de organização. Não que aqui por casa se viva à beira de um abismo sendo necessária uma mudança radical de hábitos mas apenas porque o assunto sempre me interessou. Sempre gostei de saber de que forma poderia melhor a minha relação com o dinheiro e de que forma poderia tornar a minha casa ainda mais agradável. Vamos então por partes...
No que toca à questão do porquinho mealheiro, acho que as coisas estão bem encaminhadas porque as conversas que os meus pais sempre tiveram comigo desde tenra idade não caíram em "saco roto" e por isso tenho sempre conseguido conciliar tudo de forma a ter disponibilidade financeira para as obrigações e para as coisas de que mais gosto. Fórmulas mágicas de poupança? Sinceramente acho que não há por aí nenhuma poção milagrosa à nossa espera. Questões de finanças são algumas das mais pessoais que podem existir e cada um deve descobrir a melhor forma de lidar com o assunto. Leituras e conselhos nunca são de mais mas acho que cada um deve dedicar um pouco do seu tempo e ver de que forma pode conseguir atingir aqueles objectivos que pretende. Pois o chapéu que serve a um não fica perfeito a outro...
Organização... Aquele karma para muitas pessoas nos dias de hoje. Vidas atribuladas, horários atribulados e muitas solicitações tornam muito difícil a organização do nosso dia-a-dia... Será? Será que não existem pequenos ajustes que podemos fazer desde o acordar que nos levem a ter tempo para todas as obrigações bem como para a família e o lazer? Olhem que eu quero acreditar que sim... Por exemplo, será que vale a pena prolongar o tempo que estamos na cama de manhã e não podemos aproveitar esse tempo para fazer algumas coisas fundamentais para a organização do nosso dia-a-dia? É certo que nem todas as pessoas se levantam de imediato assim que toca o despertador e bem sei o quanto sabe bem ficar na cama só mais um bocadinho nas manhãs de Inverno... Mas há que ver as coisas como um todo e ver se o nosso objectivo ao final do dia é dormir mais ou ter mais tempo para nós e para aqueles que nos são queridos. Porque no final resumo exactamente a isso: à qualidade de vida que nós e os nossos têm em função de todas as obrigações com que temos de lidar. E para além da gestão do tempo, a gestão da nossa casa é também deveras importante. Porque de que serve ter tempo para aproveitarmos a nossa casa se acharmos que vivemos no meio da confusão e de coisas com as quais não nos identificamos? Se calhar nunca tinham pensado nisto nestes termos mas olhem que por aqui os neurónios têm andado ocupados a pensar nisso... A nossa casa deve, acho eu, ser um reflexo da nossa personalidade e do nosso estado de espírito. E é por isso que ando a pensar se muitos dos objectos aqui por casa fazem sentido ou se posso simplificar algo para sentir esta casa ainda mais minha.

E assim que se finaliza o ano de 2011... Com pensamentos destinados a formas de melhorar o estado de espírito e a visão que se tem da vida... Porque não há nada que nos faça sentir bem do que sentirmo-nos bem na nossa pele.

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Não...

(printscreen da participação em Para mim)

... costumo fazer destas coisas aqui pelo blog e espero que não me levem a mal. De certa forma, até faço questão de divulgar o passatempo. Não sei se conhecem mas existe um site chamado Para mim em que abundam as dicas para tornar o nosso dia-a-dia mais fácil. E este site está a promover um passatempo para quem estiver registado em que é possível ganhar um conjunto de produtos do novo Pantene. Confesso que nem sou muito de concorrer a estas coisas mas desta vez pensei: "Porque não?". O passatempo passa por partilharmos o nosso segredo para termos um cabelo saudável. Na imagem (peço desculpa... está pequena demais...) está o printscreen da minha frase de participação (o meu nome aparece propositadamente escondido. Mas as meninas que forem registadas facilmente irão descobrir o verdadeiro nome da Fiona eheheheh). E escrevo-vos para que me ajudem neste pequeno passatempo a poder ser a feliz contemplada com um dos nove conjuntos. A minha frase é "Podia dizer que o meu segredo era usar champô, amaciador e máscara. Usar água fria na última lavagem. Escovar o cabelo 100 vezes todas as noites. Não usar secador. Enfim, uma imensidão de coisas. Mas o verdadeiro segredo do meu cabelo é sorrir, sorrir muito! Porque se o cabelo nasce no interior da nossa pele e esta agradece o nosso sorriso, então é esse o meu segredo!". Passem por lá e ajudem a Fiona a cuidar ainda melhor do seu cabelo! Muito obrigada!

(Graças à mari, reparei que não tinha colocado o link... Eu acedo às frases do passatempo a partir deste link: http://www.paramim.com.pt/novo-pantene/passatempo.aspx?prov=39. A minha frase foi colocada no dia 23DEZ. Obrigada!!)

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Este...

... blog é o meu pequeno refúgio onde escrevo sobre tudo e sobre nada. Divago, sonho e dou asas à minha imaginação. Escrevo sobre as minhas paixões, sobre o dia-a-dia, sobre aquilo que me apetece. Serve-me de ligação aos tantos blogues que sigo e de que gosto tanto. Permite-me estabelecer contacto com pessoas que tanto prazer me dão ler e pode mesmo dizer-se que se estabelecem amizades virtuais, em que a ausência de posts faz logo pensar se quem está do lado de lá está bem ou porque motivo nunca mais nos presenteia com os belos textos a que estamos habituados. Gosto de escrever sobre notícias que vou ouvindo, sobre roupa e sapatos (que mulher não gosta?), as minhas leituras e as minhas músicas favoritas. Muitas vezes partilho emoções e outras (não tantas...) deixo transparecer um pouco dos meus segredos... Gosto mais de pincelar este blog de cores vivas e alegres porque acho que para tristezas já nos basta muitas vezes os dias que vamos vivendo e não é isso que se pretende. Bem, pensei muito se deveria ou não escrever este post mas depois do muito que já li durante o dia de hoje e que já ouvi na televisão, a minha natureza não me permite não fazê-lo...
Conforme escrevi no post anterior e como todos devem saber, hoje celebra-se a Restauração da Independência de 1640. Este ano de 2011 trata-se do último ano (ao que parece...) em que este feriado será comemorado. Muitas vozes de indignação já se levantaram contra este facto (existe já um baixo-assinado criado para o efeito para demonstrar que este feriado deve continuar a existir no nosso calendário dada a relevante data da História nacional que celebra). Muitas outras parecem concordar e achar que sim, que a ausência deste feriado no calendário vai fazer com que a produtividade dos portugueses aumente. Se, quanto aos primeiros, não posso deixar de estar mais de acordo, quanto aos segundos faz-me muita confusão que achem que o dia que nos permite hoje cantar o nosso hino, falar a nossa língua e tantas outras coisas possa deixar de fazer parte do nosso calendário de feriados. Acho que aqui surgem os sinais da falta de patriotismo e de tantos outros valores relacionados com a identidade nacional se estão a perder. Ouvi hoje na TVI24 um historiador dizer que "um povo que perde a sua memória, perde a sua identidade nacional". E eu não poderia estar mais de acordo... Ao estarmos a colocar a nossa História em segundo plano e ao não darmos a conhecê-la aos nossos jovens, apenas estamos a fazer com que a identidade deste nosso Portugal vá morrendo aos poucos.
Obviamente que acho que a produtividade portuguesa poderia ser bastante superior. Não tenho dúvidas disso! Mas acho que não é aumentando o horário de trabalho e diminuindo os feriados no calendário que ela vai aumentar. Engane-se quem pensar que sim. A produtividade apenas aumenta se os trabalhadores portugueses mudarem os hábitos e as suas mentalidades. O nosso horário de trabalho diário é, em média, de 8 horas. Mas bem sabemos que essas horas não são utilizadas para trabalhar na sua totalidade... É claro que sou contra esquemas de trabalho em que não sejam permitidas pausas pois elas são de todo benéficas para o bom desempenho do trabalhador. Apenas acho é que essas 8 horas devem ser mais bem aproveitadas. Se isso acontecesse, podem ter a certeza de que a produtividade seria bastante superior.
Mas houve algo mais que li durante o dia de hoje que me faz uma vez mais afirmar que estamos a perder valores relacionados com a nossa identidade. Muitas vozes se levantam e dizem que, já que são retirados os feriados do 5 de Outubro e do 1 de Dezembro, se poderia também retirar do calendário o feriado do 25 de Abril. Principalmente porque se trata de algo que não serviu para nada a não ser para os militares servirem os seus interesses. Bem, não quero com o que vou escrever de seguida ferir as susceptibilidades de ninguém mas tratam-se de afirmações sobre as quais sou mesmo obrigada a dizer alguma coisa... Muitos dos jovens de hoje nem sequer sonham como era a realidade antes do 25 de Abril. Felizmente, já nasci depois de 1974 e desses anos bem difíceis mas tenho familiares que passaram por este regime e que sempre me fizeram questão de contar como era a realidade nesse tempo. Familiares que viveram de bastante perto como eram os tempos do regime de Salazar e de Franco aqui na vizinha Espanha. Tempos em que o receio era muito e em que o simples sair de casa para trabalhar de manhã poderia significar o não regressar ao final do dia para jantar. Poderia haver, ao virar da esquina, alguém para os levar para o posto da GNR mais próximo ou mesmo da Guardia Civil, já que viver nestes tempos junto à fronteira espanhola também não era nada fácil... Não era apenas o regime português que era de extrema opressão. Do lado de lá da fronteira também se vivia a mesma realidade e quantas pessoas não perderam a vida apenas porque se recusavam a perder a sua liberdade e os seus ideiais. Sempre me mostraram este lado negro da nossa História e nunca me passaria pela cabeça achar que o 25 de Abril não serviu para nada. E ainda mais me custa quando se diz que os militares apenas se serviram do 25 de Abril para os seus interesses. Em que País se fez uma revolução com cravos nos canos das armas e sem derramamento de sangue? Trata-se de uma revolução feita por militares em que morreram três ou quatro pessoas no largo do Carmo em Lisboa não vítimas das armas dos militares mas sim das armas do regime que agora caía. Poderia ter sido um acontecimento bastante mais sangrento mas houve, da parte dos militares que construíram o 25 de Abril, o bom senso de não usar as armas porque o único objectivo era terminar com um regime que já ia longo demais. Se esta revolução tivesse sido feita apenas para satisfazer os interesses dos militares (não digo que não houvesse aproveitamento de um ou de outro mas o que conta é a maioria...), teria sido implementado um regime militar após o 25 de Abril e não uma democracia. Vale a pena pensar nisto...
E ainda me custa mais ouvir aquelas vozes que se levantam permanentemente contra os militares e que dizem que estes não fazem nada, que não trabalham e que apenas estão nas suas unidades a ver as horas passar e a beber cervejas. Tenho pena que existam portugueses que não honrem as suas Forças Armadas e que achem que elas não servem para nada. Que os militares apenas se limitam a exigir e a servir os seus interesses. Antes pelo contrário... Se os militares fossem exigir verdadeiramente tudo aquilo que têm vindo a perder nos últimos anos, de certeza que as suas vozes já se teriam feito ouvir há muito mais tempo. A questão importante no meio disto tudo é que os militares na sua formação são ensinados a suportar sacrifícios, a estarem longe das suas famílias nas datas mais importantes das suas vidas (quantos não estavam longe quando os seus filhos nasceram?) e a aceitar determinadas mudanças nas suas vidas. É a sua realidade. Não podemos eternamente achar que os militares não servem para nada ou que as Forças Armadas não devem existir somente porque não estamos em guerra. As Forças Armadas têm muitas mas mesmo muitas atribuições em tempo de paz, se calhar até mais do que em tempo de guerra. São o símbolo de um País e deveriam ser encaradas mais como uma elite da sociedade do que como parasitas como me leva a pensar quando leio determinadas afirmações.
No dia mais importante da vida de um militar, naquele em que ele passa efectivamente a sê-lo e em que abraça uma carreira diferente das demais, afirma que "juro defender a minha Pátria e estar sempre pronto a lutar pela sua liberdade e independência, mesmo com o sacrifício da própria vida". Não são palavras ditas de ânimo leve nem podem sê-lo. Não são palavras largadas ao vento. São palavras sentidas e que se revestem de uma enorme responsabilidade. São palavras que estão patentes nas suas acções diárias. São as palavras que os tornam únicos como pessoas pois a coragem de entregar uma vida a uma carreira em que pode haver um sacrifício daquilo que é mais valioso a um ser humano não pode ser considerado sem valor. Os militares, tal como qualquer outro profissional, merecem todo o respeito e não estar constantemente a serem acusados de apenas servir os seus interesses pois, provavelmente, são aqueles que menos o fazem no seu dia-a-dia pois o seu objectivo vai muito mais além do que o interesse individual.

Este texto já vai longo e peço-vos desculpa por isso... Apenas não podia deixar de expressar a minha opinião face às últimas leituras... Foi apenas um momento de "desabafos e mau feitio"... Obrigada por continuarem desse lado...

quarta-feira, novembro 23, 2011

E...

... é por estas e por outras que se vê que não devemos ter ideias pré-concebidas de ninguém porque nunca se sabe onde poderá estar uma bela surpresa (texto retirado da página de Facebook de Bruno Nogueira).

Tal como tinha prometido, aqui está o prefácio que escrevi para o livro do senhor Roberto Leal:

Vou directo ao assunto: irrita-me o senhor Roberto Leal. Não gosto do cabelo, a roupa faz-me confusão à vista, e o sotaque indeciso entre dois países dá-me vontade de enfiar este corpinho carnudo num Opel Corsa e espetar-me a 140 km/h (porque o Opel não dá mais), contra uma carrinha que transporte bilhas de gás cheias.
Sendo ateu convicto, muito mais me incomoda que tudo o que diz, inclua:
a) uma alusão a deus (sim, com letra pequena)
b) nossa senhora
c) qualquer outra personagem do best seller de ficção "A Bíblia".

Pensará o estimado leitor: "então esta besta é convidada para escrever o prefácio do indivíduo cantor de Vale da Porca, e desata-me a dar pancada no homem?"
Calminha.
Primeiro, não respondo a frases escritas por mim a fingir que são outras pessoas.
Segundo, as linhas acima escritas datam de há cerca de dois anos, época em que não conhecia o autor deste distinto livro.

Dito isto, devo dizer o seguinte: o Roberto Leal foi uma das grandes lições que tive nos últimos anos. Passo a explicar.
Conheci o Roberto quando o convidei para integrar um programa de altíssima comédia, chamado "Último a Sair". O desafio era claro: desconstruir a imagem que Portugal tinha dele, de forma a que isso fosse uma mais valia, tanto para o programa, como para ele próprio. Confesso que fiz o convite a achar que ia receber um não.
Mas um não com sotaque.
Recebi um sim.
Mas um sim com sotaque. E esse foi o início da lição.
Aos longo dos episódios, eu e a equipa de escrita do programa, fomos subindo a fasquia, para perceber qual era o dia em que o Roberto lia o guião e de seguida dava entrada nas urgências do Amadora-Sintra com um principio de ataque cardíaco.
Não aconteceu. E garanto-vos que nos esforçávamos, terminando as sessões de escrita a dizer: "naaaa, ele nunca na vida vai aceitar filmar um jantar afrodisíaco a fazer-se a mim, ao Miguel Damião e ao Unas, enquanto está a dançar com uma flor na cabeça e depois leva uma mangueirada na boca."
E na semana seguinte, o Roberto Leal estava a filmar um jantar afrodisíaco, a fazer-se a mim, ao Miguel Damião e ao Unas, enquanto dançava com uma flor na cabeça, para então depois levar uma mangueirada na boca, em horário nobre, na RTP 1.
Os filhos das pessoas que ouviam Roberto Leal, começaram aos poucos a perceber que aquele bichinho tinha muito mais andamento do que eles. E isso passou a ser assunto.
E eu, ao longo do tempo, fui descobrindo a generosidade e a entrega de alguém que estava disposto a pôr-se em risco e que, por isso mesmo, foi ganhando o respeito e admiração de todos os que trabalhavam à sua volta.
Atirou-se de cabeça para um rio que tanto podia ter 20 cm de profundidade, como 20 metros. Eu dizia-lhe que tinha 20 metros, mas não passava de um palpite.
E o resto foi o que se viu. Teve a inteligência de aproveitar tudo o que achávamos que eram pontos fracos, para fazer deles armas de renascimento artístico e pessoal.
Começou de novo sem ter de apagar o que estava para trás e mostrou que há mais para ver do que aquilo que nos chega desfocado aos olhos.
Ele dirá que foi deus quem o encaminhou para isso.
Eu sou mais de dizer que foi nossa senhora. Até porque sou maluco por mamas.
Ah, e já que estou numa de abrir o coração, cá vai: em Julho de 2011 fui três vezes para a cama com o Roberto. A primeira foi num pinhal em Abrantes, e as outras duas foram nas traseiras de um bar, em Vale da Porca, contra uma grade de cervejas. E até nisso ele foi surpreendente, porque tem uma pilinha extremamente pequenina e em forma de Irmã Lúcia.
Quanto ao livro, não li, mas acho muito fraquinho.

Bruno Nogueira

sábado, novembro 19, 2011

Para...


... o caso de ainda não ter mencionado por aqui, sou uma verdadeira amante de História. Apesar do curso que escolhi e da área de trabalho que tenho estar bem longe disso, é um facto que descobrir um pouco da nossa História me enche sempre de prazer. Ao ponto de já ter equacionado em fazer um curso na área, ao nível de pós-graduação ou de mestrado. Podia dar-me para pior... É verdade, posso parecer um pouco croma ou estranha por causa disso mas é uma das minhas grandes paixões. E uma das fases da História Mundial que sempre me despertou muito interesse (nunca consegui explicar muito bem porquê...) é a Segunda Guerra Mundial. Não é à toa que escrevo coisas como esta, esta e ainda esta. Ou que tenho cá por casa uma prateleira da minha mini-biblioteca completamente dedicada a este tema contendo desde biografias a livros que se dedicam a compreender um pouco melhor o que era a Alemanha daquele tempo ou tudo o que esteve por detrás da criação de campos de concentração como o de Auschiwtz.
E não é que, ao deambular por este mundo que é a blogosfera, descobri uma ideia bem original relacionada com esta fase da História. Andava eu a ler o blog da +*Ælitis in Paris*+, o "Cartas à Filo-Sofia..." e vejam o que eu descobri: existe alguém no Twitter que criou um espaço dedicado a, em tempo real, descrever todos os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial desde 1939 a que chamou Real Time WWII. Ora, para alguém apaixonado por esta fase, trata-se de uma verdadeira descoberta! E que merece ser acompanhada diariamente. Apesar de se tratar de 6 anos bem negros da História Mundial (esta Segunda Guerra ocorreu entre 1939 e 1945) impossíveis de esquecer, acho que este recurso disponível no Twitter se torna bem interessante de ir verificando o que foi acontecendo nos diversos dias. É uma verdadeira fonte de informação que merece ser consultada, não só pelos apaixonados de História, mas também por todos os outros para que compreendam um pouco melhor como era a Europa da altura e o que levou a determinados acontecimentos. Aconselho! Tenham umas excelentes leituras!

domingo, novembro 06, 2011

Atenção...

(imagem daqui)

... meus leitores mais atentos: não vou casar! Antes que comecem a fazer perguntas por causa da imagem que aqui vos mostro. Continuemos então... Andava eu a procurar umas imagens através do Google e todos sabem como este motor de busca nos consegue devolver os links e as imagens menos relacionadas com as palavras chave que por lá colocamos. Ou pelo assim achamos nós. Vai daí uma das imagens que me foi devolvida quando andava a fazer uma pesquisa sobre as galochas Hunter foi a deste ramo de noiva. E não pude deixar de partilhar convosco. O que acham? Seriam capaz de usar algo do género em substituição das tradicionais flores?

sábado, outubro 22, 2011

Por...

... essa blogsofera fora encontram-se boas dicas sobre quase tudo: moda, culinária, decoração, entre tantos outros assuntos. E acho que alguns blogs possuem mesmo a capacidade de ir fazendo algum "serviço público", se é que assim se pode chamar. Confesso que tenho muitos blogs que visito diariamente e aos quais vou buscar alguma inspiração porque, quer queiramos quer não, aprendemos sempre qualquer coisa com as pessoas que nos rodeiam, ainda que seja de forma virtual como acontece por aqui. E agora vamos ao verdadeiro motivo deste post...
Nos difíceis tempos que atravessamos, a procura de emprego tem ganho cada vez mais importância dadas as dificuldades que se vivem devido à crise. Muitos concorrem a lugares para os quais possuem mais qualificações do que as pedidas, chegando mesmo a omitir toda a sua verdadeira formação de forma a conseguirem mais facilmente emprego (mesmo havendo a possibilidade de virem a receber menos do que aquilo que efectivamente merecem mas isso já é conversa para outro post...). Currículos que chegam às empresas diariamente são mais do que muitos... Quantas pessoas não passam dias a enviar currículos para variadíssimos locais e ficam depois à espera de serem chamadas para uma entrevista? Este passo corresponde, na maior parte dos processos de recrutamento, a uma das últimas fases por que passa quem procura emprego. É o momento do "frente a frente", do momento em que um pequeno deslize pode deitar tudo abaixo... Muitas empresas há (pelo menos pelo que sei...) que chegam a não aceitar determinados candidatos não pelo desempenho que tiveram na entrevista mas pela postura que apresentaram na sala de espera. Pode parecer descabido mas o que é certo é que a personalidade e carácter de uma pessoa vê-se nas mais variadas situações e nas mais pequenas coisas, desde a forma como entra numa sala até ao momento que inicia uma conversa com outra pessoa. Se é correcto ou não avaliar um candidato desde o momento que entra na empresa, não me vou pronunciar quanto a isso. Mas o que é certo é que isso acontece e a aparência profissional, a seriedade e a honestidade há que mantê-la sempre!
Um factor determinante para um candidato é, sem dúvida, a forma como se veste tendo sempre em conta o lugar a que se candidata. E foi sobre este assunto que a Me do Eu, tu e os meus sapatos e a Marianne do Not so fast escreveram dois interessantes posts (aqui e aqui, respectivamente) que fazem todo o sentido e que devem ser lidos atentamente por quem está à procura de emprego neste momento. E lembrem-se de que são a personalidade e a forma de estar que fazem a roupa e não o contrário. É por isso que não basta parecer profissional com o look escolhido como se tem efectivamente que o ser. Boas leituras!

domingo, outubro 09, 2011

Queridos...



... senhores da Zara: eu era menina para vestir qualquer um destes dois vestidos. Oh para mim tão contente com um destes dois modelitos... Ou até com os dois!!

(Já alguém fez compras pela Zara.com? E como correu? E já agora: alguém já andou a "namorar" peças online e depois chegou à loja e não encontrou quase nada do que tinha visto na loja online?)

sexta-feira, setembro 30, 2011

E...


(ambas as imagens daqui)

... digam lá que estas imagens aqui não vos abrem logo o apetite e vos enchem de vontade de iniciar o dia com uma refeição deliciosa? Aqui fica a sugestão de mais um blog bem engraçado e com um aspecto de comer e chorar por mais! Visitem o Simply Breakfast e deliciem-se!

quarta-feira, setembro 28, 2011

Ainda...


... na continuação do post anterior. Vi no blog da Leana uma possibilidade de verificação do estado aqui do estaminé e assim fiz recorrendo às ferramentas de webmaster da Google (conforme surge na imagem, peço desculpa por não se ver muito bem mas acreditem ;)). Pelos vistos, já não existe nada a infectar a página mas preciso do vosso feedback para saber se efectivamente já está tudo ok. Ainda continua a surgir a informação de vírus? Obrigada!

terça-feira, setembro 27, 2011

Quando...


... andamos a "passear" por essa Internet e blogosfera fora, acontecem belas coincidências e acabamos por chegar à conclusão que essas coincidências nos podem facilitar a vida e muito! Ando aqui atarefada a preparar a minha próxima viagem e as pesquisas têm sido mais do que muitas sempre em busca de boas dicas para colocar em prática quando chegar ao meu destino. E eis que um dos meus blogs internacionais preferidos, o blog da Mariah (Brasil), anda a publicar uns quantos posts sobre o meu próximo destino: Londres! Olha que bela coincidência. E o que eu gosto deste blog, sempre com excelentes fotos e dicas sobre moda e decoração. Vejam só esta bela dica de shopping nesta cidade londrina sobre a loja Butter & Wilson... Digam lá que não é absolutamente deliciosa e de perder a cabeça? Aproveitem e conheçam este cantinho. Olhem que não se vão arrepender!

sexta-feira, setembro 16, 2011

Descobri...


... no blog da espanhola Juls, "University Style", uma engraçada sugestão de uma página sobre viagens (ai o que eu gosto de viajar!!!). Chama-se I Wanna go there (na versão internacional) e funciona como um guia de viagens como aqueles que se costuma adquirir antes de se partir à descoberta de uma nova cidade por esse Mundo fora. Mas esta página permite-nos ter um guia de viagens especial já que vai sendo construído com base nas opiniões dos viajantes que se vão inscrevendo e partilhando as suas descobertas. Curiosamente, ainda esta semana tinha estado a actualizar o meu mapa de viagens (muito, muito aquém daquilo que eu desejaria...) no TripAdvisor e tinha estado a incluir, em cada cidade visitada, os locais que tinha visitado e de que tinha gostado mais. E agora descubro esta pequena pérola para quem gosta de viajar que nos permite planear ainda melhor as nossas futuras viagens. Aconselho! Vou inscrever-me também e deixar umas pequenas dicas da minha parte.

quinta-feira, setembro 08, 2011

E...

... o lanche de hoje faz-nos lembrar paragens distantes, calor e aromas adocicados.

Queques rápidos de frutos secos (receita original do site Vaqueiro)

Ingredientes (20 a 22 unidades):
125 g de alperces secos
125 g de ameixas secas sem caroço
100 g de sultanas
150 g de açúcar mascavado claro
1 colher de café de noz moscada
1/2 colher de café de cravinho em pó
1 colher de café de erva doce
1 colher de café de gengibre em pó
1,5 dL de água
0,5 dL de vinho do Porto
150 g de manteiga
2 ovos
250 g de farinha
1 colher de sobremesa de fermento em pó

Preparação:
Ligue o forno e regule-o para os 180ºC.
Pique os alperces e as ameixas secas em pedaços pequenos. Deite num tacho e junte as sultanas picadas, o açúcar mascavado, as especiarias e a água. Leve a lume brando, mexendo de vez em quando. Quando começar a ferver, retire do lume, adicione o vinho do Porto e a manteiga cortada em pedaços. Mexa até a manteiga derreter.
Parta os ovos para uma tigela e bata-os com uma vara de arames. Adicione-lhes o preparado anterior, mexendo rapidamente para os ovos não talharem. Junte a farinha e o fermento ao preparado anterior e mexa com uma colher de pau.
Distribua a massa por formas descartáveis para queques, ou previamente untadas, e leve ao forno durante cerca de 20 minutos.

Nota:
Eu tenho um eterno "defeito": não consigo seguir quase nenhuma receita verdadeiramente à risca, principalmente porque gosto de aproveitar o que tenho em casa e tento sempre não adquirir produtos que posso a desperdiçar. Para este lanche fiz algumas pequenas alterações que passo a explicar:
- Não utilizei como frutos os alperces, as ameixas e as sultanas (estas últimas porque não gosto). Substituí por maçã reineta cortada em pequenos pedaços.
- No que toca às especiarias, e porque acho que liga muito bem, juntei também um pouco de canela.
- No que toca ao cravinho, não tinha cá em casa cravinho em pó mas apenas em grão e optei por fazer uma pequena adaptação. Aqueci a água como se para um chá se tratasse. Coloquei a erva-doce e o cravinho em grão em dois recipientes metálicos para chá e deixei em infusão. E foi esta água aromatizada que adicionei às maçãs e ao açúcar.
- No que toca ao vinho do Porto, utilizei vinho do Porto branco.
- Quando estava a colocar a massa dos queques nas formas, coloquei no interior de cada um deles um pequeno miminho: meio quadrado de chocolate negro próprio para culinária.

Bom apetite!

quarta-feira, setembro 07, 2011

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... da Hugo Boss para começar esta 4ª feira! Pois tenham um belo dia!!

segunda-feira, setembro 05, 2011

Hoje...

... no Google fala-se disto:
Se fosse vivo, Freddie Mercury faria hoje 65 anos. Para assinalar a efeméride, aqui deixo uma das minhas músicas preferidas de sempre dos Queen, a Bohemian Rhapsody, em duas versões distintas. Bastante diferentes mas adoro as duas!





sábado, setembro 03, 2011

Querem...


... uma daquelas sugestões assim daqui (Fiona aperta ligeiramente o lóbulo da orelha direita...)? Experimentem dar um saltinho ao cantinho da Leonor de Sousa Bastos, o Flagrante Delícia. Devo dizer que já experimentei algumas recitas de lá e são absolutamente divinais!! Já para não falar na fantástica forma de apresentação das diferentes receitas, tanto ao nível da fotografia como dos textos que as acompanham. A visitar!

quarta-feira, agosto 31, 2011

Nos...


... habituais "passeios" diários na Internet, é inegável que uma das páginas que mais visito é a do Google. Quer queiramos quer não, a pesquisa é tornou-se uma componente do nosso dia-a-dia e é inevitável abrir a página de um dos muitos motores de busca disponíveis para tentarmos encontrar o que desejamos. E a página do Google de hoje tem um toque português, conforme se pode ver na imagem. Trata-se da alusão ao 110º aniversário da inauguração da primeira linha de carros eléctricos entre o Cais do Sodré e Algés. Existe imagem mais característica da Baixa Lisboeta do que os eléctricos amarelos da Carris? E quem diria que a ligação entre o Cais do Sodré e Algés já tem a respeitosa idade de 110 anos? Gosto de descobrir estas pequenas efemérides da minha linda cidade e saber mais dos segredos que ela esconde. E vocês? Que segredos escondem as vossas cidades?

terça-feira, agosto 23, 2011

Uma...

... das minhas (muitas!) (enorme) paixões é a fotografia. Gosto de captar as emoções dos outros e de fotografar locais de uma perspectiva só minha. Descobrir recantos e imortalizá-los numa imagem para poder voltar a viajar vezes sem conta através deles. Gostava de saber fazer muito mais com a minha máquina... É cheia de potencialidades, é um facto, mas tenho a plena consciência de que aquilo que posso fazer com ela é muito, muito mais do que aquilo que faço na realidade. E depois tenho momentos como este, em que ando a deambular por este mundo que é a Internet e descubro fotografias lindas, lindas de pessoas verdadeiramente talentosas no que toca a lidar com uma máquina fotográfica. Se quiserem, dêem uma voltinha por aqui e descubram as fotos mágicas da Mãe 360º.